terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

INSUBSTITUÍVEL

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

Na sala de reunião de uma multinacional o diretor nervoso fala com sua equipe de gestores. Agita as mãos, mostrar gráficos e, olhando nos olhos de cada um. a ameaça: “ninguém é insubstituível”.
A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio. Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça.
Ninguém ousa falar nada...
De repente um braço se levanta e o diretor se prepara para triturar o atrevido:
- Alguma pergunta?
- Tenho sim... Beethoven?
- Como? - o encara o diretor confuso.
- O senhor disse que ninguém é insubstituível e que substituiu Beethoven?
Silêncio...
E o funcionário continua a falar:
- Ouvi essa estória esses dias, contada por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso. Afinal as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no fundo continuam achando que os profissionais são peças dentro da organização e que, quando sai um, é só encontrar outro para por no lugar. Quem substituiu Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Pelé/ Paul Newman?Tiger Woods? Albert Einstein? Picasso?... Todos esses talentos marcaram a história fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem, ou seja, fizeram o seu talento brilhar. E, portanto, são sim insubstituíveis. Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa. Está na hora dos lideres das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver  o talento de sua equipe  focando no brilho de seus pontos fortes e não utilizando energia em reparar seus “erros/deficiências”. Ninguém lembra e nem quer saber se Beethovem era surdo, se Picasso era instável, e Caymmi preguiçoso, Kennedy egocêntrico, Elvis paranoico... O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos. Cabe aos lideres de sua organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços em descobrir os pontos fortes de cada membro. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto. Se seu gerente/coordenador, ainda está focado em “melhorar as fraquezas” de sua equipe corre o risco de ser aquele tipo de líder/técnico, que barraria Garrincha por ter pernas tortas, Albert Einstein por ter notas baixas na escola, Beethoven por ser surdo. E na gestão dele o mundo teria perdido todos esses talentos. Seguindo este raciocínio, caso pudessem mudar o curso natural, os rios seriam retos, não haveria montanha, nem lagoas nem cavernas, nem homens, nem mulheres, nem sexo, nem chefes nem subordinados... Apenas peças. Nunca me esqueço de quando o Zacarias, dos Trapalhões, “foi pra outras moradas”: ao iniciar o programa seguinte, o Dedé entrou em cena e falou mais ou menos assim:
- Estamos todos muito tristes com a partida de nosso irmão Zacarias... E, hoje, para substituí-lo chamamos "Ninguém", pois nosso Zaca é insubstituível.
Portanto nunca esqueça: você é um talento único. Com toda a certeza ninguém te substituirá!
- Sou um só, mas ainda assim sou um. Não posso fazer tudo, mas posso fazer alguma coisa. Por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer o pouco que posso.
No mundo sempre existirão pessoas que vão te amar pelo que você é; outras, que vão te odiar pelo mesmo motivo. Acostume-se a isso, com muita paz de espírito.
É bom refletir e se valorizar!

Um comentário:

  1. Verdade verdadeira...
    Somos insubstituíveis, marca especial de Deus em cada um de nós! Obrigada por nos relembrar isso.
    Sempre leio seus 'post"; mesmo que não os comente, os aprecio muito; fazem-nos rir, refletir...

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