domingo, 17 de maio de 2015

ANTIGO CONSELHO CHINÊS

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

Era uma vez um camponês chinês, muito pobre, mas sábio, que trabalhava a terra duramente com o seu filho. Um dia o filho disse-lhe:
- Pai, que azar, o nosso cavalo fugiu.
Ao ouvir o filho, o pai respondeu:
- Por que chamas "azar"? Veremos o que nos traz o tempo…
Passados alguns dias, o cavalo regressou acompanhado de uma linda égua selvagem. Ao vê-los, o jovem exclamou:
- Pai, que sorte!  O nosso cavalo trouxe outro cavalo!
Novamente, ao ouvir o filho o pai respondeu:
- Por que chamas "sorte"? Veremos o que nos traz o tempo
Dias depois, o rapaz foi montar no cavalo novo, mas este, não acostumado à sela, encabritou-se e deitou-o ao chão. Na queda, o rapaz quebrou uma das pernas:
- Pai, que desgraça, quebrei a perna.
O pai, retomando a sua experiência e sabedoria, disse:
- Por que chamas "desgraça"? Veremos o que nos traz o tempo...
O rapaz não se convencia da filosofia do pai. Poucos dias depois passaram pela aldeia os enviados do rei à procura de jovens para levarem para a guerra. Foram à casa do ancião, viram o jovem debilitado e deixaram-no, seguindo o seu caminho. Nesta hora, o jovem compreendeu então que nunca se deve dar nem a desgraça nem a fortuna como absolutas, mas que, para se saber se algo é mau ou bom, é necessário dar tempo ao tempo.
O ensinamento deste Antigo Conselho Chinês é que a vida dá tantas voltas e é tão paradoxal no seu decorrer que tanto o mau pode vir a ser bom, como o bom pode vir a ser mau. Assim, esperemos o dia de amanhã com Alegria e vivamos o de  hoje em Plenitude.

Nenhum comentário:

Postar um comentário