terça-feira, 17 de maio de 2016

QUEM DÁ MAIS?

Texto de Aloisio Guimarães

Tempos atrás, Catarina Migliorini, natural de Santa Catarina, uma jovem “inocente no mundo da sacanagem”, colocou o seu “cabaço” em leilão. Apesar do alto lance conseguido, fala-se em R$ 1,5 milhão, a donzela desistiu da ideia. Assim, a única coisa de concreto que restou foi o fato dela ter conseguido os seus "15 minutos de fama".
Como justificativa "fajuta" para realizar o inusitado leilão, que não foi até "os finalmente", repito, ela usou a desculpa de que "só assim, ia ter a oportunidade de viajar, fazer parte de um filme e ainda ganhar um bônus".
Meses depois, a baiana Rebeca Bernardo, também colocou a sua "inocência" à venda (e também ficou temporariamente famosa, claro). A sua desculpa foi que "ela estava precisando de dinheiro para o pagamento das despesas com hospital e medicamentos para a sua mãe, que anda doente".
Não importa as desculpas delas; nos meus velhos tempos, vender o corpo, tinha um nome próprio: prostituição. Os tempos são outro e acontecimentos desse naipe são aceitos com a maior naturalidade do mundo.
Então, como diz um sábio ditado, “quando não se pode com um inimigo, devemos nos aliar a ele”, resolvi me modernizar e "seguir a onda" porque também estou precisando de muita grana, já que a velhice está chegando - estou com 61 anos - e preciso conhecer o mundo: Dubai, Paris, Londres, Roma, Veneza, Milão, Barcelona, Tóquio, Miami, Nova York, Cancun, Praga, Lisboa, Berlim, Cairo...  Assim, como vocês podem ver, é mais do que evidente que eu tenho um motivo nobre e justificável para anunciar que:
- ESTOU LEILOANDO A MINHA ÚLTIMA FODA!
Quero avisar que ainda tenho muito tesão, mas sei que vai acabar um dia. Portanto, antecipando à realidade dos fatos e contrariando a minha fidelidade de marido, é que tomo essa “difícil e gostosa” decisão, mas aviso às pretendentes a se deliciarem com as últimas gotas do meu sêmen, que elas devem observar as seguintes condições estipuladas no edital:
• Não serão aceitos lances de menores de idade.
• Não serão aceitos lances homossexuais, mas estou aberto a posar para qualquer tipo de publicação, “armado” ou “desarmado”.
• Como “a satisfação é garantida”, pois carrego comigo “experiência e qualidade no serviço que faço”, qualquer lance inferior a R$ 3 milhões está, desde já, descartado.
• Será cobrado um “adicional de insalubridade” de 20 % sobre o valor do lance, caso a vencedora tenha mais de 80 anos, pouco importando se ainda é virgem ou não.
• Caso a vencedora tenha entre 21 e 25 anos, terá direito a um desconto de 10% sobre o lance dado, em função do ditado “cavalo velho, capim novo”.
• Como na zorra total que é o mundo atual “um cabaço ainda tem algum valor”, caso a vencedora seja virgem, receberá um desconto de 50% sobre o lance dado, sendo eliminado qualquer outro benefício em função da sua idade.
• O uso de camisinha é obrigatório, com exceção única ser a vencedora ainda uma virgem e com um atestado médico negativo para doença sexualmente transmissível.
• Está permanentemente proibido ”beijo na boca”, para não se apaixonar, segundo dizem as nossas "primas".
• O lance inicial não contempla o prazer adicional de um “boquete”, pois ele representa um “serviço extra”. Entretanto, poderá ser objeto de negociação, cuja taxa mínima será de 15% sobre o valor do lance inicial.
• Como “cortesia da casa”, a vencedora, por sua livre e espontânea vontade, tem direito a um “bônus” de sexo anal.
• Fica definida a modesta cidade de Paris como local de minha última transa, cabendo à vencedora custear todas as despesas com passagens aéreas e terrestres (ida e volta), traslados, hospedagem e alimentação.
• O pagamento da oferta vencedora deverá ocorrer imediatamente, de forma integral, em qualquer "paraíso fiscal", de preferência uma das agências bancária nas Ilhas Cayman, tão logo seja decretado o resultado do leilão.
• O dia do "resgate do prêmio" será o mais rápido possível, logo após a comprovação do pagamento, uma vez que não posso precisar o início do meu "brochamento".
• Na hora "H", a vencedora, caso deseje, poderá se fazer acompanhar de um médico de sua confiança para atestar que o meu tesão na “prestação do serviço” não foi provocado por nenhum medicamento estimulante!
Finalmente, peço a todos a igualdade de tratamento que foi dado às meninas. Portanto...
- Não me chamem de prostituto!
Mulheres, façam os seus lances!

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