sábado, 20 de maio de 2017

O COMILÃO

Texto de Aloisio Guimarães

O Dominguinhos, ex-colega trabalho, teve a árdua tarefa de ser o nosso "piloto" durante as viagens de serviços que fizemos pelo interior do estado. Por conta desta atribuição, juntos, rodamos muitos quilômetros por esse estado afora, enfrentando todo tipo de estrada.
Baixinho, um metro e meio de altura, “bigodinho de escovar penico”, dotado de uma presença de espírito aguçada, Dominguinhos é boa gente e uma companhia divertida, além de sempre ter se demonstrado um profissional responsável.
Uma das suas preferências é fazer piada com a sua pouca estatura.
Como temos viajado bastante, ele e outros colegas conhecem muitos dos causos que já escrevi e vários outros que ainda irei escrever aqui no blog. O causo de hoje, surgiu depois de um comentário que foi feito na ocasião, versando sobre o causo "PADRE LUDUGERO" (http://terradosxucurus.blogspot.com.br/2012/02/padre-ludugero.html) -  e já publicado aqui no blog e que você pode ler, clicando no link entre parênteses.
Vamos ao causo:
Certa vez, mais precisamente no dia 31 de julho de 2010, viajamos para a cidade de São José da Laje, interior do estado, para levantar os estragos causados pelas chuvas que atingiram Alagoas e Pernambuco, destruindo milhares de casas.
Na viagem de regresso, por volta do meio-dia, paramos para almoçar no "Bar do Bode", localizado às margens da BR-104, entre as cidades de São José da Laje e União dos Palmares.
Quem viaja por este Brasil afora sabe que, na beira das estradas, bares e restaurantes se confundem.
O Bar do Bode é famoso pelo tempero de suas comidas e, como todo nordestino é chegado a uma carnezinha de bode, o nosso Dominguinhos se fartou à vontade, comendo com visível gulodice.
Tão logo ele terminou de almoçar, comentei:
- Poxa, Dominguinhos, você comeu como um cavalo, hein?
Ouvindo isto, o Fábio "Guruzinho" Henrique, colega que também viajava conosco, sapecou:
- Como um cavalo, não! Pelo tamanho que ele tem, ele comeu foi como um pônei!

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