sábado, 31 de outubro de 2026

DE OLHO NO FUTURO

Texto de Aloisio Guimarães

Vou fazer 72 anos agora em dezembro de 2026. Nesses meus anos de vida, fui testemunha do progresso da humanidade, através das grandes invenções tecnológicas que o homem conseguiu fazer. É evidente que muitas delas visavam o bem comum e conseguiram. Pela minha idade, não posso deixar de ser conservador e por isso mesmo vejo muita novidade com reticências.

Vejamos:

1. HOME OFFICE 

Trabalhar em casa é muito bom para o empregado: ele fica em casa, trabalha a hora que quer e, se quiser, até deitado e nu.

Melhor ainda é para o patrão, que não cria nenhum vínculo afetivo com o empregado. Antigamente, o funcionário era como se fosse alguém da família, frequentava a casa do patrão, e vice-versa, e ficava na empresa até se aposentar. O patrão fazia o possível, mas evitava demitir o seu amigo/funcionário. Hoje, com o home office e a falta de amizade/relacionamento pessoal, para demiti-lo vai ser vapt-vupt: é só o empregado esquecer de mandar um arquivo qualquer.

2. ESCALA 5X2

É muito bom para empregado porque agora ele vai ter mais um dia de folga, ficar em casa de bunda pra cima, comer aquele churrasco de abóbora regado a Q-suco de groselha, estupidamente gelado.

Como conheço o brasileiro, melhor ainda vai ser para o patrão, que vai aumentar os preços/lucros (leia-se: inflação) para pagar hora extra ou contratar mais gente com salário menor (empregado novo, salário "novo") para compensar a falta do folgado.

Como aprendi muita coisa na vida, para milhares de trabalhadores, a "escala 5x2" corre o risco de se transformar é mesmo numa "escala 0x0".

3. INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL 

Muito bom para todo mundo porque a gente agora tem vários aplicativos para fazer memes engraçados e zoar com qualquer um.

Melhor ainda vai ser para as empresas, que vão substituir milhares de empregados por máquinas com IA, é só uma questão de tempo e investimento. Adeus empregos! Para quem acha que estou exagerando, saibam que muitos call-center já funcionam assim. Compre um produto, ele venha defeituoso e tente falar com a assistência técnica ou fabricante... Nessa hora você vai descobrir que quem vai lhe atender é uma máquina com IA, que não resolve porra nenhuma, porque cada caso é um caso!

Atualmente muitos profissionais liberais já atendem através de IA. Até quando, não sei; talvez até as pessoas começarem a morrer vítimas de um cálculo estrutural mal dimensionado, de um diagnóstico médico errado, de uma preparação física inadequada...

4. O EXTERMINADOR DO FUTURO 

Se o ser humano "não tomar tenência", no dia em que IA fizer um robô pensar, coisa que não vai demorar muito, será o começo do fim, tal qual alerta a ficção científica da trilogia cinematográfica “O Exterminador do Futuro”.

Ah, eu nunca esqueci do HAL o computador do filme "2001 Uma Odisseia no Espaço". Ele foi o primeiro e sério alerta à humanidade.

Rezo para que esteja enganado.

O tempo dirá...


quinta-feira, 29 de outubro de 2026

EXERCÍCIO DE FUTUROLOGIA

Texto de Aloisio Guimarães

Não tenho nenhuma dúvida de que, daqui a 40 anos, uma emissora de televisão, no seu notociário nacional, vai ter a cara de pau de dizer ao povo brasileiro:

- A Rede Bosta de Televisão vem pedir desculpas ao povo brasileiro por ter apoiado um governo que perseguiu opositores políticos; pedir perdão aos brasileiros porque todos os nossos noticiários insistentemente classificaram de terroristas e de golpistas velhinhas que estavam enroladas na Bandeira do Brasil e de Bíblia nas mãos; pedir perdão aos brasileiros por ter se calado com a prisão de uma mãe de família que usou como arma para derrubar o regime um simples batom - contribuindo desta forma para que ela fosse presa e afastada dos seus filhinhos por vários meses; pedir perdão ao povo brasileiro por ter se calado diante da prisão e condenação injusta de um simples trabalhador que apenas vendia algodão doce em uma manifestação política pacífica; pedir perdão aos brasileiros por ter contribuído com omissão e/ou atuação de nossos jornalistas militantes para a eleição de um candidato que durante toda a campanha política usou Fake News, disseminou medo, comprou votos e desrespeitou impunemente a legislação eleitoral brasileira para se manter no poder. Reafirmamos ao povo brasileiro que o nosso compromisso é com a verdade e com a defesa da democracia. Boa noite

Se ainda eu for vivo, nessa hora vou gritar:

- VAI PRA PUTA QUE PARIU!

quarta-feira, 20 de agosto de 2025

A VERDADE DAS VERDADES

  POSTAGEM ALOSIO GUIMARÃES

Todas as tardes, dez amigos se encontravam no Bar do Leôncio, no centro da pacata cidade de Santa Aurora, para beber, conversar e esquecer um pouco as preocupações da vida.

A conta era sempre a mesma: R$ 100,00 por rodada de cerveja.

Mas eles nunca dividiam essa conta igualmente, pois sabiam que suas realidades eram muito diferentes - e então decidiram contribuir de forma proporcional ao que cada um podia pagar:

- Os quatro mais pobres não pagavam nada.

- O quinto, que fazia bicos, pagava R$ 1,00.

- O sexto, com um trabalho irregular, dava R$ 3,00.

- O sétimo, que tinha um salário fixo, contribuía com R$ 7,00.

- O oitavo, funcionário público, pagava R$ 12,00.

= O nono, dono de um pequeno negócio, desembolsava R$ 18,00.

- E o décimo, o mais rico - um investidor de sucesso - bancava o restante: R$ 59,00.

Todos achavam justo. Todos brindavam juntos. Todos se beneficiavam da cerveja.

Era como funcionam os impostos progressivos no Brasil e em muitos países: Quem tem mais, contribui mais.

Um dia, o Leôncio, dono do bar, apareceu com uma novidade:

- Meus amigos, vocês têm sido clientes fiéis. Hoje, vou dar um desconto: a rodada vai sair por R$ 80,00!

Foi só alegria. Mais risadas, mais brindes, e até um “Viva ao Leôncio!”, Mas aí surgiu uma dúvida:

- Como dividir esse desconto de R$ 20,00 de forma justa? Se os R$ 20,00 fossem divididos igualmente entre os dez, os quatro que nunca pagaram passariam a “receber” dinheiro só por estarem ali - o que parecia estranho.

Então Artur Dourado, o mais rico, propôs:

- E se a gente repartir o desconto na mesma proporção de antes? Cada um ganha um alívio conforme já contribuía. Assim, ninguém perde.

Todos concordaram e o novo valor ficou assim:

- O 5º passou de R$ 1,00 para R$ 0,00.

- O 6º de R$ 3,00 para R$ 2,00.

- O 7º de R$ 7,00 para R$ 5,00.

- O 8º de R$ 12,00 para R$ 9,00.

- O 9º de R$ 18,00 para R$ 14,00.

-O 10º (o mais rico) de R$ 59,00 para R$ 50,00.

Todos pagaram menos. Ninguém saiu no prejuízo. Todos economizaram. Mas aí começaram as reclamações: “Peraí, por ser mais rico, economizou R$ 9,00 e eu só R$ 1,00?!”, “Isso não é justo, os ricos sempre se dão melhor!”, “Ele tá ganhando mais que a gente com esse desconto!” ...

Tomados pela indignação, os nove amigos se revoltaram contra o amigo mais rico. Chamaram-no de aproveitador. Disseram que o sistema favorecia os ricos. Reclamaram tanto que, no dia seguinte, ele não apareceu mais.

E foi só nesse momento que entenderam que:

· Sem ele, os outros não conseguiam juntar nem metade da conta.

· Sem ele, o sistema não se sustentava.

· Sem ele, não havia mais cerveja para ninguém.

 Essa história mostra, de forma simples, como funcionam os impostos progressivos:

Quem ganha mais, paga mais, mas se você pune quem sustenta a estrutura, o sistema inteiro desmorona.

MORAL DA HISTÓRIA

- O socialismo fracassa quando acaba o dinheiro dos outros.