quinta-feira, 29 de outubro de 2026

EXERCÍCIO DE FUTUROLOGIA

Texto de Aloisio Guimarães

Não tenho nenhuma dúvida de que, daqui a 40 anos, uma emissora de televisão, no seu notociário nacional, vai ter a cara de pau de dizer ao povo brasileiro:

- A Rede Bosta de Televisão vem pedir desculpas ao povo brasileiro por ter apoiado um governo que perseguiu opositores políticos; pedir perdão aos brasileiros porque todos os nossos noticiários insistentemente classificaram de terroristas e de golpistas velhinhas que estavam enroladas na Bandeira do Brasil e de Bíblia nas mãos; pedir perdão aos brasileiros por ter se calado com a prisão de uma mãe de família que usou como arma para derrubar o regime um simples batom - contribuindo desta forma para que ela fosse presa e afastada dos seus filhinhos por vários meses; pedir perdão ao povo brasileiro por ter se calado diante da prisão e condenação injusta de um simples trabalhador que apenas vendia algodão doce em uma manifestação política pacífica; pedir perdão aos brasileiros por ter contribuído com omissão e/ou atuação de nossos jornalistas militantes para a eleição de um candidato que durante toda a campanha política usou Fake News, disseminou medo, comprou votos e desrespeitou impunemente a legislação eleitoral brasileira para se manter no poder. Reafirmamos ao povo brasileiro que o nosso compromisso é com a verdade e com a defesa da democracia. Boa noite

Se ainda eu for vivo, nessa hora vou gritar:

- VAI PRA PUTA QUE PARIU!

quarta-feira, 20 de agosto de 2025

A VERDADE DAS VERDADES

  POSTAGEM ALOSIO GUIMARÃES

Todas as tardes, dez amigos se encontravam no Bar do Leôncio, no centro da pacata cidade de Santa Aurora, para beber, conversar e esquecer um pouco as preocupações da vida.

A conta era sempre a mesma: R$ 100,00 por rodada de cerveja.

Mas eles nunca dividiam essa conta igualmente, pois sabiam que suas realidades eram muito diferentes - e então decidiram contribuir de forma proporcional ao que cada um podia pagar:

- Os quatro mais pobres não pagavam nada.

- O quinto, que fazia bicos, pagava R$ 1,00.

- O sexto, com um trabalho irregular, dava R$ 3,00.

- O sétimo, que tinha um salário fixo, contribuía com R$ 7,00.

- O oitavo, funcionário público, pagava R$ 12,00.

= O nono, dono de um pequeno negócio, desembolsava R$ 18,00.

- E o décimo, o mais rico - um investidor de sucesso - bancava o restante: R$ 59,00.

Todos achavam justo. Todos brindavam juntos. Todos se beneficiavam da cerveja.

Era como funcionam os impostos progressivos no Brasil e em muitos países: Quem tem mais, contribui mais.

Um dia, o Leôncio, dono do bar, apareceu com uma novidade:

- Meus amigos, vocês têm sido clientes fiéis. Hoje, vou dar um desconto: a rodada vai sair por R$ 80,00!

Foi só alegria. Mais risadas, mais brindes, e até um “Viva ao Leôncio!”, Mas aí surgiu uma dúvida:

- Como dividir esse desconto de R$ 20,00 de forma justa? Se os R$ 20,00 fossem divididos igualmente entre os dez, os quatro que nunca pagaram passariam a “receber” dinheiro só por estarem ali - o que parecia estranho.

Então Artur Dourado, o mais rico, propôs:

- E se a gente repartir o desconto na mesma proporção de antes? Cada um ganha um alívio conforme já contribuía. Assim, ninguém perde.

Todos concordaram e o novo valor ficou assim:

- O 5º passou de R$ 1,00 para R$ 0,00.

- O 6º de R$ 3,00 para R$ 2,00.

- O 7º de R$ 7,00 para R$ 5,00.

- O 8º de R$ 12,00 para R$ 9,00.

- O 9º de R$ 18,00 para R$ 14,00.

-O 10º (o mais rico) de R$ 59,00 para R$ 50,00.

Todos pagaram menos. Ninguém saiu no prejuízo. Todos economizaram. Mas aí começaram as reclamações: “Peraí, por ser mais rico, economizou R$ 9,00 e eu só R$ 1,00?!”, “Isso não é justo, os ricos sempre se dão melhor!”, “Ele tá ganhando mais que a gente com esse desconto!” ...

Tomados pela indignação, os nove amigos se revoltaram contra o amigo mais rico. Chamaram-no de aproveitador. Disseram que o sistema favorecia os ricos. Reclamaram tanto que, no dia seguinte, ele não apareceu mais.

E foi só nesse momento que entenderam que:

· Sem ele, os outros não conseguiam juntar nem metade da conta.

· Sem ele, o sistema não se sustentava.

· Sem ele, não havia mais cerveja para ninguém.

 Essa história mostra, de forma simples, como funcionam os impostos progressivos:

Quem ganha mais, paga mais, mas se você pune quem sustenta a estrutura, o sistema inteiro desmorona.

MORAL DA HISTÓRIA

- O socialismo fracassa quando acaba o dinheiro dos outros.

segunda-feira, 17 de março de 2025

ETIQUETA MASCULINA

 POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

Paulo era um verdadeiro casca grossa. Na cama, quando ia dormir, ele peidava, sem cerimônia alguma, embaixo das cobertas; tirava meleca do nariz e ficava fazendo bolinhas; arrotava alto; não tomava banho...
Margarida, sua mulher, já não suportava mais a situação... O único remédio viável era “tratamento de choque”. Assim, a Margarida resolveu, de uma vez por todas, "botar as manguinhas de fora" e lhe deu um ultimato:
- Paulo, de hoje em diante, exijo que você tenha, na cama, a mesma educação que você usa na sala de jantar!
Não deu outra: à noite, ambos deitados, Paulo, cheio de tesão, doido para trepar, vira-se para Margarida e fala:
- Magal, querida, por favor, queira me passar a xoxota...
ISSO É QUE É EDUCAÇÃO!