domingo, 3 de abril de 2016

O CAVALO E O PORCO

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES 

Um fazendeiro colecionava cavalos e só faltava uma determinada raça. Um dia ele descobriu que seu vizinho tinha este determinado cavalo. Assim, ele atazanou seu vizinho até conseguir comprá-lo. Um mês depois o cavalo adoeceu, e ele chamou o veterinário que disse:
- Bem, seu cavalo está com uma virose, é preciso tomar este medicamento durante três dias. No terceiro dia retornarei e, caso ele não esteja melhor, será necessário sacrificá-lo.
Neste momento, o porco escutava a conversa.
No dia seguinte, deram o medicamento e foram embora. O porco se aproximou do cavalo e disse:
- Força, amigo, levanta daí senão será sacrificado!
No segundo dia, deram o medicamento e foram embora. O porco se aproximou novamente e disse:
- Vamos lá, amigão, levanta, senão você vai morrer! Vamos lá, eu te ajudo a levantar. Upa! Upa! Um, dois, três...
No terceiro dia, deram o medicamento e o veterinário disse:
- Infelizmente vamos ter que sacrificá-lo amanhã, pois a virose pode contaminar os outros cavalos.
Quando foram embora, o porco se aproximou do cavalo e disse:
- Cara, é agora ou nunca! Levanta logo, upa! Coragem! Vamos, vamos! Upa! Upa! Isso, devagar! Ótimo! Vamos: um, dois, três! Lega! Agora mais depressa, vai... Fantástico! Corre, corre mais! Upa! Upa! Upa! Você venceu, campeão!
Então, de repente o dono chegou, viu o cavalo correndo no campo e gritou:
- Milagre! O cavalo melhorou, isso merece uma festa! Vamos matar o porco!
PONTOS DE REFLEXÃO
• Isso acontece com frequência no ambiente de trabalho. Ninguém percebe qual é o funcionário que realmente tem mérito pelo sucesso, ou que está dando o suporte para que as coisas aconteçam.
• Saber viver sem ser reconhecido é uma arte!
• Se algum dia alguém lhe disser que seu trabalho não é o de um profissional, lembre-se: amadores construíram a Arca de Noé e profissionais o Titanic.
• Procure ser uma pessoa de valor, ao invés de ser uma pessoa de sucesso.

sábado, 2 de abril de 2016

O XEXEIRO

Texto de Carlito Lima

Era uma vez em Maceió um rapaz chamado João Fortunato, conhecido como "Joãozinho Caga Rua", quando mais jovem deu-lhe uma dor de barriga na rua, ali mesmo baixou as calças, deixou sua marca no meio-fio, daquele dia até hoje atende por esse apelido. Amante da boemia e do carnaval, certa vez, em ensaio noturno, o Bloco Cavaleiro dos Montes arrastava foliões cantando e dançando pela Avenida da Paz. João, feliz da vida, agarrado à uma bela jovem desconhecida, dançava o frevo com maestria. O bloco tomou rumo ao bairro boêmio de Jaraguá.
Ao passar pelo corredor de Jaraguá, a bela acompanhante de João se identificou. Vera era “inquilina” da Boate Alhambra, fazia a vida naquele antigo casarão, convidou João a subir ao cabaré. Entre surpreso e alegre, prontamente galgou as íngremes escadas do lupanar. De paquera no bloco, achou-se no direito, sentiu-se namorado, mesmo sem dinheiro, convidou-a para o quarto.
Depois do amor, a jovem rapariga cobrou pelos competentes serviços. João confessou, não tinha dinheiro, pensava ser de graça. Vera falou braba, ele tratasse de arranjar o pagamento, pegou calça, cueca, camisa e sapato de João, entregou ao Leão de Chácara da Alhambra (segurança), só devolvia quando pagasse.
Joãozinho não teve o que pensar, nu, abriu a porta do quarto, desceu as escadas aos pulos, a rapariga gritava: “Xexeiro, Xexeiro...” Nove da noite, a Boate Alhambra começava a funcionar.
O Leão de Chácara não conseguiu alcançar João, excelente atleta, exímio jogador de futebol. Sua nudez foi notada pelos passantes, olhavam incrédulos. Joãozinho continuou correndo pela rua até desembocar na Avenida da Paz. Surpresa, não podia continuar, as rodas de famílias conversando, cadeiras na calçada, era costume na cidade, antes da televisão.
Um homem nu passando seria excitante novidade naquelas rodas de conversas, entretanto, João escondeu-se atrás de um poste. Olhou em frente, meninos brincavam, jovens namoravam nos bancos, a Avenida da Paz, à noite, era uma festa. João encontrou uma solução, partiu em direção à praia iluminada, lua cheia. Correu na areia fofa, branca, fria, até encontrar solo de areia dura, molhada, beira mar, onde alguns jovens jogavam futebol sob o luar. Ao se aproximar devagar, a meninada percebeu, ouviu-se a gritaria: “Um homem nu! Um homem nu!”. Imediatamente Joãozinho correu, mergulhou no mar, água tépida, deliciosa, era noite de verão.
Nosso herói ficou por muito tempo curtindo gostoso banho noturno, deixava o corpo nu ser levado pelas pequenas ondas, não havia pressa. Naquele momento, olhando pro céu prateado pela lua cheia, deslumbrou uma cintilante estrela, sentiu-se dono do mundo, do universo, poeta, seresteiro, no seu encantamento, começou a cantar para o infinito: “A estrela Dalva... no céu desponta... e a lua anda tonta... com tamanho esplendor... as pastorinhas pra consolo da lua... vão cantando na rua... lindos versos de amor...
Por volta das dez horas da noite, depois de tomar uma fresca, as famílias recolheram-se, os jovens cansados das brincadeiras foram dormir, os namorados, depois do xumbrego, excitados, se auto aliviavam. Joãozinho esperou um pouco, onze horas, apenas alguns boêmios passavam em direção às boates de Jaraguá, dar expansão aos instintos e fantasias.
Afinal nosso herói saiu do mar, corpo molhado, dedos engelhados. Sentiu o vento, tremia de frio. Andou, correu, pulou, recuperou-se. Caminhou pela praia. Retornou às calçadas na Praça Sinimbu, pouca gente na rua. Correndo de poste em poste, Joãozinho, nu, conseguiu chegar em sua casa na Rua da Alegria. Recebeu a devida descompostura do pai, no fundo se orgulhava em ter aquele filho boêmio, cheio de histórias e picardias. Dia seguinte, o pai deu-lhe o dinheiro, não queria filho desonesto, xexeiro, a moça merecia o pagamento. À tarde, Joãozinho resgatou suas roupas, seu sapato de coro de jacaré. Contou a Vera sua aventura noturna, ela caiu às gargalhadas, amaram-se novamente, dessa vez, não houve a devida recompensa pecuniária.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

HOMEM

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

Esse texto foi escrito em 2002, feito para os Homens, mas dedicado às Mulheres. Que as Mulheres possam ocupar seu espaço, sem competir com os Homens. Que os Homens possam de comportar como Homens, sem machucá-las.

Homem...
Quando és semente apenas, é no corpo de uma Mulher que germinas.
Quando nasces chorando, é nos braços de uma Mulher que te acalmas.
Quando tentas andar, é com auxílio de uma Mulher que arriscas os primeiros passos.
Quando começas a falar, é uma Mulher que te ensina as primeiras palavras.
Quando começas a despertar para o amor, é uma Mulher quem te faz sonhar.
Quando sentes solidão, é uma Mulher que procuras, para companheira, ao longo da vida.
Quando te multiplicas, é uma Mulher que dá a luz aos teus filhos, dando continuidade à tua descendência.
Quando, enfim, entenderás que a Mulher compartilha, com a natureza, a criação da própria vida?
Quando, enfim, compreenderás que dependes dela?
Respeita-a.
Ama-a.
Protege-a!