segunda-feira, 9 de outubro de 2017

A RAPOSA E O LEÃO

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

Uma raposa muito jovem, que nunca tinha visto um leão, estava andando pela floresta e deu de cara com um felino. 
Ela não precisou olhar muito para o leão e sair correndo, desesperadamente, e se esconder na primeira caverna que encontrou.
Quando viu o felino pela segunda vez, a raposa ficou atrás de uma árvore, analisando o leão, antes de fugir.
Da terceira fez, a raposa começou a perder parte do medo e, como quem não quer nada, se aproximou cada vez mais do leão.
Mas, na quarta vez, a raposa foi direto até o leão e começou a dar tapinhas nas costas dele, dizendo:
- Oi, gatão, tudo bom?
Moral da História:
Da familiaridade, nasce o abuso; do abuso, a inimizade.

domingo, 8 de outubro de 2017

JUIZ "MEIO DOIDO"

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

A advogada Ana Paula Barbosa Ferreira, que defende uma loja de colchões em Goiânia, entrou com uma petição na justiça do estado onde pode ser lida uma frase, provavelmente, relacionada com a pessoa do juiz Gustavo Assis Garcia, magistrado responsável pelo caso.
Ao ler o documento, o juiz, em seu despacho, deu um prazo de 48 horas, para a advogada explicar sobre a tal frase.


 A advogada, por sua vez, eximiu-se de culpa.
- Estou muito envergonhada, é um fato que tem me causado um constrangimento enorme, nunca imaginei que tomaria essa proporção. Isso foi colocado por engano na petição, foi um estagiário que utilizou um modelo que já existia. No escritório em que eu trabalho, a minha senha é utilizada por todas as pessoas. E protocolaram. Eu, inclusive, não estava lá, isso aconteceu durante uma viagem de férias. Eu estou sendo prejudicada por um ato que nem fui eu que cometi. Não sei o que isso vai gerar pra mim. Eu posso responder na OAB, posso vir a responder judicialmente... Eu, em são consciência, jamais escreveria algo assim. Acho um desrespeito com a classe, e sempre agi com ética. Não colocaria em risco a minha profissão.

sábado, 7 de outubro de 2017

JUIZ MACHO

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

A Escola Nacional de Magistratura incluiu em seu banco de sentenças, o despacho pouco comum do Juiz Rafael Gonçalves de Paula, da 3ª Vara Criminal da Comarca de Palmas, em Tocantins. A entidade considerou de bom senso a decisão de seu associado, mandando soltar Saul Rodrigues Rocha e Hagamenon Rodrigues Rocha, detidos sob a acusação de furtarem duas melancias, conforme despacho abaixo:
DESPACHO JUDICIAL.
DECISÃO PROFERIDA PELO JUIZ RAFAEL GONÇALVES DE PAULA NOS AUTOS DO PROC Nº. 124/03 - 3ª VARA CRIMINAL DA COMARCA DE PALMAS/TO
DECISÃO
Trata-se de auto de prisão em flagrante de Saul Rodrigues Rocha e Hagamenon Rodrigues Rocha, que foram detidos em virtude do suposto furto de duas melancias.
Instado a se manifestar, o Sr. Promotor de Justiça opinou pela manutenção dos indiciados na prisão.
Para conceder a liberdade aos indiciados, eu poderia invocar inúmeros fundamentos:
Os ensinamentos de Jesus Cristo, Buda e Ghandi, o direito natural, o princípio da insignificância ou bagatela, o princípio da intervenção mínima, os princípios do chamado Direito alternativo, o furto famélico, a injustiça da prisão de um lavrador e de um auxiliar de serviços gerais em contraposição à liberdade dos engravatados e dos políticos do mensalão deste governo, que sonegam milhões dos cofres públicos, o risco de se colocar os indiciados na Universidade do Crime (o sistema penitenciário nacional)...
Poderia sustentar que duas melancias não enriquecem nem empobrecem ninguém.
Poderia aproveitar para fazer um discurso contra a situação econômica brasileira, que mantém 95% da população sobrevivendo com o mínimo necessário apesar da promessa deste ou desta presidente que muito fala, nada sabe e pouco faz. Poderia brandir minha ira contra os neoliberais, o consenso de Washington, a cartilha demagógica da esquerda, a utopia do socialismo, a colonização europeia...
Poderia dizer que os governantes das grandes potências mundiais jogam bilhões de dólares em bombas na cabeça dos iraquianos, enquanto bilhões de seres humanos passam fome pela Terra - e aí, cadê a Justiça nesse mundo?
Poderia mesmo admitir minha mediocridade por não saber argumentar diante de tamanha obviedade.
Tantas são as possibilidades que ousarei agir em total desprezo às normas técnicas:
Não vou apontar nenhum desses fundamentos como razão de decidir.
Simplesmente, mandarei soltar os indiciados.
Quem quiser que escolha o motivo.