quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

ADVOGADOS

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

História real e que ganhou o primeiro lugar no Criminal Lawyers Award Contest.

Um advogado de Charlotte, NC, comprou uma caixa de charutos muito raros e muito caros. Tão raros e caros que os colocou no seguro, contra fogo, entre outras coisas. Depois de um mês, tendo fumado todos eles e ainda sem ter terminado de pagar o seguro, o advogado entrou com um registro de sinistro contra a companhia de seguros. Nesse registro, o advogado alegou que os charutos haviam sido perdidos em uma série de “pequenos incêndios".
A companhia de seguros recusou-se a pagar, citando o motivo óbvio: que o homem havia consumido seus charutos da maneira usual.
O advogado processou a companhia e ganhou!
Ao proferir a sentença, o juiz concordou com a companhia de seguros que a ação era frívola. Mas, apesar disso, o juiz alegou que o advogado "tinha a posse de uma apólice da companhia na qual ela garantia que os charutos eram seguráveis e, também, que eles estavam segurados contra fogo, sem definir o que seria fogo aceitável ou inaceitável" e que, portanto, ela estava obrigada a pagar o seguro.
Em vez de entrar no longo e custoso processo de apelação, a companhia aceitou a sentença e pagou US$ 15.000,00 ao advogado, pela perda de seus charutos raros nos incêndios.
Agora vem a melhor parte:
Depois que o advogado embolsou o cheque, a companhia de seguros o denunciou, e fez com que ele fosse preso, por 24 incêndios criminosos! Usando seu próprio registro de sinistro e seu testemunho do caso anterior contra ele, o advogado foi condenado por incendiar intencionalmente propriedade segurada e foi sentenciado a 24 meses de prisão, além de uma multa de US$ 24.000,00.
MORAL DA HISTÓRIA
Cuidado com o que você faz! A outra parte também pode ter um advogado, melhor e mais esperto!

terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

POR QUE O TECLADO NÃO É NA ORDEM ALABÉTICA?

FONTE: AGRISSÊNIOR NOTÍCIAS

Na verdade, a disposição não é aleatória e a razão é simples e segue uma lógica: a disposição das teclas obedece ao padrão da máquina de escrever, concebida pelo americano Christopher Scholes, em 1868, e criador do teclado QWERTY. Este nome foi adotado devido à disposição das primeiras seis teclas. Scholes estudou as combinações de letras mais utilizadas na língua inglesa e considerou que a melhor opção era distanciar as teclas mais utilizadas, umas das outras, de forma a evitar que hastes da máquina de escrever, ao subirem, com pouco tempo de intervalo umas das outras, ficassem presas. Assim sendo, concluiu que seria muito mais prático e rápido se agrupasse as letras, tendo por base o critério de maior utilização na Língua Inglesa.
Desde então, este padrão espalhou-se por todo o mundo, sendo hoje adotado pela grande maioria dos teclados de computadores.
Como tudo começou…
Apesar de as teclas não estarem dispostas por ordem alfabética, a verdade é que houve uma tentativa por parte do criador em ordena-las desse modo. No entanto, essa disposição criava alguns problemas à digitação. Tendo em conta que muitas das palavras inglesas têm muitos “th” e “st”, o que obrigava à sua frequente digitação, logo estas letras estando juntas fazia com que dificultasse a escrita. Por essa razão, houve necessidade de colocar estas teclas em locais mais distantes para evitar a colisão.
Este afastamento, para além de ter ajudado a tornar a digitação mais rápida, permitiu também que houvesse um maior incentivo para os textos passarem a ser escritos a duas mãos.
Depois de muitos anos de estudo, o americano August Dvorak criou um novo teclado, que prometida uma escrita mais rápida e eficiente para língua inglesa. O criador garantia que era possível digitar 3.000 palavras na linha principal contra 50 do teclado QWERTY. Para provar esta descoberta, chegou a realizar competições para descobrir qual dos teclados era mais adequado à língua inglesa, no entanto, como as pessoas já estavam habituadas ao padrão QWERTY, o modelo proposto por Dvorak acabou por nunca ter criado impacto.
O teclado QWERTY não é adotado em todos os países. Em alguns locais é preferencialmente usado o teclado AZERTY (França e Bélgica), QWERTZ (Alemanha) ou QZERTY (Itália) assim como os símbolos, diacríticos e caracteres acentuados também ocupam uma posição diferentes em teclados internacionais do QWERTY.
CURIOSIDADE SOBRE O TECLADO QWERTY 

· A palavra “typewriter” ("máquina de escrever", em inglês) pode ser escrita recorrendo apenas às teclas da primeira linha do teclado;
· As letras mais usadas estão na linha do meio, o que confere uma maior rapidez na digitação;
· As letras menos utilizadas estão na linha inferior, sendo o seu alcance mais difícil;
· A mão direita abrange a maior parte do teclado, já que grande parte da população é destra.

domingo, 9 de fevereiro de 2020

EDELWEISS

Texto de Silvana Duboc

Edelweiss é o nome de uma flor encontrada no alto das montanhas e Alpes da Suíça, da França, da Áustria, da Iugoslávia e da Itália. Ela se desenvolve nas alturas dessas montanhas. Edelweiss significa "branco precioso", é uma linda flor em formato de estrela. Dizem que quando você quer presentear alguém que signifique um amor eterno ou uma amizade eterna, dá-se uma flor de Edelweiss a essa pessoa, a flor eterna. Dizem, também, que sua duração depois de seca é de mais de 100 anos. Essa mesma flor hoje é Patrimônio Tombado da Humanidade nos 5 países onde ela é encontrada.
A história se passa em cidades da Áustria e da Polônia, e começa no ano de 1939, por ocasião da Segunda Guerra Mundial. Trata-se da história de uma família que tinha uma vida feliz em sua casa de varanda localizada próxima dos Alpes na Áustria, quando um dia, com o início da guerra, foram brutalmente levados por soldados para os Campos de Concentração de Auschwits, na Polônia.
Vamos a ela:
Nossa história inicia no ano de 1939, pouco antes do começo da Segunda Guerra Mundial...
Vivíamos na Áustria, um país coberto por flores, eu, meus pais e meu irmão. Éramos a imagem da família feliz e unida e entre nós reinava a certeza que nada na vida conseguiria nos separar. Mas não foi bem assim...
Meu pai era um cirurgião de renome, minha mãe professora daquelas dedicadas, que lecionava por puro amor aos seus alunos. Eu tinha então dez anos e meu irmão quinze. Nossos dias e nossas noites eram muito alegres. Meus pais tinham o hábito de nos levarem até a varanda de nossa casa após o jantar para vermos as estrelas e enquanto fazíamos isso, cada um ia contando as coisas boas que haviam acontecido no seu dia. Não que não pudéssemos contar as ruins, mas é que naquela época das nossas vidas só aconteciam coisas boas. Não me recordo de algum dia ter visto um deles triste...
Depois que contávamos tudo e que admirávamos bastante as estrelas, cantávamos ao som do violão do meu irmão. A primeira música sempre era Edelweiss, linda, sonora, trazia paz aos nossos corações... Ah, como era bom cantar Edelweiss junto da minha família e debaixo das estrelas! Eu tinha a sensação que poderia fazer aquilo a vida toda sem jamais enjoar, mas, enfim, o tempo foi passando e veio a guerra e só se ouvia falar em Hitler e eu não entendia bem que homem era aquele, nem o que ele representava e então eu continuava todas as noites olhando para as estrelas junto das pessoas que eu mais amava.
Um dia, um terrível dia de dezembro que jamais esquecerei, tivemos que partir. Me lembro que meu pai veio até nós e nos disse delicadamente:
- Vamos ter que passar algum tempo sem ver as estrelas no céu...
Fomos covardemente arrancados de nossa casa por soldados, fomos levados a um local que viria a ser a nossa nova casa, chamava-se Campo de Concentração... Lá não fomos felizes e lá eu pude ver pela primeira vez o semblante da minha família triste, nem pareciam aquelas pessoas adoráveis que conviviam comigo naquela varanda...
Todas as noites eu dizia à minha mãe que queria ver as estrelas, cantar sob elas e ela me respondia com lágrimas nos olhos que durante um pequeno período a única estrela que eu poderia ver era a que eu trazia pendurada no pescoço, de seis pontas, tão linda quanto as que brilhavam no céu. Acontece que minha mãe se enganou, não foi um período tão curto assim que ficamos por lá e com o tempo foram me levando muito mais coisas além das estrelas do céu; foram me levando tudo. Levaram-me a estrela do pescoço também, levaram meus pais para um banho do qual eles nunca mais voltaram... Levaram meu irmão dentro de um trem que eu nunca soube para onde foi, levaram o meu sorriso, a minha alegria de viver, levaram a minha infância. Só não levaram a minha voz e por isso, todas as noites ao deitar, eu fechava os olhos e cantava baixinho Edelweiss e aí eu podia ver as estrelas, o meu pai, a minha mãe, o meu irmão, a varanda da nossa casa. A minha imaginação eles também não conseguiram levar...
Hoje eu tenho a absoluta certeza que realmente eu nunca teria me cansado de cantar na varanda com a minha família, que eu, de forma alguma, abandonaria o meu país, que minha mãe foi a pessoa mais doce que eu conheci, que meu pai foi a imagem da dignidade, que meu irmão foi o meu grande companheiro e que tocava violão como ninguém...
Hoje eu sei a verdadeira razão das lágrimas de meus pais ao se despedirem de mim, apenas porque iriam tomar um banho e o motivo do abraço tão apertado que meu irmão me deu naquela tarde em que foi colocado dentro daquele trem...
Hoje eu sei de tantas coisas que eu não queria saber, sei que os homens podem agir como animais ferozes. Sei que raças, credos, religiões, são apenas subterfúgios que os homens usam para deixar o leão que existe dentro deles despertar...
Hoje eu sei que o tempo é poderoso, mas não tão poderoso a ponto de apagar qualquer coisa que tenha sido muito boa ou muito ruim...
Hoje eu sei finalmente, que a “saudade” é o Campo de Concentração do coração...
Hoje eu sei que o maior tesouro que existe na vida é a PAZ!