quarta-feira, 30 de julho de 2014

PRISÃO DOMICILIAR

Texto de Aloisio Guimarães

O causo de hoje aconteceu com a minha filha, no tempo que ela ainda era estudante universitária.
Como o horário das aulas da faculdade era variado, quase nunca saíamos ou retornávamos para casa (apartamento) ao mesmo instante. Por conta disso, ela tinha uma cópia da chave da porta (porta da cozinha), por onde entrava e saía, nos momentos necessários.
Acontece que, se deixarmos a outra chave "descansando" na fechadura no sentido horizontal, é quase que impossível abri-la pelo outro lado.  E, como não tomávamos o devido cuidado, vez por outra, deixávamos a chave que ficava sempre na fechadura, na posição horizontal.
Não sei se isso acontece com vocês...
Pois bem, certo dia, esquecemos a bendita chave nesta posição. Quando retornamos, eu e minha mulher, encontramos a nossa filha sentada no corredor do prédio, porque não tinha conseguido abrir a porta. Assim que nos vê, logo esbraveja, com toda a razão:
- Já pedi mil vezes que vocês não me deixem presa, aqui, do lado de fora!
Não podemos deixar de rir...
E não é que faz sentido?!
Naquele dia, descobri que podemos ficar presos do lado de fora!
 

sexta-feira, 25 de julho de 2014

O TEMPO

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES


quinta-feira, 24 de julho de 2014

INCOERÊNCIAS

Texto de Luiz Ferreira da Silva
 ENGENHEIRO-AGRÔNOMO E ESCRITOR
 
Somos incoerentes muitas vezes, em nossas atitudes, pensamentos e análises.
Descrevo abaixo situações ilógicas, sendo algumas até injustas:
• A corda, que devia ser fina, é grossa; o cordão, que devia ser grosso, é fino.
• A cozinheira faz o bom tempero; os louvores merece-os a patroa.
• A piada do chefe é interessante e desconhecida; a do subordinado, é sem graça e velha.
• A sentença do juiz é luminosa e justa, quando favorável; cheia de erros e iníqua, quando desfavorável.
• A visita do rico é oportuna e desejada; a do pobre é intempestiva e desprezada.
• Adolescente delicado, se rico, tem distúrbio glandular; se pobre, é viado.
• Carro velho de rico é fora de linha; de pobre é “onça”.
• Da rica se diz: está grávida; do pobre, está "buchuda".
• Disenteria de rico é distúrbio intestinal; de pobre, é diarreia.
• Do colega que sobe, lembramos até a cor dos olhos; do colega que fracassa, esquecemos até o nome.
• Erro de sábio é engano; o do inculto, burrice.
• Espiritismo de rico é ciência; de pobre, é macumba.
• Festa de rico é baile; de pobre, é forró.
• Filho de rico é engraçado; de pobre, é metido.
• Moço, quando tropeça, está apressado; o velho, está gagá.
• Mulher rica, se mal vestida, é simples; se pobre, é molambenta.
• Na mocidade, deixamos o vício; na velhice, o vício nos deixa.
• O advogado é o maior, quando ganha a questão; é um desonesto, quando cobra os honorários.
• O cavalo ganha a corrida; o dono é quem recebe o prêmio.
• O esquecimento no moço é distração; no velho, é esclerose.
• O filho do pobre é amarelo; o do rico é pálido.
• O juiz de futebol é imparcial, quando nosso clube ganha; ladrão, quando perde.
• O limão, que devia ser maior, é menor; a lima, que devia ser menor, é maior.
• O médico é um santo, quando trata; é um demônio, quando manda a conta.
• O pobre se embriaga; o rico se diverte.
• Pobre grosseiro é mal educado; rico é temperamental.
• Quem joga e perde, é viciado; quem joga e ganha, é abortado.
• Recebemos ato de gratidão porque fizemos noventa e nove favores; somos esquecidos e criticados porque deixamos de fazer o centésimo.
• Rico fica estressado, pobre fica louco.
• Rico morre enfraquecido; pobre morre tuberculoso.
• Rico teimoso tem personalidade; pobre, tinhoso.
• Rico, quando baixo, é de pouca estatura; pobre, é pintor de rodapé.
• Se o time ganha, os jogadores atuaram bem; se perde, o técnico orientou mal.
• Sendo pouco o castigo, irrita; sendo muito, amansa.