POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES
sexta-feira, 1 de dezembro de 2017
quinta-feira, 30 de novembro de 2017
RECEITA DEFAMÍLIA
Texto de Francisco Azevedo
O tempo põe a mesa, determina o número de cadeiras e os lugares.
Súbito, feito milagre, a família está servida.
Fulana sai a mais inteligente de todas. Beltrano veio no ponto, é o mais brincalhão e comunicativo, unanimidade. Sicrano, quem diria? Solou, endureceu, murchou antes do tempo. Este é o mais gordo, generoso, farto, abundante. Aquele o que surpreendeu e foi morar longe. Ela, a mais apaixonada. A outra, a mais consistente...
Já estão aí? Todos? Ótimo.
Agora, ponha o avental, pegue a tábua, a faca mais afiada e tome alguns cuidados. Logo, logo, você também estará cheirando a alho e cebola.
Não se envergonhe de chorar. Família é prato que emociona. E a gente chora mesmo. De alegria, de raiva ou de tristeza.
Primeiro cuidado: temperos exóticos alteram o sabor do parentesco. Mas, se misturadas com delicadeza, estas especiarias, que quase sempre vêm da África e do Oriente e nos parecem estranhas ao paladar tornam a família muito mais colorida, interessante e saborosa.
Atenção também com os pesos e as medidas. Uma pitada a mais disso ou daquilo e, pronto: é um verdadeiro desastre. Família é prato extremamente sensível. Tudo tem de ser muito bem pesado, muito bem medido.
Outra coisa: é preciso ter boa mão, ser profissional. Principalmente na hora que se decide meter a colher. Saber meter a colher é verdadeira arte.
Uma grande amiga minha desandou a receita de toda a família, só porque meteu a colher na hora errada. O pior é que ainda tem gente que acredita na receita da família perfeita. E cada casa gosta de preparar a família a seu jeito.
Há famílias doces. Outras, meio amargas. Outras apimentadíssimas. Há também as que não têm gosto de nada, seria assim um tipo de Família Dieta, que você suporta só para manter a linha.
Seja como for, família é prato que deve ser servido sempre quente, quentíssimo. Uma família fria é insuportável, impossível de se engolir. Enfim, receita de família não se copia, se inventa. A gente vai aprendendo aos poucos, improvisando e transmitindo o que sabe no dia a dia.
Se puder saborear, saboreie. Não ligue para etiquetas. Passe o pão naquele molhinho que ficou na porcelana, na louça, no alumínio ou no barro.
Aproveite ao máximo.
Família é prato que, quando se acaba, nunca mais se repete.
quarta-feira, 29 de novembro de 2017
EFEITO DOMINÓ
POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES
Uma senhora de uns 60 anos, um senhor sueco na faixa dos 40 anos,
uma garota com peitos enormes e um jovem italiano viajam num trem no mesmo
reservado. De repente o trem entra num túnel e as luzes se apagam. Então se
ouve um barulho de tapa na cara e quando se acendem as luzes todos vêm o sueco
com a marca dos dedos no rosto.
Uma senhora de uns 60 anos, um senhor sueco na faixa dos 40 anos,
uma garota com peitos enormes e um jovem italiano viajam num trem no mesmo
reservado. De repente o trem entra num túnel e as luzes se apagam. Então se
ouve um barulho de tapa na cara e quando se acendem as luzes todos vêm o sueco
com a marca dos dedos no rosto.
O sueco pensa:
- O italiano apalpou
os peitos da moça e ela achou que fui eu...
A senhora pensa:
- Esse sueco apalpou
os peitos da moça e levou o merecido...
A moça pensa:
- Esse sueco quis
meter a mão no meu peito, apalpou os da velha por engano e ela meteu a mão na
cara do degenerado...
O italiano pensa:
- Não vejo a hora de
passar por outro túnel para bater de novo nesse sueco filho da puta, que nos
tirou da Copa da Rússia...
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