terça-feira, 3 de março de 2020

EDUCAR O OLHAR

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

Se você colocar um falcão em um cercado de 1 m², inteiramente aberto em cima, ele se tornará um prisioneiro, apesar de sua habilidade para o voo. A razão é que um falcão sempre começa seu voo com uma pequena corrida em terra. Sem espaço para correr, nem mesmo tentará voar e permanecerá um prisioneiro pelo resto da vida, nessa pequena cadeia sem teto.
O morcego, criatura notavelmente ágil no ar, não pode sair de um lugar nivelado. Se for colocado em um piso completamente plano, tudo o que ele conseguirá fazer será andar de forma confusa e dolorosa, procurando alguma ligeira elevação de onde possa se lançar ao voo.
Um zangão, se cair em um pote de vidro aberto em cima, ficará lá até morrer ou ser removido. Ele não vê a saída no alto, por isso persiste em tentar sair pelos lados, próximo ao fundo. Procurará uma maneira de sair onde não existe nenhuma, até que se destrua completamente de tanto se atirar contra as paredes do vidro.
Existem pessoas como o falcão, o morcego e o zangão: atiram-se obstinadamente contra os obstáculos, sem perceber que a saída está logo acima.
Se você está como um zangão, um morcego ou um falcão, cercado de problemas por todos os lados, olhe para cima! E lá estará a saída: Deus, à distância de uma oração!
Confie Nele! 

terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

O PEDREIRO

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES
 
Um velho pedreiro que construía casas há muito tempo, estava pronto para se aposentar. Ele informou o chefe, do seu desejo de se aposentar e passar mais tempo com sua família. Ele ainda disse que sentiria falta do salário, mas realmente queria se aposentar.
A empresa não seria afetada pela saída dele. Mas o chefe estava triste em ver um bom funcionário partindo, então ele pediu ao pedreiro para trabalhar em um ultimo projeto, como um favor.
O pedreiro não gostou, mas acabou concordando. Foi fácil ver que ele não estava entusiasmado com a ideia. Assim o pedreiro prosseguiu fazendo o trabalho de segunda qualidade e usando materiais inadequados.
Quando o pedreiro acabou, o chefe veio fazer a inspeção da casa construída. Depois de inspecioná-la, deu a chave da casa ao pedreiro e disse:
- Esta é a sua casa, ela é o meu presente para você.
O pedreiro ficou muito surpreendido. Que pena! Se ele soubesse que estava construindo sua própria casa, teria feito tudo diferente...
O mesmo acontece conosco. Nós construímos nossa vida, um dia de cada vez, e muitas vezes fazendo menos que o melhor possível na sua construção. Depois, com surpresa, nós descobrimos que precisamos viver na casa que nós construímos. Se pudéssemos fazer tudo de novo, faríamos tudo diferente. Mas agora não podemos voltar atrás. Você é o pedreiro. Todo dia martela pregos, ajusta tábuas e constrói paredes. Alguém já te disse que "A vida é um projeto que você mesmo constrói"? Tuas atitudes e escolhas de hoje estão construindo a "casa" em que você vai morar amanhã. Portanto construa com sabedoria! 

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

O LOBO DE GÚBIO

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES
 
Gúbio, uma cidade na Úmbria, estava tomada de grande medo. Na floresta da região vivia um grande lobo, terrível e feroz, o qual não somente devorava os animais como os homens, de modo que todos do povoado estavam apavorados! Por isso, cercaram a cidade com altas muralhas e reforçaram as portas. E todos andavam armados quando saíam da cidade, como se fossem para um combate.
Certa vez, quando Francisco chegou naquela cidade, estranhou muito o medo do povo. Percebeu que a culpa não podia ser unicamente do lobo. Havia no fundo dos corações uma outra causa que era tão destrutiva como parecia ser a causa do lobo. Logo, Francisco ofereceu-se para ajudar. Resolveu sair ao encontro do lobo, sozinho e desarmado, mas cheio de simpatia e benevolência pelo animal, e como dizia às pessoas, na força da “Cruz”.
O perigoso lobo, de fato, foi ao encontro de Francisco, raivoso e de boca aberta pronto para devorá-lo! Mas quando o lobo percebeu as boas intenções de Francisco e ouviu como este se dirigia a ele como a um “irmão”, cessou de correr e ficou muito surpreendido. As boas vibrações de Francisco de Assis anularam a violência que havia no “irmãozinho” lobo. De olhos arregalados, viu que esse homem o olhava com bondade.
Francisco então falou para o lobo:
- Irmãozinho Lobo, quero somente conversar com você, meu irmão... E, caso você esteja me entendendo, levante, por favor, a sua patinha para mim!
O “irmãozinho lobo”, então, perante "tão forte vibração de amor e carinho", perdeu toda a sua maldade. Levantou, confiante, a pata da frente e, calmamente, a pôs na mão aberta de Francisco...
Então, Francisco disse-lhe amorosamente:
- Querido, “irmãozinho lobo”, vou fazer um trato com você: De hoje em diante, vou cuidar de você, meu irmão! Você vai morar em minha casa, vou lhe dar comida e você irá sempre me acompanhar e seremos sempre amigos! Você por sua vez, também será amigo de todas as pessoas desta cidade, pois, de agora em diante, você terá uma casa, comida e carinho, sendo assim, não precisará mais matar e nem agredir ninguém para sobreviver...
Com a promessa de nunca mais lesar nem homem nem animal, foi o lobo, com Francisco, até a cidade. Também o povo da cidade abandonou sua raiva e começou a chamar o lobo de "irmão". Prometeram dar-lhe cada dia o alimento necessário. Finalmente, o “irmão lobo” morreu de velhice, pelo que, todos da cidade tiveram grande pesar.
Ainda hoje se mostra em Gúbio, um sarcófago feito de pedra, no qual os ossos do lobo estão depositados e guardados com grande carinho e respeito durante séculos.
A história do Lobo de Gúbio, chama-nos, sem dúvida, à reflexão. Quantas vezes deparamo-nos com “irmãozinhos” um tanto agressivos, nervosos, impacientes, chegando mesmo a nos agredir com palavras ásperas, levando-nos à decepção e amarguras? Quantas vezes? Se pararmos para pensar e refletir, talvez chegamos à triste conclusão, de que esteja ocorrendo com eles, o mesmo acontecido com o lobo de Gúbio.
Ele, o lobo, acuado, com fome, sem receber compreensão e carinho, respondia também da mesma forma, com medo ódio e agressividade. Quando encontrou-se frente a frente com o Amor e a Paz, defendidas por Jesus em Seu Evangelho, e personificada, vivida e exemplificada por Francisco de Assis, o lobo não teve outra reação senão a de recuar em suas agressões e respondeu também com carinho e compreensão, passando de inimigo à companheiro e amigo de todos. Assim acontece em nossas vidas! Se oferecermos aos nossos semelhantes azedume, palavras de pessimismo, rancor, ódio e intolerância, receberemos, indubitavelmente, na mesma dose, tudo aquilo que semearmos, pois, como dizia São Francisco, "é dando que recebemos".