segunda-feira, 30 de novembro de 2020

SABEDORIA

 POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

Estava o grande Mestre Pik Aretha, nas montanhas do Tibet, em sua meditação matinal, quando foi interrompido por um dos seus discípulos:
- Mestre, como faço para me tornar um sábio?
Mesmo contrariado, pela interrupção de seus pensamentos, ele responde:
- Fazendo a coisa certa, caro aprendiz.
Não satisfeito, o discípulo insiste:
- Mas, Mestre, como saber se estamos fazendo a coisa certa?
- Somente através da experiência - responde o grande Mestre.
- E como adquirir experiência, divino Mestre?
- Isso, curioso discípulo, só fazendo a coisa errada...

quarta-feira, 25 de novembro de 2020

VOU DE TÁXI

 POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES


O causo abaixo ilustra muito bem uma situação muito presente em vários países, onde visitantes e imigrantes teimam em desrespeitar a cultura, a crença, a religião e os hábitos da população nativa. Contam que tudo aconteceu na cidade inglesa de Manchester:

Um árabe, devoto fervoroso, entra num táxi.
Uma vez sentado, ele pede ao taxista para desligar o rádio do carro, porque não quer  ouvir música, principalmente a ocidental, a "música dos infiéis", como decretado na sua religião, porque, no tempo do profeta, não havia música.
O motorista do táxi, educadamente, desliga o rádio, sai do carro, dirige-se à porta do lado do cliente e abre-a.
O árabe pergunta:
- O que você está a fazer?
No que o taxista responde:
- No tempo do profeta não havia táxis, por isso saia e espere pelo próximo camelo! 

sábado, 21 de novembro de 2020

MÃOS

 POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES 

No século XV, em uma pequena aldeia perto de Nüremberg, vivia uma família com vários filhos.
Para colocar pão na mesa para todos, o pai trabalhava cerca de dezoito horas diárias nas minas de carvão, porém fazia qualquer outro serviço que se apresentasse, não importando o quão árduo fosse. 
Dois de seus filhos tinham um sonho: queriam dedicar-se à pintura, mas sabiam que seu pai jamais poderia enviar os dois para estudar na Academia.
Depois de muitas noites de conversas e troca de ideias, os dois irmãos chegaram a um acordo: lançariam uma moeda para tirar a sorte, e o perdedor trabalharia nas minas para pagar os estudos do que ganhasse. Ao terminar seus estudos, o ganhador pagaria então, com a venda de suas obras, os estudos ao que ficara em casa. Assim, os dois irmãos poderiam ser artistas.
Lançaram a moeda num domingo ao sair da Igreja. Um deles, chamado Albrecht, ganhou e foi estudar pintura em Nüremberg. Então o outro irmão, Albert, começou o perigoso trabalho nas minas, onde permaneceu pelos próximos quatro anos para pagar os estudos de seu irmão, que desde o primeiro momento tornou-se, logo, um sucesso na Academia.
As gravuras de Albrecht, seus entalhes e seus óleos chegaram a ser muito melhores que os de muitos de seus professores. Quando se formou, já havia começado a ganhar consideráveis somas com as vendas de sua arte.
Quando o jovem artista regressou à sua aldeia, a família Dürer se reuniu para uma ceia festiva em sua homenagem. Ao finalizar a memorável festa, Albrecht se pôs de pé em seu lugar de honra à mesa, e propôs um brinde à seu irmão querido, que tanto havia se  sacrificado, trabalhando nas minas para que o seu sonho de estudar se tornasse uma realidade. E disse:
- Agora, meu irmão, chegou a tua vez. Agora podes ir a Nüremberg e perseguir teus sonhos, que eu me encarregarei de todos os teus gastos.
Todos os olhos se voltaram, cheios de expectativa, para o lugar da mesa que ocupava seu irmão. Mas este, com o rosto molhado de lágrimas, se pôs de pé e disse suavemente:
- Não, irmão, não posso ir a Nüremberg. É muito tarde para mim. Estes quatro anos de trabalho nas minas destruíram minhas mãos. Cada osso de meus dedos se quebrou pelo menos uma vez e a artrite em minha mão direita tem avançado tanto que me custou trabalho levantar o copo para o teu brinde. Não poderia trabalhar com delicadas linhas, com o compasso ou com o pergaminho  e não poderia manejar a pena e o pincel. Não, irmão, para mim já é tarde. Mas estou feliz que minhas mãos disformes tenham servido para que as tuas agora tenham cumprido seu sonho.
Mais de 450 anos se passaram desde esse dia. Hoje as gravuras, óleos, aquarelas, entalhes e demais obras de Albrecht Dürer podem ser vistos em museus ao redor de todo o mundo.
Para render homenagem ao sacrifício de seu irmão, Albrecht Dürer desenhou suas mãos maltratadas, com as palmas unidas e os dedos apontando para o céu. Chamou a esta poderosa obra simplemente de "Mãos", mas o mundo inteiro abriu de imediato seu coração à sua obra de arte e mudou o nome dela para "Mãos que oram".
Na próxima vez em que vir uma cópia desta obra, olhe-a bem. E que ela sirva para que, quando você se sentir demasiado orgulhoso do que faz, e muito seguro de si mesmo, lembre-se que, na vida, ninguém triunfa sozinho!