POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

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Uma professora de creche observava as crianças de sua turma desenhando. Ocasionalmente passeava pela sala para ver os trabalhos de cada criança. Quando chegou perto de uma menina que trabalhava intensamente, perguntou o que desenhava. A menina respondeu:
- Estou desenhando Deus...
A professora parou e disse:
- Mas ninguém sabe como é Deus.
Sem piscar e sem levantar os olhos de seu desenho, a menina respondeu:
- Saberão dentro de um minuto...
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- Papai, o que é Páscoa?
-Ora, Páscoa é... bem... é uma festa
religiosa!
- Igual ao Natal?
- É parecido. Só que no Natal
comemora-se o nascimento de Jesus, e na Páscoa, se não me engano, comemora-se a
sua ressurreição.
-Ressurreição?
- É, ressurreição. Marta, vem cá!
- Sim?
- Explica pra esse garoto o que é
ressurreição pra eu poder ler o meu jornal.
- Bom, meu filho, ressurreição é
tornar a viver após ter morrido. Foi o que aconteceu com Jesus, três dias
depois de ter sido crucificado. Ele ressuscitou e subiu aos céus. Entendeu?
- Mais ou menos... Mamãe, Jesus era
um coelho?
- O que é isso menino? Não me fale
uma bobagem dessas! Coelho! Jesus Cristo é o Papai do Céu! Nem parece que esse
menino foi batizado! Jorge, esse menino não pode crescer desse jeito, sem ir
numa missa pelo menos aos domingos. Até parece que não lhe demos uma educação
cristã! Já pensou se ele solta uma besteira dessas na escola? Deus me perdoe!
Amanhã mesmo vou matricular esse moleque no catecismo!
- Mamãe, mas o Papai do Céu não é
Deus?
- É filho, Jesus e Deus são a mesma
coisa. Você vai estudar isso no catecismo. É a Trindade. Deus é Pai, Filho e
Espírito Santo.
- O Espírito Santo também é Deus?
- É sim.
- E Minas Gerais?
- Sacrilégio!
- É por isso que a ilha de Trindade
fica perto do Espírito Santo?
- Não é o Estado do Espírito Santo que compõe
a Trindade, meu filho, é o Espírito Santo de Deus. É um negócio meio
complicado, nem a mamãe entende direito. Mas se você perguntar no catecismo a
professora explica tudinho!
- Bom, se Jesus não é um coelho,
quem é o coelho da Páscoa?
- Eu sei lá! É uma tradição. É igual
a Papai Noel, só que ao invés de presente ele traz ovinhos.
- Coelho bota ovo?
- Chega! Deixa eu ir fazer o almoço
que eu ganho mais!
- Papai, não era melhor que fosse
galinha da Páscoa?
- Era... era melhor, sim... ou então
urubu.
- Papai, Jesus nasceu no dia 25 de
dezembro, né?
- Que dia ele morreu?
- Isso eu sei: na Sexta-feira Santa.
- Que dia e que mês?
- Sabe que eu nunca pensei nisso? Eu
só aprendi que ele morreu na Sexta-feira Santa e ressucitou três dias depois,
no Sábado de Aleluia.
- Um dia depois!
- Não três dias depois.
- Então morreu na Quarta-feira.
- Não, morreu na Sexta-feira
Santa... ou terá sido na Quarta-feira de Cinzas? Ah, garoto, vê se não me
confunde! Morreu na Sexta mesmo e ressuscitou no sábado, três dias depois!
Como? Pergunte à sua professora de catecismo!
- Papai, porque amarraram um monte
de bonecos de pano lá na rua?
- É que hoje é Sábado de Aleluia, e
o pessoal vai fazer a malhação do Judas. Judas foi o apóstolo que traiu Jesus.
- O Judas traiu Jesus no Sábado?
- Claro que não! Se Jesus morreu na
Sexta!
- Então por que eles não malham o Judas no dia
certo?
- Ui...
- Papai, qual era o sobrenome de
Jesus?
-Cristo. Jesus Cristo.
- Só?
- Que eu saiba sim, por quê?
- Não sei não, mas tenho um palpite
de que o nome dele era Jesus Cristo Coelho. Só assim esse negócio de coelho da
Páscoa faz sentido, não acha?
- Ai coitada!
- Coitada de quem?
- Da sua professora de catecismo!
POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES
Com um aceno de
mão, eu o mandei para fora. Me virei para que ele não percebesse as lágrimas em
meus olhos. Eu adoro aquela azálea. Eu toquei no galho quebrado como que a
dizer-lhe silenciosamente:
- Sinto muito.
Para complicar
um pouco mais o meu dia, a máquina de lavar quebrou e quando Jonathan perguntou
o que eu faria para o almoço, percebi que estava com a geladeira vazia e não
tinha muitas opções. Dias como este me fazem querer parar e desistir de tudo.
Eu apenas queria fugir até as montanhas, me esconder em uma caverna e nunca
mais colocar a cara pra fora. De algum modo eu consegui arrastar a roupa
molhada até o tanque. Eu passei a maior parte do dia lavando roupa e pensando
em como o amor tinha desaparecido de minha vida. Quando eu terminei de pendurar
a última das camisas de meu marido, olhei o relógio: duas e meia. Eu estava
atrasada. A aula de Jonathan terminava às 2:15. Fui correndo para a escola. Ofegante,
bati na porta da sala e olhei através do vidro. A professora fez sinal para que
eu esperasse. Ela disse algo a Jonathan e entregou para ele e para outras duas
crianças, lápis de cera e uma folha de papel. O que virá agora? Eu pensei
quando, através da porta, ela pediu que eu entrasse na sala:
- Quero lhe
falar sobre o Jonathan - ela disse.
Me preparei
para o pior. Nada mais me surpreenderia naquele dia. Ela perguntou:
- Você sabe das
flores trazidas por Jonathan à escola hoje?
Eu respondi que
sim, lembrando de meu arbusto favorito e tentando esconder a mágoa em meus
olhos. Eu olhei de relance para meu filho que estava ocupado colorindo um desenho.
Seu cabelo ondulado estava muito comprido e caía em sua testa. Seus olhos azuis
brilhavam enquanto admirava sua obra.
- Deixe-me
contar sobre o que aconteceu ontem... - a professora continuou - Está
vendo aquela menina?
Eu olhei para a
menina que ria divertida, apontando um desenho na parede e assenti.
- Bem, ontem
estava quase histérica. Seus pais estão atravessando um momento muito difícil,
estão se divorciando. Ela disse que não queria mais viver. E disse bem alto,
com o rosto escondido entre as mãozinhas, para toda a sala ouvir: "ninguém
me ama". Eu fiz tudo o que pude para consolar, mas parecia que nada mais
importava...
Eu interrompi:
- Eu achei que
você queria me falar sobre Jonathan...
- Eu vou... - ela disse - Hoje seu
filho entrou e foi direto até ela. Ele a entregou algumas bonitas flores e
sussurrou "eu te amo".
Mais tarde, eu
arrancava ervas daninhas em torno de meu desequilibrado arbusto de azaléa.
Pensando no amor que Jonathan demonstrou pela menina, um verso bíblico me veio
à memória: "... estes três permanecem: a Fé, a Esperança e o Amor. Mas o
maior de todos é o amor." Enquanto meu filho tinha colocado o amor na
prática, eu tinha apenas sentido raiva. Eu ouvi o barulho familiar do carro de
meu marido entrando na garagem. Eu arranquei um pequeno galho de azáleas e
corri até ele. Eu senti a semente do amor que Deus plantou em minha família
recomeçar a florescer em mim. Meu marido arregalou os olhos de surpresa quando
eu lhe entreguei as flores e disse:
- Eu te amo.
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A minha mulher
caminhava com minha filha de 3 anos, quando ela apanhou qualquer coisa do chão
e ia pôr na boca. Minha mulher então ralhou com ela e disse-lhe para nunca
fazer isso.
- Mas, por quê
mãe? - Perguntou ela.
Ela respondeu
que se estava no chão, estava sujo e cheio de micróbios e que isso poderia lhe fazer
mal... Nesse momento, a minha filha olhou-a com admiração e perguntou:
- Mãe, como
sabe tudo isso? És tão inteligente...
A minha mulher
respondeu-lhe:
- Todas as mães
sabem estas coisas e muitas outras. Quando alguém quer ser mãe tem que fazer um
teste e tem que saber de tudo pra proteger o filho, se não, não pode ser mãe.
Caminharam em
silêncio e depois de alguns minutos, depois de pensar no assunto a minha filha,
de repente, disse:
- Ah, já
percebi. Se não passasse no teste, você seria o Pai.
- Exatamente - respondeu, minha mulher com um grande sorriso.
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Um angolano
residente em Portugal quer registar o seu filho recém-nascido:
- Bô dia! Eu quer registrar meu
minino que nasceu otem.
- Muito bem. O seu filho nasceu
ontem, é do sexo masculino... E qual é o nome?
- Marmequer Bicicreta.
- Desculpe! Quer chamar ao seu
filho Malmequer Bicicleta?
- É...
- Desculpe mas não posso aceitar
esse nome.
- Não pode porque tu é racista! Si
meu minino fosse branco tu punha.
- Não tem nada a ver com racismo.
Esse não é um nome admitido em Portugal.
- Tu é racista. Si meu minino fosse
branco tu punha esse nome a ele. Tu não põe porque meu minino é preto.
- Já lhe disse que não tem nada a
ver com racismo. Malmequer Bicicleta não é nome de gente.
- Ai não! Então porque é que tu tem uma branca chamada Rosa Mota?!