Texto de Aloisio
Guimarães
Hoje vou lhes falar sobre uma das pessoas mais decentes, engraçadas e “malucas” que conheço: Cícero Jorge.
Pense numa "figura"...
Diz o ditado (verdadeiro) que você pode esquecer com quem sorriu, mas jamais esquecerá com quem chorou. E nunca esqueci que o Cícero chorou de emoção, quando juntos, na varanda da minha casa, escutamos, pelo rádio, o nome da minha filha como aprovada no vestibular de medicina. E olhe que já se passaram quase oito anos!
O Cícero tem mania de querer ser sindicalista e diz pertencer à chamada Ala Xiita, conhecida pelo radicalismo de suas ideias. Por isso mesmo, os seus amigos, na sacanagem, colocaram o apelido dele de "Talibã".
Na verdade, este apelido é só uma gozação, visto que ele tem um coração do tamanho de um trem, incapaz de ofender a uma mosca, incapaz de agir com maldade ou guardar qualquer rancor, seja de quem for!
“Talibã” é uma figura prestativa ímpar, daquelas capazes de pagar para lhe atender! Foi com ele que aprendi muita coisa de informática, aos trancos e barrancos, mas aprendi. Foi ele quem instalou muitos programas e configurou muitos equipamentos na minha casa, desde impressoras a modems e roteadores.
Lamentavelmente, no mundo atual, “Talibã” tem um "grave defeito": É de uma honestidade a toda prova!
O cara é agradável, bem humorado, bom papo, contador de piadas (apesar de que, em algumas delas, somente ele consegue achar graça). Quando ele chaga no nosso local de trabalho, ninguém mais consegue fazer nada!
Suas maiores manias são as "tiradas" sensacionais, para qualquer fato que se apresente à sua frente!
Hoje mesmo ele aprontou mais uma das suas. Convidado para ir trabalhar na China, ele não titubeou em afirmar que iria. Ouvindo tal afirmativa, eu perguntei:
- Mas, Talibã, você tem coragem de ir embora da sua terra e ir trabalhar na China?
Na bucha, ele respondeu, falando alto, como sempre:
- Meu amigo, Aloisio, quem gosta da terra é batata e macaxeira!
Um abraço, velho Taliba!

