terça-feira, 17 de setembro de 2013

GIRASSOL

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

Você já viu um girassol?
Trata-se de uma flor amarela, muito grande, que gira sempre em busca do sol. E é por essa razão que é, popularmente, chamada de girassol.
Quando uma pequena e frágil semente dessa flor brota em meio a outras plantas, procura imediatamente a luz solar. É como se soubesse, instintivamente, que a claridade e o calor do sol lhe possibilitarão a vida.
- E o que aconteceria à flor se a colocássemos em uma redoma bem fechada e escura?
Certamente, em pouco tempo, ela morreria.
Assim como os girassóis, nosso corpo físico também necessita da luz e do calor solar, da chuva e da brisa, para nos manter vivos.
Mas não é só o corpo físico que precisa de cuidados para prosseguir firme. O Espírito igualmente necessita da Luz Divina para manter acesa a chama da esperança. Precisa do calor do afeto, da brisa da amizade, da chuva de bênçãos que vem do alto. Todavia, é necessário que façamos esforços para respirar o ar puro, acima das circunstâncias desagradáveis que nos envolvem.
Muitos de nós permitimos que os vícios abafem a nossa vontade de buscar a luz, e definhamos dia a dia como uma planta mirrada e sem vida, ou, então, nos deixamos enredar nos cipoais da preguiça e do desânimo e ficamos a reclamar da sorte, sem fazer esforços para sair da situação que nos desagrada.
É preciso compreender os objetivos traçados por Deus para a elevação de Seus filhos, que somos todos nós.
E para que possamos crescer, de acordo com os planos divinos, o Criador coloca à nossa disposição tudo o de que necessitamos. É o amparo da família, que nos oferece sustentação e segurança em todas as horas... A presença dos amigos nos momentos de alegria ou de tristeza a nos amparar os passos e a nos impulsionar para a frente. São as possibilidades de aprendizado, que surgem a cada instante da caminhada, tornando-nos mais esclarecidos e preparados para decidir qual o melhor caminho a tomar.
- Mas, o que acontece conosco quando nos fechamos na redoma escura da depressão ou da melancolia e assim permanecemos por vontade própria?
É possível que, em pouco tempo, nossas forças esmoreçam e não nos permitam, sequer, gritar por socorro. Por essa razão, devemos entender que Deus tem um plano de felicidade para cada um de nós e que, para alcançá-lo, é preciso buscar os recursos disponíveis:
• É preciso imitar os girassóis. Buscar sempre a luz, mesmo que as trevas insistam em nos envolver.
• É preciso buscar o apoio da família, nos momentos em que nos sentimos fraquejar.
• É preciso rogar o socorro dos verdadeiros amigos quando sentimos as nossas forças enfraquecendo.
• É preciso, acima de tudo, buscar a Luz Divina que consola e esclarece, ampara e anima em todas as situações.
Quando as nuvens negras dos pensamentos tormentosos cobrirem com escuro véu o horizonte de tuas esperanças, e o convite da depressão rondar-te a alma, imita os girassóis e busca respirar o ar puro, acima das circunstâncias desagradáveis.
Quando as dificuldades e os problemas se fizerem insuportáveis, tentando sufocar-te a disposição para a luta, lembra-te dos girassóis e busca a Luz Divina através da oração sincera.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

RESPONDA RÁPIDO

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

Com R$ 1,10 você compra uma bala e um café. Como o café custa R$ 1,00 a mais do que a bala. pergunta-se:
- Quanto custa a bala?
 

Se você respondeu R$ 0,10, você errou. Você foi traído pela intuição e confiança. Veja bem: se a bala custasse R$ 0,10 e sendo o café R$ 1,00 mais caro, o café custaria R$ 1,10; logo, você precisaria de R$ 1,20.
A resposta correta é R$ 0,05. Se a bala custa R$ 0,05 e o café é R$ 1,00 mais caro, o café custa R$ 1,05, que, somados, dá um total de R$ 1,10,valor da pergunta inicial.
Mas não se desespere e tenha calma; esse tipo de erro é por culpa da pressa em acertarmos, e o cérebro é traído por ela. Essa questão matemática nos engana porque descuidadamente pensamos que o preço do café é R$ 1,00, ao invés de R$ 1,00 a mais.
De acordo como o livro “Thinking, Fast and Slow”, do psicólogo Daniel Kahneman (vencedor do Prêmio Nobel de Economia), essa mesma brincadeira foi feita em escolas americanas e a taxa de erro foi maior que 80% e, quando ela foi realizada em faculdades renomadas como Havard, MIT ou Princeton, mais de metade dos universitários erraram.
Para seu consolo: eu também errei!

sábado, 14 de setembro de 2013

A VIÚVA ALEGRE

Texto de Carlito Lima

Foi um choque emocional para Conceição receber a notícia da morte do marido. O amado Zé Peixoto lia o jornal na repartição quando sentiu-se mal, de repente gritou para os colegas:
 - Socorro! Estou com dor no peito. Estou com...
Não terminou a frase, sua cabeça pendeu, caiu de bruços por cima do birô, infarto fulminante. Deitaram Zé Peixoto no chão tentaram respiração boca-a-boca. Quando a ambulância chegou, já estava morto.
Zé Peixoto, homem formal, vida regrada, não bebia, nunca fumou, magro, parecia ter saúde de ferro. Entretanto, seu coração era fraco.
Conceição apaixonada, dizia convicta:
- Meu marido é homem sério, decente, por ele ponho a mão no fogo.
Os amigos concordavam. Apenas algumas amigas comentavam discreta;
- Conceição pode se queimar...
Zé Peixoto tinha um vício, mania, gostava de pescaria, fim de semana viajava para pescar no litoral.
O cemitério Parque das Flores estava repleto de amigos. O defunto era popular, foi candidato a vereador por cinco vezes seguidas. Na última eleição chegou a ter 231 votos.
Os amigos abraçavam, consolavam a viúva. Apenas Conceição não percebeu uma senhora desconhecida chorar além do normal, de mãos dadas com uma jovem de 13 anos. Ao aproximarem do caixão, a menina colocou um buquê de rosas no caixão, chamou o defunto de pai. Foi retirada discretamente
Dia seguinte Conceição foi procurada em sua casa por uma mulher, morena, bonita, cabelos escorridos, olhos irritados de muito choro... Ela foi enfática:
- Dona Conceição, me chamo Marina, preciso falar com a senhora, assunto de seu interesse, aliás, de nosso interesse.
A viúva, que estava abraçada à sua única filha, Rita, de 13 anos, convidou-a a sentar na sala. Marina foi direta, sem preparar a viúva:
- Dona Conceição a senhora precisa saber agora, não se pode adiar. Eu e Zé Peixoto há muitos anos éramos amantes. Tenho uma filha dele, essa que está na sala conversando com sua filha, são irmãs, coincidência, nasceram na mesma semana, diferença de cinco dias.
Conceição arregalou os olhos, desnorteada com a imprevisível notícia. Um choque, um coice no estômago. Não admitiu. Não podia acreditar. Respondeu aos gritos à Marina:
- Mentirosa, ponha-se para fora! Não manche o nome de meu marido!
A amante sem fazer barulho respondeu, com firmeza.
- A Senhora precisava saber, Zé Peixoto não era santo. Tome meu cartão, telefone-me quando se acalmar.
Levantou-se, saiu da casa levando pela mão a sua filha, que havia adorado a nova amiga, sua meia irmã.
Ainda pela manhã Sara, uma amiga solteira, bateu na porta. Conceição atendeu aos prantos se lamentando:
- Descobri tudo, toda traição! Eu era corna e não sabia...
Sara teve um choque. Tentando acalmar a amiga, falou com voz baixa humildemente. Pensando que era com ela, confessou chorando:
- Desculpe, Conceição! Agora que você descobriu, não tive culpa. Zé Peixoto era um finório na lábia. Juro que dei a primeira vez porque prometeu parar com aquelas cantadas. Mas Zé Peixoto insistiu. Peço perdão, pelo amor de Deus!
Conceição ficou boquiaberta. Atirou no que viu, acertou no que não viu. Botou Sara de casa para fora. Chorou o resto do dia, de raiva. Trancou-se durante uma semana, não atendeu aos amigos nem parentes.
Na missa de 7º dia, ela entrou na Igreja de São Pedro às 7:30 da noite escandalizando: vestido vermelho, decotado, justo, transparecendo bonitas e sensuais curvas. Chocou mais ainda quando no final da missa convidou às amigas para uma volta na balada de Maceió. A partir desse dia, Conceição se liberou: deu e dá para quem quer.
Domingo passado encontrei a viúva, toda charmosa, na Barraca Pedra Virada tomando uma cervejinha. Cumprimentou-me com alegria. Lamentei pelo finado, meu primo. Ela sorriu debochada, desabafou:
- É o primeiro defunto corno no mundo.