segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

O SEGREDO DA VIDA

Texto de Mário Sérgio Cortella

Cortella, costumava dizer aos filhos, quando crianças:
- Quando completarem 12 anos, contarei o segredo da vida a vocês.
Quando o mais velho completou 12 anos, acordou o pai, todo ansioso, para saber o segredo da vida. O pai disse:
- Contarei, mas você não poderá revelar aos seus irmãos. Eis o segredo: Vaca não dá leite.
- Hã?!
- Vaca não dá leite. Você tem de tirar. Esse é o segredo da vida: vaca, búfala, cabra, não dão leite; ou você tira ou não tem leite.
Existe uma geração que acha que vaca dá leite, ela acha que as coisas são automáticas. Eu quero, eu peço, eu ganho...
A felicidade resulta do esforço. A ausência de esforço gera frustração."
Do livro: Basta! Reflexões urgentes para pais e mães.

domingo, 7 de janeiro de 2018

FLAGRANTE NA FESTA DE SANTO AMARO

Texto de Carlito Lima

Pablo Victor Gagliano nasceu em Cruz Alta, Rio Grande do Sul, criança bonita de chamar atenção, um bebê rosado, lourinho de olhos verdes. Na juventude era cortejado pelo mulherio, as moças e coroas se apaixonavam ao conversar com aquele rapaz elegante, gentil e bonito. Ao formar-se em engenharia química foi convidado para trabalhar numa indústria instalada em Maceió. Ele apaixonou-se pela cidade, nunca havia imaginado uma cor do mar tão bela, as praias um paraíso cheio de coqueirais, ficou morando na bela terra do poeta Lêdo Ivo. As jovens da cidade caíram em cima de Pablo. Além de bonito e educado, ele tinha um comportamento exemplar. Não era chegado às noitadas, nem às farras com raparigas comuns ao pessoal da terra. O genro que toda mãe deseja. Sua vida de solteiro não durou muito, apareceu Regina, uma bela morena de cabelos cacheados, lábios grossos e de uma simpatia contagiante. Ele rendeu-se aos encantos da moça e casou-se em numa festa de arromba, como quis Dona Mercedes, sua sogra.
Pablo em pouco tempo fez um pé de meia e construiu sua casa de praia na belíssima Paripueira, sua paixão. Uma casa grande onde nas férias levava seus dois filhos, passava todo o verão, não perdia a alegre e tradicional Festa de Santo Amaro, início de janeiro, com muita música, bebida, folguedos e quermesse da Igreja.
Quando os filhos se tornaram adolescentes preferiam passar férias na praia da Barra de São Miguel, reduto da juventude no verão, na casa do tio Renato, irmão de Regina. Era um desgosto para Pablo. Por conta disso ele transformou sua enorme casa numa pousada. Há alguns anos ele a administra em fim de semana. Às vezes Regina prefere ficar em Maceió, mas ele sempre vai fiscalizar os serviços prestados por Dona Cícera, a arrumadeira, e pelo jovem Gerson, administrador, porteiro, faz tudo da Pousada Cruz Alta.
Regina sempre foi ciumenta, mesmo sem Pablo dar motivos. As mulheres olham com admiração e excitação para seu lindo marido, às vezes se insinuando, afinal o cara é um tipão de coroa, porém, o comportamento dele é exemplar.
Pablo, de repente, ficou relaxado com os deveres conjugais junto à esposa. Só faziam amor quando Regina insistia, o que a deixou encucada. Até que, certo dia ela leu numa revista que o primeiro sintoma de um homem que está traindo é a frieza sexual com a esposa.
Regina procurou Audálio, detetive especializado, no Edifício Breda. Depois de um mês de investigação seguindo o suspeito, ele nada encontrou. Mostrou fotografias do marido no trabalho, nas ruas, na pousada, tomando banho de mar, sempre desacompanhado. Durante as noites que ela não o acompanhava, ele dormia sozinho em Paripueira. O experiente Audálio concluiu que o marido estava passando apenas por uma fase sem entusiasmo, embolsou os R$ 2.000,00 combinados e entregou-lhe as fotos. Regina não ficou contente com as investigações. Ela sentia no corpo e no comportamento a mudança do marido.
No início de janeiro no ano passado, Regina inventou que não podia acompanhar o marido à Festa de Santo Amaro em Paripueira, pediu desculpas por não ir. Ele disse que não havia problema e partiu feliz da vida para seu paraíso.
Ela percebeu essa alegria no ar. Deixou o maridão viajar. Ao anoitecer, sem avisar, partiu célere em busca de um flagrante do marido com alguma sirigaita. Eram sete da noite quando Regina entrou na pousada perguntando pelo esposo. Dona Cícera e o administrador, o jovem Gerson, disseram que estava no quarto assistindo televisão. Regina bateu à porta com força, Pablo custou a atender. Assim que abriu, a esposa entrou de repente perguntando quem estava com ele, queria conhecer a puta de seu marido. Pablo ficou assustado. Regina procurou no banheiro, armário, guarda-roupa, quando percebeu que ele estava sozinho, começou a chorar. Só parou quando foi consolada pelo paciente marido. Dormiram na pousada, Pablo nessa noite empenhou-se em suas obrigações conjugais.
No dia seguinte, Regina depois do almoço retornou à Maceió. Pegou suas coisas e partiu. Quando dirigia pela estrada, no meio do caminho, lembrou que havia deixado os óculos no quarto. Retornou imediatamente. A porta do quarto não estava na chave, ao abrir, surpreendeu-lhe a cena chocante. Seu belíssimo marido estava abraçando o administrador Gerson, alisando seus cabelos, beijando seu rosto. Regina avançou que nem uma leoa deu uma tapa no marido, saiu correndo, tomou o carro retornando para sua casa.
Regina hoje, um ano depois, mudou seu modo de vida, não se sabe se por vingança ou por prazer. Quem quiser encontrá-la todo fim de semana está nas baladas de Maceió, dançando, bebendo, namorando, dando para todo mundo. Pablo, o belo, continua morando em Paripueira. Regina só o aceita de volta se ele fizer um tratamento, a “Cura Gay”. Ela acredita piamente que homossexualismo é doença.

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

O MUSEU DA FAMÍLIA

Texto de Alexa Guerra

Bem vindo ao Museu da Família!
Aqui você irá ver e saber acerca deste grupo que está a beira da extinção.
Em meados do século XXI foram vistas as últimas famílias compostas por Pai, Mãe e Filhos. Um pouco antes desse período, quase não se via uma mãe ou um pai em casa, cuidando dos filhos, do lar e da família. Eles foram trabalhar fora.
Já no século XIX, era costume o pai ser recebido pelos filhos, em casa, após um dia de trabalho. Ele era o provedor do Lar. Naquela época as crianças tinham um pai que morava com elas. Este pai convivia com os filhos e passeava com eles nos fins de semana. Nas apresentações da escola os filhos procuravam o olhar de seus maiores fãs: seus pais. E o aplauso deles era a garantia da felicidade! Os pais podiam corrigir o erro e disciplinar os filhos. Quando os filhos precisavam de colo tinham um de seus pais por perto para carregá-los a hora que quisessem. No dia das mães se reuniam na casa da avó e a cama se enchia de presentes dos filhos, dos netos…Era difícil esperar até o segundo domingo de agosto para entregar ao papai o presente feito pelos próprios filhos: A camisa com sua mãozinha, o quadro pintado, o cartão com moldura de gravata... A melhor comida era a da mamãe. Era o papai quem ganhava no jogo de dama ou de bola. Quantas brincadeiras correndo soltas com os irmãos e primos: "Esconde-esconde", "Casinha", "Queimada"… Os brinquedos espalhados pela casa; os risos, os choros... Fartura de vida. Casa cheia não só de gente, mas de amor e contentamento.
Nas famílias, havia coisas que não cabem neste museu: abraços, beijos, alegrias, choros, risos, personalidades, cachorros, papagaios…
Os jardins... Eles não poderiam faltar neste museu! As casas tinham jardins. Deles, as avós retiravam plantas para enfeitar ou para fazer chazinhos caseiros para os filhos e netos.
Férias também se passavam em família. Na roça, na praia ou na casa dos parentes: estavam todos num feliz ajuntamento. Para eles, estar em família era o que fazia a vida valer a pena!
- Como foi o fim das famílias?
Bem, é uma longa história, mas, lembre-se que, se você os deixar ir, talvez nunca mais os tenha de volta.
Às vezes, nos ocupamos tanto com nossas próprias vidas, que não notamos que os deixamos ir; outras vezes nos preocupamos tanto com "quem" está certo ou errado, que nos esquecemos do que é "certo" e do que é "errado". Foi assim que as famílias começaram a desaparecer…
Mas hoje temos este museu para visitá-las.
Certa vez alguém falou sobre um ciclo de morte que estava se instalando nas famílias. E leu na Bíblia como seria a cura:
SALMOS 128.1-6: "Feliz aquele que teme a Deus, o Senhor, e vive de acordo com a sua vontade”.
Mas parece que não deram atenção suficiente e as famílias foram se extinguindo...
Envie esta mensagem para todos os seus amigos.
Não se surpreenda se algumas famílias forem salvas da extinção.