quarta-feira, 28 de novembro de 2018

UMA ORAÇÃO EM CADA DEDO

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

1. O Polegar é o mais próximo de você.
Então comece a orar por aqueles que lhe são mais próximos.
Eles são os mais facilmente lembrados.
Orar por nossos entes queridos é "uma doce obrigação"!
2. O seguinte é o dedo indicador.
Ore por aqueles que ensinam, instruem e curam.
Isso inclui mestres, professores, médicos e padres. Eles necessitam de apoio e sabedoria para indicar a direção correta aos outros. Mantenha-os em suas orações sempre presentes.
3. O próximo dedo é o mais alto.
Ela nos lembra dos nossos líderes.
Ore pelos presidentes, congressistas, empresários e gestores. Essas pessoas dirigem os destinos das nações e orientam a opinião pública. Eles precisam da orientação de Deus.
4. O quarto é o nosso dedo anelar.
Embora muitos fiquem surpresos, é o nosso dedo mais fraco, como pode dizer qualquer professor de piano.
Ele deve nos lembrar de rezar pelos fracos com muitos problemas ou prostrados pela doença. Eles precisam da sua oração dia e noite. Nunca é demais orar por eles.
Você também deve se lembrar de orar pelos casamentos.
5. E, finalmente, o dedo mindinho, o menor de todos.
É a forma como devemos nos ver diante de Deus e dos outros.
Como diz a Bíblia: os últimos serão os primeiros.
Seu dedo mindinho deve lembrá-lo de orar por si mesmo. Quando você estiver orando para os outros quatro grupos, suas próprias necessidades estarão na perspectiva correta, e você poderá rezar melhor pelas suas necessidades. 

terça-feira, 27 de novembro de 2018

O CURANDEIRO

Texto de Aloisio Guimarães

O causo de hoje quem me contou foi o amigo Ederaldo Barros, também engenheiro e um cidadão deodorense de primeira linha.
Conta Ederaldo que, certa vez, apareceu em Taperaguá, povoado de Marechal Deodoro, um sujeito alto, mulato, natural da Bahia, vestido de branco, turbante na cabeça, vários colares no pescoço.
Logo todo povoado ficou sabendo que Pai Severino estava morando entre eles e assim, de um dia para outro, a posteação elétrica de Taperaguá ficou cheia de cartazes e faixas de propagandas de Pai Severino: "Encosto", "Erisipela braba", "Olho grande", "Espinhela caída", "Enxaqueca", "Hemorroidas", "Ferida braba", "Insônia", "Dor de corno"... Ele garantia que curava tudo!
E, como todo "vivaldino", Pai Severino sempre dizia aos seus clientes:
- Eu não curo; quem cura é Jesus. Se você tiver fé, Ele o curará... Eu sou apenas um mero instrumento da vontade Dele.
E assim ele ia ludibriando os pobres coitados, desesperados em busca de uma vida melhor...
Acontece é que, para o padrão da população local, ele cobrava muito caro pelas consultas. E quem não podia pagar em dinheiro, dava uma galinha, um bode, um porquinho... Em pouco tempo Pai Severino começou a fazer seu "pé de meia"...
Certo dia, após fazer o "trabalho" para uma mulher e dizer que curava em nome de Jesus, ela, agradecida, disse:
- Deus lhe pague! - E foi se retirando...
Pai Severino, muito rápido, como um relâmpago, disse:
- Deus lhe pague coisa nenhuma! O preço da consulta é cinquenta contos!
A mulher respondeu:
- Mas Jesus Cristo não cobrava de ninguém...
Então, ele respondeu na bucha:
- É, mas Jesus Cristo não pagava aluguel, iptu, taxa do lixo, taxa de bombeiro, água, luz, escola, telefone, imposto de renda, inss...
Meses depois, Pai Severino "se escafedeu no oco do mundo", fugindo da população, que descobriu que seus milagres eram fajutos...

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

SAUDADE FALA PORTUGUÊS

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

Eu tenho saudades de tudo que marcou a minha vida. Quando vejo retratos, quando sinto cheiros, quando escuto uma voz, quando me lembro do passado, eu sinto saudades...
Sinto saudades de amigos que nunca mais vi, de pessoas com quem não mais falei ou cruzei...
Sinto saudades da minha infância, do meu primeiro amor, do meu segundo, do terceiro, do penúltimo e daqueles que ainda vou vir a ter, se Deus quiser...
Sinto saudades do presente, que não aproveitei de todo, lembrando do passado e apostando no futuro...
Sinto saudades do futuro, que se idealizado, provavelmente não será do jeito que eu penso que vai ser...
Sinto saudades de quem me deixou e de quem eu deixei, de quem disse que viria e nem apareceu; de quem apareceu correndo, sem me conhecer direito, de quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer.
Sinto saudades dos que se foram e de quem não me despedi direito; daqueles que não tiveram como me dizer adeus; de gente que passou na calçada contrária da minha vida e que só enxerguei de vislumbre; de coisas que eu tive e de outras que não tive mas quis muito ter;  de coisas que nem sei que existiram, mas que se soubesse, decerto gostaria de experimentar.
Sinto saudades de coisas sérias, de coisas hilariantes, de casos, de experiências...
Sinto saudades do cachorrinho que eu tive um dia e que me amava fielmente, como só os cães são capazes de fazer; dos livros que li e que me fizeram viajar, dos discos que ouvi e que me fizeram sonhar, das coisas que vivi e das que deixei passar, sem curtir na totalidade.
Quantas vezes tenho vontade de encontrar não sei o que, não sei aonde, para resgatar alguma coisa que nem sei o que é, e nem onde perdi...
Vejo o mundo girando e penso que poderia estar sentindo saudades em japonês, em russo, em italiano, em inglês, mas que minha saudade, por eu ter nascido brasileiro, só fala português, embora, lá no fundo, possa ser poliglota. Aliás, dizem que se costuma usar sempre a língua pátria, espontaneamente, quando estamos desesperados, para contar dinheiro, fazer amor e declarar sentimentos fortes, seja lá em que lugar do mundo estejamos. Eu acredito que um simples "I miss you", ou seja lá como possamos traduzir saudade em outra língua, nunca terá a mesma força e significado da nossa palavrinha. Talvez não exprima, corretamente, a imensa falta que sentimos de coisas ou pessoas queridas. E é por isso que eu tenho mais saudades porque encontrei uma palavra para usar todas as vezes em que sinto este aperto no peito, meio nostálgico, meio gostoso, mas que funciona melhor do que um sinal vital quando se quer falar de vida e de sentimentos. Ela é a prova inequívoca de que somos sensíveis, de que amamos muito do que tivemos e lamentamos as coisas boas que perdemos ao longo da nossa existência.
Sentir saudade é sinal de que se está vivo.