sábado, 30 de janeiro de 2021

A ADVOGADA EVANGÉLICA

 POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES 

Inusitada petição de uma advogada do Rio de Janeiro, dirigida ao Juiz da 16ª Vara do Trabalho. Como o caso é verídico, para preservar a sua identidade, o seu nome e inscrição na OAB/RJ serão trocados, como também o nome do cliente.
Exmº. Sr. Dr. Juiz da 16ª. Vara do Trabalho do Rio de Janeiro.
Maria de Tal da Silva, advogada do reclamante João dos Grudes dos Santos, vem, ante a presença de V. Exª, informar que, de uma forma ou de outra, resolveu renunciar aos poderes doados pelo autor na folha da procuração.
Que a presente renúncia tem motivos justificadores suficientes, trazendo  desânimo até a alma; senão, vejamos agora:
1 - A ilustre advogada renunciante é considerada, pela maioria, a maior advogada de Duque de Caxias (RJ), a mais brilhante, pois sou competente, conheço muito o direito, o errado e o certo. Minha insatisfação é originária da mudança no nome de  "Justiça do Trabalho". Antes, chamava-se Junta de Conciliação e Julgamento e agora passou a chamar-se "Vara". Esta nova denominação me trouxe e me traz diariamente imensos e grandes constrangimentos.
2 - Antes, para vir fazer audiências ou acompanhar processos eu entrava na Junta, e agora sou obrigada a dizer "estou entrando na Vara", "fui à Vara", "fiquei esperando sentada na Vara". Não concordo. Sou mulher, evangélica e não gosto de gracejos. Deixo a "Vara" para quem gosta de vara, funcionários, varejistas, homossexuais, fiquem na vara, permaneçam na vara, trabalhem com vara. Saio desgostosa por não concordar com o termo pornográfico, vara pra lá, vara pra cá...
Em tempo:
Outro dia, estava entrando no prédio da Justiça do Trabalho e o meu celular tocou. Era meu marido. Ele me perguntou: onde você está? E olha só o constrangimento da minha resposta:  "Entrando na décima Vara". Assim, comunico minha renúncia. Já comuniquei verbalmente a meu ex-cliente, tudo na forma da lei.
Assim posto, peço e aguardo deferimento.
São João de Meriti - Rio de Janeiro, 05-05-2002.
Maria de Tal da Silva
Advogada
OAB - RJ 007.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

COISAS DE ITALIANOS

 POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES 

Aprendemos a viver com os italianos e a programar a vida com os americanos. Contudo, os italianos crescem e morrem juntos com suas famílias, amigos e irmãos, enquanto os americanos crescem e morrem sozinhos, pois foram expulsos de suas famílias aos 18 anos e não aprenderam a conviver com o coração com seus pais, amigos e irmãos. Veja abaixo o que acontece no decorrer da vida:
· Filhos americanos saem de casa até aos 18 anos com total apoio dos pais. Filhos italianos saem de casa aos 35 anos, depois de poupar o suficiente para comprar casa e pagar duas semanas de lua de mel quando casarem. Mesmo assim, mantém um quarto na casa dos pais para os fins-de-semana. 
· Filhos americanos, quando a mãe os visitam, leva um bolo, os filhos servem café e eles conversam. Filhos italianos, quando a "mamma" os visitam, leva comida para 3 dias, lava e passa roupa, limpa e arruma a casa.
· Filhos americanos: os pais sempre avisam quando vão visitá-los e isto acontece só em ocasiões especiais. Filhos italianos: eles nunca sabem quando os pais vão aparecer às oito da manhã de sábado e começar a podar as suas árvores frutíferas. E, se não houver árvores frutíferas, eles plantam.
· Filhos americanos sempre pagam aluguel e procuram nas páginas amarelas quando precisam de algum serviço. Filhos italianos ligam para os pais e tios, pedindo o telefone de outros pais/tios que possam saber do serviço que eles precisam.
· Filhos americanos visitam os pais para comer um bolo com café - e fazem só isso, mais nada. Filhos italianos visitam os pais para tomar um café, comer bolo, antepasto, vinho, um bom prato de massa, carne, salada, pão, sobremesa, frutas, expresso e uns drinks após o jantar.
· Filhos americanos cumprimentam os pais com "oi" e "olá". Filhos italianos cumprimentam os pais com um grande abraço, beijos e tapinhas nas costas.
· Filhos americanos tratam os pais por “senhor” e “senhora”. Filhos italianos tratam os pais por “babbo” e “mamma”.
· Filhos americanos nunca viram os pais chorar. Filhos italianos choram junto com os pais.
· Filhos americanos devolvem o que pedem emprestado aos pais em poucos dias. Filhos italianos ficam com as coisas que emprestam dos pais por tanto tempo que os pais esquecem que são deles.
· Filhos americanos, quando o jantar acaba, vão para casa. Filhos italianos, quando o jantar acaba, ficam horas conversando, rindo ou simplesmente confraternizando.
· Filhos americanos sabem pouco sobre os pais. Filhos italianos podem escrever um livro sobre os pais.
· Filhos americanos comem sanduíches de manteiga de amendoim, geleia e pão de forma branco. Filhos italianos comem sanduíche de salame, queijo colonial, pão caseiro, crostoli, conservas...
· Filhos americanos deixam você para trás, se é isto que a maioria está fazendo. Filhos italianos não lhe abandonam, mesmo que a grande maioria ache normal abandonar.
· Filhos americanos são amigos do momento. Filhos italianos são amigos por toda vida.
· Filhos americanos gostam de Rod Stewart e Steve Tyrell. Filhos italianos gostam de Laura Pausini e Andrea Bocelli.
· Filhos americanos vão ignorar esta mensagem. Filhos italianos vão repassar per tutti gli amici oriundi...
Bacio a tutti!

domingo, 24 de janeiro de 2021

QUEM DEVE SER O CAMPEÃO?

Texto de Aloisio Guimarães

Vamos expor uma situação provável e possível de acontecer em qualquer grande clássico decisivo do futebol brasileiro:

Decisão do Brasileirão. Pacaembu lotado - metade palmeirenses, metade corintianos, ânimos acirrados. O Corinthians joga pelo empate e o Palmeira tem que vencer para ser o campeão.

O jogo já no final, 45 minutos do segundo tempo... Palmeiras no ataque, bola lançada na área, dividida entre um atacante palmeirense e um defensor corintiano. O palmeirense cai, todos pedem pênalti, mas o juiz, "seguindo o protocolo", espera a bola sair para chamar o VAR. Acontece que a bola não sai, o lance segue e o Corinthians marca um gol.

O VAR avisa ao juiz que o lance anterior foi realmente pênalti, do jogador corintiano no jogador palmeirense.

E agora?

1. Com pênalti marcado a favor do Palmeiras, legalmente, o lance que originou o gol do Corinthians não deveria ter existido porque o jogo tinha que ser paralisado pela falta cometida. Logo, o gol do Corinthians deve ser anulado, mesmo "seguindo o protocolo"? Se anulado e o Palmeiras marcando o gol no pênalti – o que muito provável - o Palmeiras será o campeão.

2. Mesmo marcado o pênalti, mas confirmando o gol do Corinthians - originado numa jogada que não deveria ter existido - mesmo que o Palmeira marque o gol no pênalti, o Corinthians será o campeão, porque joga pelo empate.

O VAR e juiz de campo vão ter que ter muito peito!

Situação jurídica pior do que a da "Taça das Bolinhas"...