sexta-feira, 31 de março de 2023

UTILIZAÇÃO

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

Uma faca é uma arma ou um utensílio doméstico útil? 

Depende de quem e como está utilizando”, imagino que seria sua resposta. É verdade. Uma faca utilizada para cortar o pão, passar manteiga ou cortar churrasco tem um sentido. Bom, útil, correto. Uma faca utilizada para um assalto, intimidação, coação, completamente outro. Maldade, agressão, dor e até morte.

Depende de sua utilização. Isso é verdade também para a fé. Dependendo de como é utilizada, ensinada, pregada, pode levar a um caminho bom ou não. Utilizada para intimidar, sufocar ou dominar, a fé é uma arma, que não tem condições de ajudar. Aliás, nestes casos é até de se perguntar se é fé mesmo que se está a pregar. Direcionada para o lugar certo, a fé é o meio pelo qual Deus nos leva a cortar muitos problemas e a alimentar nosso coração com muito de tudo o que é bom. Quando Cristo orienta nosso viver, não precisamos ser dominadores, nem recorrer à agressão. A fé cristã, assim, é algo que estará em prática com alegria e vai influenciar o próximo à medida em que entra em ação. Fé não é algo pelo que se grita, agride, mata, impõe. No máximo, se morre por ela, no caso de uma extrema situação. Viver esta fé, às vezes, é difícil, como cortar uma carne nada macia. Mas em outras tantas, é fácil e saborosa. Como passar manteiga no pão.

terça-feira, 28 de março de 2023

UMA SUTIL DIFERENÇA

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

Consta, que certa noite, muitos anos atrás, um homem entrou com a namorada no restaurante Lucas Carton, em Paris, e pediu uma garrafa de "Mouton Rothschild", safra de 1928.

O sommelier, em vez de trazer a garrafa, para mostrar ao cliente traz o decanter de cristal cheio de vinho e depois de uma mesura, serve um pouco no cálice para o cliente provar.

O cliente, lentamente, leva o cálice ao nariz para sentir os aromas, fecha os olhos e cheira o vinho. Inesperadamente, franze a testa e, com expressão muito irritada, pousa o copo na mesa, comentando rispidamente:

- Isso aqui não é um Mouton de 1928!

O sommelier assegura-lhe que é. O cliente insiste que não é. Estabelece-se uma discussão e, rapidamente, cerca de 20 pessoas rodeiam a mesa, incluindo o chef de couisine e o gerente do hotel que tentam convencer o intransigente consumidor de que o vinho é mesmo um Mouton de 1928. De repente, alguém resolve perguntar-lhe como sabe, com tanta certeza, que aquele vinho não é um Mouton de 1928.

- O meu nome é Phillippe de Rothschild... - diz o cliente, modestamente - e fui eu que fiz esse vinho!

Consternação geral.

O sommelier, então de cabeça baixa, dá um passo à frente, tosse, pigarreia, bagas de suor escorrem da testa e, por fim, admite que serviu na garrafa de decantação um Clerc Milon de 1928, mas explica seus motivos:

- Desculpe, mas não consegui suportar a ideia de servir a nossa última garrafa de Mouton 1928. De qualquer forma, a diferença é irrelevante. Afinal o senhor também é proprietário dos vinhedos de Clerc Milon, que ficam na mesma aldeia do Mouton. O solo é o mesmo, a vindima é feita na mesma época, a poda é a mesma, e o esmagamento das uvas se faz na mesma ocasião, o mosto resultante vai para barris absolutamente idênticos. Ambos os vinhos são engarrafados ao mesmo tempo. Pode-se afirmar que os vinhos são iguais, apenas com uma pequeníssima diferença geográfica.

Rothschild, então, com a discrição que sempre foi a sua marca, puxa o sommelier pelo braço e murmura-lhe ao ouvido:

- Quando voltar para casa esta noite, peça à sua namorada para se despir completamente. Escolha duas regiões do corpo dela muito próximas uma da outra e faça um teste de olfato. Você perceberá a diferença que pode haver numa pequeníssima diferença geográfica...

sexta-feira, 24 de março de 2023

EINSTEIN, PUXANDO CONVERSA NUMA FESTA

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

Einstein foi a uma festa e não conhecia ninguém. Logo, foi tentando se misturar aos convidados:

- Oi, como vai? - perguntou ele.

- Vou bem!

- Qual seu QI?

- 200!

 Então começou a conversar sobre física quântica, teoria da relatividade, bombas nucleares, Deus, vida em outros planetas, etc. Andou mais um pouco e encontrou outra pessoa:

- Qual seu QI?

- 150.

Então, novamente começou a conversar, só que desta vez sobre política, desigualdade social, justiça, questões internacionais, etc. Andou mais um pouco e encontrou uma terceira pessoa:

- Olá, como vai? - perguntou ele.

- Tudo bem!

- Qual o seu QI?

- 100.

Então começou a conversar sobre desemprego, reforma agrária, aumento dos combustíveis, mensalão, etc. Andou mais um pouco e encontrou outra pessoa:

- Como está, tudo bem?

- Tudo ótimo.

- Qual é o seu QI?

- 50.

Então começou a falar sobre a Casa dos Artistas, Big Brother, Música Baiana, Lula, etc. Deu mais uma volta, encontrou outra pessoa e perguntou:

- Qual o seu QI?

- 10.

E aí, sem titubear, Einstein sapecou:

- E aí, mano? Firmeza? Timão campeão!!!

- Se bobea nóis vai po Tokio ano que vem!