terça-feira, 12 de junho de 2012

NÃO ME CONVIDE PARA ROUBAR

Texto de Aloisio Guimarães


Muito recentemente, o governo do estado, seguindo os passos de outros governos, implantou o Programa Nota Fiscal Alagoana.
Para quem não sabe, o sistema funciona da seguinte forma: ao adquirir um produto, o consumidor, caso queira, informa o seu CPF para impressão na Nota Fiscal. Fazendo isto ele terá direito a um pequeno percentual do valor da sua compra transformado em "créditos" (para abatimento em taxas e impostos, tipo IPVA) e a um determinado número de cupons, para participar de sorteios de vários prêmios em dinheiro.
Depois da implantação deste programa tenho recebido diversos e-mails orientando a não fornecer o meu CPF sob a argumentação de que, assim fazendo, o governo, principalmente o Governo Federal, terá um maior poder de fiscalização sobre o que ganho, através do que eu gasto.
Concordo plenamente, pois é uma conclusão óbvia!
Apesar desta "advertência/orientação", passei a exigir o meu CPF na Nota Fiscal.
Respondo aos e-mails recebidos, alertando aos remetentes de que tudo aquilo que ganho é religiosamente declarado, que nada tenho a ocultar.
Nunca soneguei (e nem sonegarei) nenhuma informação à respeito do que ganho. Não tenho caixa dois, não tenho e nem sou "laranja"...
Desta forma, ao contrário de quem age desta forma, tenho autoridade moral para reclamar e exigir dos governos as contrapartidas que o contribuinte tem direito: Segurança, Saúde, Moradia, Educação, Transportes...
Tenho autoridade moral para criticar os maus políticos, os "mensalões" dos partidos políticos, a compra de voto, a compra da consciência do povo através das "bolsas", etc...
Muita gente reclama de tudo, como se fossem os mais honestos do mundo. Reclama da falta de tudo aquilo que julgam o governo ter a obrigação de lhes dar, mas, "na baixa", agem como sonegadores!
Chega de hipocrisia!
Não me convide para sonegar... Sonegar?! Será que o termo correto é este mesmo?

quinta-feira, 7 de junho de 2012

DIÁRIO DE BORDO - FRANÇA E INGLATERRA

Texto de Aloisio Guimarães


Hoje terminarei meu "Diário de Bordo" falando sobre minha estadia na França e na Inglaterra.
Como morro de medo de avião, resolvi "fazer um pacote completo": da França para a Inglaterra fui de Eurostar, trem de alta velocidade, que viaja no túnel sob o Canal da Mancha! Para conhecimento, a viagem dura cerca de 3 horas (do centro de Paris ao centro de Londres) e a travessia debaixo d'água dura apenas e exatamente 25 minutos. No vagão restaurante, os preços são normais e você tanto pode pagar em euros ou em libras. Como na Itália, centenas e centenas de turistas pelas ruas das cidades!
Isto posto, vamos ao relato:
PARIS
A cidade de Paris é o "sonho de consumo" de todos os humanos, mesmo aqueles que já a conhecem. A única reticência na realização do meu sonho foi a Avenida Champs-Elysées, que não chega a ser feia, mas é muito mais bonita em fotografia do que na realidade. Os pontos turísticos são belíssimos: A Catedral de Notre-Dame, A Torre Eiffel, La Concorde, O Musée du Louvre, O Musée de L'Armée, A Ópera de Paris, A Esplanade des Invalides, A Basilique du Sacre-Cceur de Montmatre, Os Tuileries Gardens, O Arc du Triomphe... Somente visite o Musée du Louvre (Museu do Louvre) acompanhado de um guia, a não ser que você queira perder muito tempo, pois são quase 15 quilômetros de galerias e cerca de 250.000 obras. Apenas eles sabem os atalhos para as obras mais famosas: Mona Lisa, Vênus de Milos... A grande decepção em Paris foi a Praça da Bastilha: simples demais, com apenas um monumento no centro. Vale a pena visitá-la pelo marco histórico que ela representa para toda a humanidade. Agora, existem duas coisas você não pode deixar de fazer em Paris: um passeio de barco no rio Sena e assistir o show no Moulin Rouge! O Moulin Rouge chega a ser caro (130 euros por pessoa, através da empresa de turismo, com direito apenas a meia garrafa de champagne), mas é maravilhoso: são 2 horas ininterruptas de músicas, danças e apresentação de malabarismos, com troca constante de cenários! O metrô, com 9 linhas, passas por quase todos os pontos turísticos. Apesar do número grande de linhas, é relativamente barato e fácil de usá-lo, como o metrô de Roma.
VERSAILHES
Distante cerca de 40 minutos de ônibus do centro de Paris, vale a pena conhecer este palácio, onde viveram os mais famosos reis da França, mas aviso-lhes: apesar de grandioso e imponente, ele é muito mais bonito no papel do que ao vivo. Não foi possível conhecer os seus famosos jardins porque começou a chover intensamente, inclusive granizo! Antes que esqueça: paga-se para visitar cada uma das áreas isoladamente, ou seja, um ingresso não lhe dá direito de, por exemplo, conhecer, o castelo e os jardins. Você tem a opção de comprar ingresso só para o castelo ou somente para os jardins ou, pagando mais caro, para os dois juntos!
LONDRES
Uma grande e agradável surpresa. De tanto ouvir falar no famoso "fog londrino", pensava que iria encontrar uma cidade sempre nublada, mas me deparei com uma cidade muito bonita. Os seus pontos turísticos fazem jus à fama que possuem: O Big-Ben, O Palácio de Buckingham, A Bridge Tower, A Oxford Street, A Abbey Westminster, Trafalgar Square, O Hyde Park, O Kensigton Gardens, O Green Park... Não esquecendo a famosa, movimentadíssima e bela Piccadilly! A badalada "Troca da Guarda no Palácio de Buckingham" ocorre pontualmente às 11 horas e, devido às centenas de pessoas que para lá se dirigem, apenas aqueles que "madrugam" conseguem ver o que acontece dentro do Palácio, os demais assistem apenas ao desfile dos guardas, para início e fim da cerimônia. O que você não pode perder: passeio de barco no rio Tâmisa e uma volta na "London-Eye" (roda gigante, com 135 metros de altura), durante o dia ou à noite, de onde é possível apreciar toda a cidade. Comprei o ingresso pela internet, diretamente no site da própria "London-Eye", do tipo preferencial (não tem nada a ver com a idade, ele é chamado assim porque, pagando um pouco mais caro, você evita qualquer fila). Por falar em "caro", o custo de vida na Inglaterra é mais elevado em virtude da "libra" ser mais valorizada do que o "euro". A cidade estava toda enfeitada para as comemorações dos 60 anos de reinado da Rainha Elizabeth e, estranhamente, quase nada lembrava que, no próximo mês, a cidade de Londres será a sede das Olimpíadas!
Acho que chega!

quarta-feira, 6 de junho de 2012

DIÁRIO DE BORDO - ITÁLIA

Texto de Aloisio Guimarães

Como já lhes falei, estive na Itália, França e Inglaterra. Como nunca tinha saído antes do Brasil, a expectativa era enorme. Por conta disso, algumas surpresas e decepções aconteceram.
Hoje falarei sobre a Itália; amanhã, sobre Paris e Londres.
De um modo geral, os preços das roupas, transformando em real, são os mesmos praticados por aqui e, em alguns casos, mais caros. Portanto, não pense em encontrar roupas baratas por lá. Os preços da alimentação variam de local para local. Se um dia for por lá, se alimente nas “trattorias”, comida excelente e preços mais em conta. Nos supermercados, os preços são mais baratos, como por exemplo: um refrigerante, que em qualquer lugar custa, em média, 2.50 euros; no supermercado, você compra por somente 0,75 euros. O taxi é caro, mas não absurdamente caro. O ticket do metrô custa perto dos 2 euros. Turista é o que não falta nas ruas das cidades: centenas e centenas deles, dando a impressão que o país vive exclusivamente do turismo.
Quanto às cidades italianas, vejamos:
FIRENZE
A cidade de Florença é uma cidade que vale a pena conhecer. É uma bela cidade, com algumas ruas estreitas e belas. Os pontos turísticos pagos e que valem a pena visitar são Galleria degli Uffizi e a Igreja Santa Maria del Fiore.  Na Accademia (também paga), o que existe de mais interessante é a famosa estátua de David e uma espécie de “tacho de bronze”, que fica na ala destinada à música, que faz vibrar as partículas de água no seu interior e emite som, ao ter suas alças friccionadas. Entre outros pontos bonitos, destacamos A Ponte Vecchio, O Palazzo Pitti e A Fortezza da Basso. Apesar das ruas estreitas, muitas delas são ocupadas, parcialmente e permanentemente, pelas Trattorias (restaurantes mais accessíveis).
PISA
Uma cidade pequena e aconchegante! Pensou? Ela é Pisa! Os mais exigentes dizem que “em Pisa só tem a torre”. Gosto não se discute... Para mim, como cidade para morar, é melhor do que Florença. O complexo formado pela Torre Inclinada, o Battistero e a Catedral, é de beleza singular. A Torre Inclinada é um caso à parte: ela não é inclinada, ela é muito inclinada! A sensação de subir ao seu ponto mais alto é indescritível, pela perda temporária do nosso centro de gravidade, devido à variação da inclinação, ponto a ponto, quando subimos. Pisa está localizada pertinho de Florença, sendo destino obrigatório de todos os turistas.
POMPEIA
A cidade é uma prova concreta de que qualquer coisa pode ser bem organizada. A sua porção de ruínas, pequena em relação à cidade como um todo, é assustadoramente limpa e conservada. Parece até que dão polimento naquilo tudo! Pela distância considerável do Vesúvio, dá para imaginar que a erupção deste vulcão, que devastou a cidade, matando seus moradores, foi gigantesca e instantânea. Apesar do “fator história”, pelo conjunto da obra, somente vale a pena visitá-la se incluir no “pacote” a cidade de Napoli e a Ilha de Capri.
NAPOLI
Estive apenas no Porto, com destino a Ilha de Capri. Pelo que vi, parece ter alguns pontos bonitos. Entretanto, não devemos esquecer que é uma cidade que “mora junto do perigo”, aos pés do Vesúvio!
ILHA DE CAPRI
Um lugar paradisíaco, de beleza imensa. Apesar de ser uma ilha, distante uns 40 minutos de barco de Napoli, os preços dos produtos e alimentação são semelhantes aos praticados no continente. Como é uma “ilha vertical”, não existe praia, o que não inviabiliza o seu fascínio e sua enorme beleza. Suba até a parte mais alta da ilha e almoce, se deliciando com a vista maravilhosa que a natureza proporciona. Pelo que vi durante o dia, à noite ela deve ser fantástica! Quando puder, vá conhecê-la!
VENEZA              
Foi a minha grande decepção italiana! Para mim, Veneza é como a algo que é bonito no papel (fotografia) e diferente ao vivo. Os seus pontos principais são a Piazza San Marco (Palazzo Ducale e Campanário) e o “passeio” no Grande Canal. Digo “passeio” porque é praticamente impossível “andar” em Veneza sem passar por ele, uma vez que somos obrigados a andar de barco! Os românticos passeios nas famosas gôndolas é “coisa para rico”: eles cobram 100 euros (R$ 260.00) por 30 minutos, salientando que, pelo grande volume de embarcações no Grande Canal, provocando fortes marolas, este tipo de passeio quase que fica restrito aos canais secundários (estreitíssimos e quentes). Em resumo: fomos passar o dia na cidade e ficamos satisfeitos com apenas 3 horas! Volto a repetir: é tudo uma questão de gosto...
ROMA
Aqui foi a minha maior surpresa! Pensava que iria conhecer uma cidade velha e acabada, quebrei a cara! É uma lindíssima cidade, fazendo jus ao apelido de “Cidade Eterna”: O Coliseum, As Termas di Caracalla, O Vaticano, O Fórum Romano, O Pantheon, A Vila Borghese, A Fontana di Trevi, A Piazza Navona... Tudo muito bonito, sem falar nas pontes e castelos! Nas ruas, tranquilidade permanente, a qualquer hora do dia ou da noite: assalto à mão armada é quase que inexistente. O metrô, é barato, facílimo de andar e passa por quase todos os pontos turísticos da cidade. O único cuidado, principalmente no metrô, é com os “carteiristas” (profissionais batedores de carteiras) que infestam os vagões e ônibus. A benção do Papa, na praça, é toda quarta-feira, pela manhã. Das cidades que conheci na Europa, Roma é a que voltaria a visitar, sem pestanejar! Faça o possível e o impossível, mas um dia vá a Roma.