segunda-feira, 12 de setembro de 2016

JOVENS MÉDICOS

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

Dois rapazes, que tinham concluído recentemente o curso de Medicina, caminhavam por uma rua, quando avistaram um homem que vinha andando na direção deles, com passadas muito lentas.
Vendo a situação, um dos médicos disse para o outro:
- Aposto como a doença daquele homem é coluna...
Então, o outro respondeu:
- Eu aposto que é reumatismo.
Como não chegaram a nenhum acordo, resolveram perguntar ao “doente”:
- Ouça, senhor, nós somos médicos há pouco tempo e estamos discutindo qual será a sua doença. O meu colega diz que é coluna e eu digo que é reumatismo. Qual de nós acertou?
Então o “doente” respondeu:
- Olhem, doutores, todos "nós três erramos": eu pensei que era um só um peidinho e terminei me cagando todo!
BOA CONSULTA!

domingo, 11 de setembro de 2016

CLUBE 99

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

Era uma vez um rei muito rico. Tinha tudo: dinheiro, poder, conforto, centenas de súditos, mas, ainda assim, não era feliz.
Um dia, ele cruzou com um de seus criados, que assobiava alegremente enquanto esfregava o chão com uma vassoura. O rei ficou intrigado. Como ele, um soberano supremo do reino, poderia andar tão cabisbaixo enquanto um humilde servente parecia desfrutar de tanto prazer?
Intrigado, o rei perguntou ao seu conselheiro:
- Por que ele está tão feliz?
O conselheiro respondeu:
- Porque não é do Clube 99, majestade...
- Clube 99? O que é isso?!
- Majestade, para compreender o que é o Clube 99, ordene que seja deixado um saco com 99 moedas de ouro na porta da casa do servente.
O rei seguiu a orientação e mandou deixar 99 moedas de ouro na porta do seu criado.
Quando o pobre homem encontrou o saco de moedas na sua porta, ficou radiante. Não podia acreditar em tamanha sorte. Nem em sonhos tinha visto tanto dinheiro. Esparramou as moedas na mesa e começou a contá-las.
- 1, 2, 3…96, 97, 98, 99.
Achou estranho ter 99. Achou que poderia ter derrubado uma, talvez. Provavelmente eram 100. Mas não encontrou nada. Eram 99 mesmo.
Por algum motivo, aquela moeda que faltava ganhou uma súbita importância. Com apenas mais uma moeda de ouro, uma só, ele completaria 100. Um número de 3 dígitos! Uma fortuna de verdade.
Ficou obcecado por completar seu recente patrimônio com a moeda que faltava. Decidiu que faria o que fosse preciso para conseguir mais uma moeda de ouro. Trabalharia dia e noite. Afinal, estava muito perto de ter uma fortuna de 100 moedas de ouro. Seria um homem rico, com 100 moedas de ouro.
Daquele dia em diante, a vida do servente mudou. Passava o tempo todo pensando em como ganhar uma moeda de ouro. Estava sempre cansado e resmungando pelos cantos. Tinha pouca paciência com a família que não entendia o que era preciso para conseguir a centésima moeda de ouro. Parou de assobiar enquanto varria chão. O rei percebeu essa mudança súbita de comportamento e chamou seu conselheiro.
- Majestade, o criado, agora, oficialmente, faz parte do Clube 99.
E continuou:
- O Clube 99 é formado por pessoas que têm o suficiente para serem felizes, mas mesmo assim não estão satisfeitas. Estão constantemente correndo atrás desse 1 que lhes falta. Vivem repetindo que se tiverem apenas essa última e pequena coisa que lhes falta, aí sim poderão ser felizes de verdade. Majestade, na realidade é preciso muito pouco para ser feliz. Porém, no momento em que ganhamos algo maior ou melhor, imediatamente surge a sensação que poderíamos ter mais. Com um pouco mais, acreditamos que haveria de fato, uma grande mudança. Só um pouco mais. Perdemos o sono, nossa alegria, nossa paz e machucamos as pessoas que estão a nossa volta. E o pouco mais, sempre vira… um pouco mais. O pouco mais é o preço do nosso desejo.
E concluiu:
- Isso, majestade, é o Clube dos 99.

sábado, 10 de setembro de 2016

O CULPADO

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES
 
Contam que, certa vez, um determinado estado tinha um grande depósito de sucata, localizado no meio do deserto. O governador analisou a questão e chegou à seguinte conclusão:
- Alguém pode roubar essas peças, durante a noite... 
Então, para resolver este "problemão", o governador criou uma vaga de trabalho e contratou um vigia noturno.
Tempos depois, o governador voltou a pensar:
- Como é que o vigia vai fazer o seu trabalho, se ele não tem nenhuma instrução?
Assim, o governador resolveu criar a Secretaria de Planejamento, nomeando vários cargos comissionados. Na estrutura da nova secretaria, foi criado o Departamento de Comunicação, para escrever um Manual de Instruções, a ser distribuído ao vigia, e o Departamento de Cursos de Aperfeiçoamento de Pessoal, encarregado de ministrar cursos ao vigia, orientando como ele deve exercer as suas atividades.
Com o passar do tempo, o governador se questionou novamente:
- Como saberei se o vigia está obedecendo as instruções do Manual?
Como justificativa, criou a Secretaria de Fiscalização e Controle de Qualidade e, novamente, nomeou dezenas de cargos comissionados. No âmbito da nova secretaria, um Departamento de Fiscalização, encarregado de fiscalizar as atividades do vigia, e o Departamento de Controle, encarregado de escrever os relatórios da atuação do pobre empregado.
Com o passar do tempo, o governador tem uma nova dúvida:
- Como essas pessoas vão receber o salário?
Então, para resolver a questão, o governador criou a Secretaria de Administração de Pessoal e Folha de Pagamento (composta de vários Departamentos) com a finalidade de controlar a Frequência dos Servidores e cuidar da Folha de Pagamento. Mais uma vez, o governador nomeou vários cargos comissionados.
O tempo passou...
No final do ano, o governador percebeu que havia algo errado porque o estado não tinha grana suficiente para manter a máquina administrativa funcionando. Depois de dezenas de reuniões com Secretários de Estado, Conselho Político, "puxa-sacos" e "aspones", o governador convocou uma entrevista coletiva, transmitida, ao vivo, por uma cadeia de rádio e televisão do estado e comunicou:
- As contas do estado estão em R$ 18.000,00 no vermelho. Temos que "apertar o cinto". O pagamento do "décimo" está comprometido e depende de uma operação de crédito que estamos tentando fazer. Diante da grave situação, não resta ao governo outra coisa a não ser "fazer o dever de casa". O governo tem que dar o exemplo e por isso é obrigado a "cortar na própria carne"... 
No dia seguinte, o Diário Oficial publicou a demissão do vigia!