segunda-feira, 21 de outubro de 2024

POLITICAMENTE CORRETO

 POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES


Na Universidade de Griffith, na Austrália, há um concurso anual sobre a definição mais apropriada para um termo contemporâneo.
Em um determinado ano, o termo escolhido foi "Politicamente Correto".
O estudante vencedor escreveu:
"Politicamente Correto é uma doutrina sustentada por uma minoria iludida e sem lógica, que foi rapidamente promovida pelos meios de comunicação e que sustenta a ideia de que é inteiramente possível pegar num pedaço de merda pelo lado limpo."
Nota dez!

terça-feira, 15 de outubro de 2024

DESPEDIDA DA PREFEITURA

Texto de Aloisio Guimarães 

O que SERÁ QUE quer dizer um prefeito, que não conseguiu se reeleger, NO seu discurso DE DESPEDIDAS da prefeitura?

dEVE SER MAIS OU MENOS ASSIM:

Meus queridos conterrâneos,

TraduzindoSeus ingratos filhos da puta,

Os últimos quatro anos foram magníficos no desenvolvimento da nossa querida cidade.

TraduzindoQuis o destino me livrar dessa cidade bosta, atrasada e sem futuro.

Gostaria de deixar meus agradecimentos a todas as pessoas que de alguma forma me ajudaram durante todos estes anos. São inúmeras, mas algumas delas merecem ser citadas, pelo trabalho árduo, diário e dedicado ao progresso da nossa querida cidade:

Traduzindo: Agora vou dizer quem foram todos os safados que transformaram a minha administração num inferno durante todos esses anos. Existem muitos outros filhos da puta, mas não consigo lembrar o nome de todos:

• Em primeiro lugar, meu muito obrigado ao conterrâneo Roberto, Presidente da Câmara de Vereadores, que nunca mediu esforços para colocar em pauta os projetos de interesse da população;

TraduzindoUm grandíssimo safado, que passou quatro anos colocando a faca no meu pescoço, exigindo a nomeação de parentes seus como Secretário do Município e em outros Cargos Comissionado, para aprovar qualquer bobagem enviada para a Câmara;

• Ao Manoel, meu vice prefeito, companheiro de luta em defesa da nossa cidade;

TraduzindoEsse traidor filho da puta, sempre me apunhalando pelas costas, que passou todo o meu mandato tramando contra mim, na esperança de que os vereadores cassassem o meu mandato, para ele assumir o meu lugar;

• Minha eterna gratidão a Pedro, meu Chefe de Gabinete ao longo desta jornada, pela competência, dedicação, conselhos e até reprimendas particulares, dadas nos momentos certos;

TraduzindoUm corno filho da puta, que jamais cumpriu sequer uma das suas obrigações. Sempre com um rei na barriga, a única coisa que fez foi sujar a reputação da minha administração, tratando mal a população;

• Ao meu amigo-irmão Carlos, Secretário da Fazenda, pelo enorme zelo com a arrecadação municipal e vigilante com as despesas com o dinheiro público;

TraduzindoUm verdadeiro ladrão, que vivia fazendo conchavos nas licitações, para receber propina dos fornecedores;

• Para toda a equipe da Secretaria de Administração, em especial para a senhora Marta, do RH, pela simpatia, disposição permanente em cuidar dos nossos servidores;

TraduzindoUma velha e decadente vaca do RH, que trepa com gato e cachorro, sempre atendeu os servidores dando patadas e de mau humor. Só chegou até aqui e não foi demitida porque é rapariga do presidente do meu partido;

• À Equipe de TI, pela rapidez em solucionar os problemas, permitindo um atendimento ágil e eficaz aos nossos munícipes;

TraduzindoVerdadeiros patifes, que demoram uma eternidade para resolver qualquer problema besta em nossos computadores. Se acham o supra sumo da informática e ainda aproveitam o que sabem para roubar peças dos computadores da prefeitura;

• Aos Servidores Públicos, pela dedicação em contribuir com a nossa administração;

Traduzindo: Uma cambada de preguiçosos, que só vivem atendendo mal a população, que não nunca querem trabalhar, nunca querem bater ponto e passam o tempo todo querendo aumento de salários e hora-extra;

• Aos Servidores de Cargo Comissionado, que muito me ajudaram a resolver os problemas do município;

Traduzindo: Verdadeiros sanguessugas do dinheiro público, que tive que engolir durante esses últimos quatros anos, porque eu tinha a obrigação de pagar meia dúzia de votos que me deram na eleição passada. Além de não fazer nada, esses vermes recebiam várias diárias para passear Brasil a fora, às custas do povo, sob a desculpa de fazer um desses cursos de “aperfeiçoamentos em administração pública”;

• À senhorita Bruna, minha secretária, meu braço direito, pelo carinho, amizade e dedicação na árdua tarefa em ajudar a administrar a prefeitura;

Traduzindo: Uma puta que me seduziu e depois ficou me chantageando, exigindo gratificação, horas-extras e presentes caros, para não abrir o bico para minha mulher;

• Por fim, ao Prefeito que assume, depois de uma eleição limpa e amigável, entrego a ele uma Prefeitura moderna, saneada e enxuta, possibilitando que ele faça uma administração de sucesso e voltada para o desenvolvimento da nossa cidade.

Traduzindo: Um canalha, que passou a campanha todo me difamando. Quero que ele se foda e foda com todos, aumentando impostos e taxas do município, que é o que esses ingratos merecem. Já fiz a minha parte para que a sua administração seja um fracasso: deixo dívidas com fornecedores, deixo três folhas de pagamento em atraso e dezenas de cargos comissionados nomeados.

Tenho orgulho de ter feito parte desta equipe maravilhosa.

TraduzindoFodam-se todos vocês,

Um dia voltaremos a trabalhar juntos...

Traduzindo: Um dia, vocês vão me pagar... Ora se vão!

Um abraço e o meu muito obrigado!

Traduzindo: Vão todos tomar no olho do cu!

segunda-feira, 30 de setembro de 2024

O NOSSO PROFESSOR PARDAL

Texto de Aloisio Guimarães 

Toda cidade tem o seu cientista e minha querida Palmeira dos Índios não fugiu a esta regra. Se alguém lhe disser que mora ou que morou em Palmeira dos Índios, pergunte-lhe se conheceu ou já ouviu falar do Ciço Aluado. Se ele responder que não, é um mentiroso, nunca morou na “Terra dos Xucurus”.
- E quem foi Ciço Aluado?
Ciço Aluado foi o maior cientista que nossa cidade já teve! Era filósofo, mecânico, fogueteiro, meteorologista... E ainda por cima, ele foi um ilusionista de mão cheia. O homem era um pesquisador nato, muito embora não tivesse instrução superior.
O seu apelido “Aluado”, surgiu por conta das suas constantes experiências, nos mais diversos campos da imaginação. E, os mais exagerados, afirmavam que ele era capaz de conversar com a lua (sic)!
Sempre no seu inconfundível Jeep, com as mãos sujas de graxa, Ciço Aluado foi uma daquelas figuras marcantes, queridas e inesquecíveis de nossa terra. A todos, ele costumava dizer que era capaz de fazer chover, em plena seca, se lhe dessem os meios que precisava.
Durante as festas de Natal e Ano Novo, na velha Praça da Independência, um dos momentos mais esperados, por "hômimulé e mininu", era a queima dos fogos do Ciço Aluado. Todo mundo ficava encantado quando viam os fogos queimarem ao longo de um circuito cheio de peripécias e rodas de fogos, iguais aos que víamos somente nos filmes de faroeste, em cenas que retratavam as festas mexicanas em homenagem a Nossa Senhora de Guadalupe.
Eu e meu irmão Casé, fomos testemunhas de uma das experiências do nosso "herói", cujo relato é o seguinte:
Estávamos no “Senadinho”, bar do meu pai, já citado em outros causos, quando chega Ciço Aluado e pede uma lapada de cachaça. Nesse momento, a turma que lá estava (Geraldo Prata, Nilo Barros, Itamar Malta, Dirceu Souza, entre outros) desafia Ciço Aluado para fazer alguma experiência rápida, ali e agora.
O nosso “Professor Pardal” não fugiu à luta! Foi no seu velho Jeep, voltou com um pedaço de Bombril e o colocou justamente dentro do seu copo, que ainda restava um pouco de cachaça. Depois, olhando para todos os presentes, profetizou:
- Daqui a pouco, isso vai pegar fogo.
Ninguém soube até hoje o que peste o Ciço Aluado fez, mas a bobônica do Bombril pegou fogo mesmo! Todo mundo ficou de queixo caído.
Até hoje, de vez em quando, coloco um pedaço de Bombril num copo, com cachaça, e fico esperando ele incendiar e nada acontece...
Com certeza, ele deve estar conversado com o Criador, dando ideias para reinvenção do mundo.

quinta-feira, 26 de setembro de 2024

SE CHUPAR, NÃO DIRIJA

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

O caso é antigo, mas interesante:
Em Cariacica, município capixaba da região metropolitana de Vitória, assim que a Lei Seca foi implantada, um homem teve sua carteira de motorista apreendida em função de o bafômetro ter indicado índice de alcoolemia igual a 0,60 g álcool/L.
O condutor do veículo alegou que não fez uso de bebida alcoólica na noite do flagrante e que a possível causa do delito seria a presença de álcool na composição do desodorante íntimo de sua namorada.
Paulo, 49 anos, professor universitário, voltava do motel com sua namorada na madrugada da última segunda-feira (12/08/13) quando foi abordado por uma blitz do batalhão de trânsito da Polícia Militar do Espírito Santo, na rodovia BR 262.
Diante da acusação de embriaguês proferida pelo etilômetro o professor revelou que, momento antes do flagrante, estava fazendo sexo oral em sua namorada e que a mesma usava um desodorante íntimo que poderia conter álcool em sua composição.
Paula, 19 anos, estudante de Pedagogia, confirmou o uso do higienizador íntimo e revoltada acusou os policiais de preconceito. Segundo Paula, “estes caras são uns idiotas. Devem gostar de mulher fedida. Com tanto bandido na rua eles ficam querendo prejudicar quem se cuida e é cheirosinha. Preconceito puro. Aposto que a mulher deles deve cheiro catupiry até na virilha”.
O sargento Roberto, em entrevista, afirmou que “a forma como o álcool é ingerido não faz diferença para o código nacional de trânsito".
Fica o alerta para moças que fazem uso deste tipo de produto: além de tirar o sabor natural da perseguida ainda podem incriminar namorados.
Os nomes das personagens foram trocados, para evitar constrangimentos.

quinta-feira, 19 de setembro de 2024

EU SOU HOMEM

Texto de Aloisio Guimarães

Janjão era um matuto que morava em Maribondo, uma pequena cidade alagoana, que fica entre Belém e Atalaia. Como ele era um sujeito bonitão e tinha namorado quase todas as moiçolas bonitas da cidade, Janjão gozava da fama de ser um legítimo garanhão.
Não tinha matutinha maribondense que Janjão não tentasse namorar.
O que o povo não sabia era que Janjão “nunca chegava aos finalmentes” com as suas namoradas porque, por debaixo dos panos, quando viajava para outras cidades, o que ele gostava mesmo era “queimar a rosquinha”. Era um verdadeiro “viado colírio”: dava tanto, mas dava tanto, que no outro dia tinha que passar colírio no “olho do boga”, de tão ardido que ele ficava!
Contam que em certa ocasião Janjão veio a Palmeira dos Índios, visitar Pedrão, amigo de infância, que, depois de vários anos, estava de volta de São Paulo, para onde tinha ido ganhar a vidaRecordações mil; papo maravilhoso, regado a várias dúzias de cerveja e muito tira-gosto. Em determinado instante da conversa, já meio bêbado, Janjão perguntou:
- Pedrão, cabra véio, estou pocando... Onde é o banheiro?
- É ali... Vamos lá, que eu também vou... - respondeu Pedrão.
Lá no sanitário, quando Janjão viu o tamanho do "instrumento" de Pedrão, endoidou e assumiu de vez:
- Vixe, Pedrão, que coisa linda e maravilhosa! É o meu sonho de consumo! Eu quero ser “sua”, aqui e agora!
Como ”cu de bêbado não tem dono” e cachaça é má conselheira, ali mesmo o Pedrão enrabou o amigo. Apesar do tamanho avantajado da “coisa” de Pedrão, Janjão não deu um pio sequer e nem derramou nenhuma lágrima. Terminado o “serviço”, Janjão, embora feliz da vida, comenta:
- Pedrãozinho, amor, não sei como a sua mulher aguenta... Você é um verdadeiro cavalo batizado!
- Oxênte, menino, ela aguenta da mesma maneira que você aguentou: caladinha da silva!
Então, Janjão respondeu na bucha:
- Mas eu sou homem! 

quarta-feira, 4 de setembro de 2024

A DOADORA DE SANGUE

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

Zulmira era conhecida pelas carolas da igreja Arapiraca, Alagoas, cidade, onde morava, como uma moça trabalhadora, ingênua, caridosa e recatada, pela maneira de se vestir e andar.
Certa vez, comovida com os apelos das autoridades médicas, para doar sangue às vítimas de uma catástrofe que se abateu sobre a cidade vizinha, compareceu a um dos postos de coleta de sangue.
- Você já doou sangue alguma vez? - perguntou o médico.
- Não, doutor, essa é a primeira vez...
Assim, como seria a primeira vez que ela doaria sangue, o médico observou:
- Então, precisamos calcular quanto sangue poderá ser retirado. Quanto você costuma perder durante a menstruação?
Diante desta observação, Zulmira não entendeu bem a pergunta, "saiu do armário" e respondeu:
- Acho que uns R$ 5.000,00...

terça-feira, 27 de agosto de 2024

A VINGANÇA DO TUPÃ

Texto de Aloisio Guimarães

Na nossa juventude, anos 60/70, era muito comum que a Formatura de Conclusão do Curso Ginasial (Ensino Fundamental), Curso Pedagógico (Professora) ou do Curso Científico (Ensino Médio) fosse comemorada com muita pompa, inclusive, com um baile.
Era um tempo em que a mulher não bebia e não fumava. Por isso, se não tivesse uma aparência de um galã de cinema, o "bafo de cana" de um rapaz, após tomar uns drinks, tornava quase impossível ele conseguir dançar com alguma garota.
Nesse tempo, morava em Palmeira dos Índios um rapaz chamado Sebastião Tupã, bastante conhecido da população local porque era filho de uma tradicional família palmeirense. O seu pai, "seu" Caetano, era um próspero comerciante, dono da melhor mercearia da cidade, até a chegada dos supermercados, motivo de quebradeira dele e de outros pequenos comerciantes.
De constituição forte, Sebastião Tupã era um sujeito moreno, espirituoso, solteirão convicto e fazia parte daquele grupo de rapazes que bebia para criar coragem para falar com as moças nas festas e bailes da cidade.
Contam que, num determinado sábado, era realizado no Aero Clube (o principal clube social de Palmeira dos Índios) o tradicional "Baile da Primavera", com a finalidade de arrecadar fundos para as despesas da formatura do Curso Científico da meninada do Colégio Pio XII.
Pois bem, começa o baile e lá estava presente o Sebastião Tupã, como sempre, tomando seu "Cuba Libre" (Montilla, Coca-cola, gelo e limão) e louco para dançar. Lá pelas tantas, ele se engraçou de uma garota que estava sentada à mesa em frente e foi convidá-la para dançar, lembrando que, antigamente, ninguém dançava sozinho no meio do salão; nem mesmo homem com homem e mulher com mulher, soltos, como hoje. Homem dançava com mulher e agarradinhos.
- A senhorita que me dar o prazer desta dança? - perguntou Tupã à jovem.
- Estou cansada... - respondeu a jovem donzela, com a clássica desculpa, mesmo não tendo dançado ainda.
Contrariado, Tupã retornou para a sua mesa e voltou a bebericar. Depois de certo tempo, ele voltou a convidá-la, tendo recebido a mesma resposta:
- Estou cansada...
Depois da décima tentativa do Tupã, a moça, querendo se livrar dele, de uma vez por todas, resolveu aceitar, mas disse-lhe que seria apenas uma única música.
- Tudo bem... - concordou o Tupã, já maquinando a sua desforra.
Após instantes no meio do salão, o Tupã abanou a mão na frente do nariz e falou para a moça, bem alto, para que todos o ouvissem:
- Você peidou! Peidona!
Dito isto, deixou a garota sozinha no meio do salão e saiu. Não precisa dizer mais nada sobre a vergonha que ela passou.
Com certeza, desse dia em diante, ela nunca mais negou dança a homem nenhum, com ou sem "bafo de cachaça".

quarta-feira, 21 de agosto de 2024

PILÃO, O BOM SAMARITANO

 Texto de Aloisio Guimarães

Em Palmeira dos Índios, como em qualquer outra cidade do mundo, sempre existiram figuras folclóricas. Já tive oportunidade de falar sobre algumas delas no texto "MALUCO BELEZA". Entretanto, outras personagens interessantes da “Terra do Xucurus” também merecem ser lembradas; não pela loucura, mas por outros detalhes bastante singulares.
Para esclarecimento dos mais jovens, antigamente, café em pó industrializado era coisa de rico. A maioria das famílias torrava seu café na própria casa e depois esfarelavas os grãos, em um pilão, para torná-lo pó. O pilão é um tronco de madeira, com uma cavidade nas pontas - onde se colocava o café, para ser triturado com a "mão de pilão" (pedaço de madeira, roliço, liso, pesado e cerca de 70 cm de comprimento).
A figura palmeirense que atendia pelo apelido de “PILÃO” era um moreno, estatura mediana, físico forte e usava bigodes. Desempregado, ganhava a vida fazendo bicos, principalmente como misto de garçom e ajudante de casa de jogo/bar de sinuca, que ficava na Praça da Independência, perto do extinto Cine Moderno. Como não tinha emprego fixo, mas era da vida boêmia, ele costumava “serrar” (pedir e conseguir na lábia) seus tragos de pinga tanto dos seus conhecidos como também dos frequentadores dos bares da cidade.
O que fazia Pilão bastante conhecido e temido pela “turma do copo” era um fato inusitado: conta a lenda que Pilão, além de ter sido agraciado com um “instrumento de respeito”, tipo "mão de pilão", daí o seu apelido, costumava fazer a gentileza de levar os bêbados da cidade para as suas casas. E, como diz o ditado que “cu de bêbado não tem dono”, diziam que o Pilão “costumava cobrar pelos seus serviços”, enrabando todos eles!
A gozação era tanta que, quando alguém era visto nas ruas, de ressaca e andando bem devagar, a turma logo comentava:
- Parece que o Pilão levou esse ai para casa...
Durante muito tempo em Palmeira dos Índios, sempre que um sujeito gozador encontrava algum bêbado pelas ruas da cidade, logo lhe avisava:
- Parêia, toma cuidado que o Pilão vem vindo aí...
Sabedor da fama do Pilão, o bebum, ao ouvir tal comentário, imediatamente se levantava e saia correndo, com mais de mil! 
Felizmente, nos “tempos áureos” do Pilão eu era menino e nem bebia. Hoje, passados muitos anos, longe da minha terra, não sei informar se ele ainda é vivo e se continua “fazendo a caridade” de levar os “pés de cana” em casa.
Pilão, graças a Deus, eu só o conheci de vista. Diziam as más línguas que ele tinha levado muita "gente boa" para casa...
Agora, só para nós dois, se você conheceu o Pilão, fala a verdade:
- Você é daqueles que trazem boas recordações do Pilão ou é daqueles que fazem questão de esquecê-lo?

quarta-feira, 26 de junho de 2024

ABAIXO A LEI DA GRAVIDADE!

Texto de Aloisio Guimarães

Uma das mais memoráveis campanhas eleitorais já ocorridas em Palmeira dos Índios se deu no ano de 1969, quando concorreram ao cargo de prefeito, de um lado, o pecuarista Minervo Pimentel e, de outro, o empresário Noé Simplício, até então um dos homens mais ricos do nosso estado.
Apresentaram-se para os eleitores com duas ideologias políticas distintas: Minervo, com o slogan “COM DEUS E O POVO”, se apresentou como sendo o defensor dos humildes, contrapondo-se à elite palmeirense, representada na figura de Noé.
Tinham compleições físicas diferentes: Minervo era baixinho; bigodinho no rosto; óculos de grau, com armação grossa, de cor preta; rosto moldado pelo trabalho árduo... Noé tinha estatura mediana, fala mansa, boa cultura, aparência de nobreza e riqueza...
Lembro-me que, quando criança, comprei muito leite a dona Lourdes (esposa de Minervo) e muito cigarro (para o bar do meu pai) no armazém de Noé.
Voltando ao causo...
Foi uma eleição acirrada e disputada voto a voto. Quem viveu nessa época jamais vai esquecer o dia do encerramento da campanha política. Neste dia, o comício de Noé acontecia na Praça da Independência e, por volta das 11 da noite, no final dos discursos, eis que, do outro lado da praça, surge uma passeata de Minervo Pimentel, com ele sendo carregado nos braços do povão. Todos que estavam no comício do Noé, sem exceção, ficaram impressionados com a multidão que seguia Minervo Pimentel.
Pois bem, contados os votos, Minervo foi eleito prefeito de Palmeira dos Índios por apenas 6 (seis) votos. Isso mesmo, meia dúzia de votos!
A elite da cidade nunca engoliu essa derrota e procurou transformar o prefeito em um ser analfabeto, numa figura folclórica, criando diversas histórias a seu respeito.
Uma das mais citadas é a seguinte:
A companhia de abastecimento de água do estado - CASAL - estava ampliando o sistema de distribuição de água de Palmeira dos Índios e necessitava construir um novo reservatório. Como todo prefeito quer mostrar suas obras ao povo, Minervo defendia a tese de construir o tal reservatório na parte baixa da cidade, em um local em que a população pudesse vê-lo nitidamente. Acontece que os técnicos da companhia de água alegaram que, por economia, o reservatório deveria ser construído na parte alta, uma vez que a distribuição da água respeitaria a famosa “Lei da Gravidade”, de Isaac Newton.
Ao ouvir tal alegação, o prefeito teria dito:
- Que Newton que nada! Quem manda nessa cidade é o prefeito e o prefeito sou eu!
Dito isso, chamou o vereador Jaime Guimarães, seu líder na Câmara Municipal, e ordenou:
- Jaime, reúna imediatamente os vereadores e elaborem uma lei para derrubar essa tal Lei da Gravidade.
No outro dia, o vereador Jaime Guimarães volta e lhe comunica:
- Senhor Prefeito, não podemos derrubar a tal lei porque ela não é uma lei municipal, ela é uma lei federal.
De uma tacada só, atingiam não somente o prefeito, mas também um de seus filhos, engenheiro e conceituado Professor de Física.
A história ganhou repercussão nacional, sendo noticiada na página 12 do Jornal do Brasil, edição de 10 de junho de 1971 e serviu de texto para piadas com prefeitos pelo Brasil afora.
Imposição ou não do prefeito, existe um reservatório construído na parte baixa da cidade.
Gozação à parte, Minervo Fernandes Pimentel foi um dos melhores prefeitos que Palmeira dos Índios já teve. Quem estudava no Colégio Estadual Humberto Mendes (à época um dos melhores colégios do estado) ou morava nas suas imediações, sabe muito bem o benefício trazido por uma ponte por ele construída e logo batizada pelo povo de “MINERVÃO”.
Em minha opinião, o seu único “pecado” foi ter acabado com a bela Praça das Casuarinas.
Como homem e administrador, Minervo Fernandes Pimentel foi uma reserva moral de Palmeira dos Índios.

quarta-feira, 19 de junho de 2024

RECORDES SEXUAIS

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

Os dados sexuais que mostrarei abaixo, foram recebidos por e-mail, enviado por um amigo interessado no tema. 
Fake ou não, resolvi publicá-los aqui no meu humilde blog, acreditando que a maioria deles seja verdade.
• A MAIOR OFERTA POR SEXO
Um homem anônimo ofereceu US$ 3,8 milhões para ter a chance de ser a primeira pessoa a transar com a jovem Natalie Dylan. A garota rejeitou a proposta. Será que achou pouco? Se for, pense num cabaço caro da gôta serena.
• O MAIOR NÚMERO DE PARCEIRO SEXUAIS NO MESMO DIA
Durante a Eroticon 2004, Lisa Sparx, uma atriz pornô norte-americana, transou com 919 homens em um único dia. Essa pode dizer que "aguenta cacete".
• O MAIOR PÊNIS DO MUNDO
Jonah Falcon é considerado o homem mais bem dotado já documentado. Seu pênis mede 34 centímetros. Então o "negão do zap" é lenda?
• A PRÁTICA SEXUAL MAIS PERIGOSA
Pode parecer incrível, mas uma das técnicas sexuais mais arriscadas é soprar com vigor dentro da vagina da parceira. Acidental ou intencionalmente, esta ação pode ser letal. A morte ocorre por embolia pulmonar (obstrução de uma artéria), e ela acontece de forma repentina em torno de 30 minutos a partir dos primeiros sintomas. Portanto, muito cuidado, chupe, mas não sopre!
• A MAIOR SURUBA DE TODOS OS TEMPOS
Este recorde pertence ao Japão. A maior orgia já registrada envolveu 250 casais, que transaram juntos, mas de forma ordenada, num grande salão fechado. Se alguém ouviu a situação de longe, deve ter pensado que ali estava acontecendo um massacre, devidos aos milhares de gritinhos e sussuros de prazer!
• A EJACULAÇÃO MAIS LONGA
Pensou num homem potente? Pois esse homem existe. Ele é Horst Schultz. Na hora do prazer, o jato de sêmen dele alcançou 6 metros de distância. Ele também bateu o recorde de altura (3,65 metros) e de velocidade (68,2 km/h). Para quem não entendeu, para medir tudo isso, o prazer foi obrigatoriamente manual, ou seja na tradicional e velha punheta. 
A MASTURBAÇÃO MAIS DEMORADA
Um homem chamado Masanobu Sato participou do evento World Masturbate-a-thon 2009 (literalmente “Maratona Mundial de Masturbação 2009”), realizada pelo Centro de Sexo & Cultura de São Francisco, nos EUA, e bateu o recorde de tempo no ato: foram 9 horas e 58 minutos. Conclusão: um punheteiro de marca maior.
• O ORGASMO MAIS LONGO
Um estudo realizado pela Masters and Johnson em 1966 registrou uma mulher que teve um orgasmo de 43 segundos de duração e 25 contrações sucessivas. Sem dúvidas, uma mulher feliz...
• A MAIOR QUANTIDADE DE SEMEN ENGOLIDA
Michelle Monaham teve 966 ml de sêmen extraído de seu estômago em Los Angeles, em julho de 1991.
• A VAGINA MAIS FORTE DO MUNDO
A russa Tatiata Kozhevnikova, então com 42 anos, pode dizer ao mundo que tem uma super xoxota, depois de bater o recorde mundial, ao levantar 14 kg presos na sua vagina.
• O MAIOR NÚMERO DE ORGASMO
Há 22 anos, os médicos William Hartman e Marilyn Fithian, do Centro de Estudos Matrimoniais e Sexuais, em Long Beach, Califórnia, vêm registrando recordes de resposta orgásmica em laboratório. Até hoje, a quantidade máxima de orgasmos já contabilizados em uma hora foi de uma mulher: 134. Já o recorde dos homens foi de humildes 16. Uns verdadeiros gozadores.
• A MAIOR CORRENTE DAISY
Também chamada de spintriae, a Corrente Daisy é uma fila de pessoas ligadas por união sexual entre genitálias e orifícios. Nojento? Pois não era o que pensava o grande imperador romano Tibério (14-37 a.d.), fã dessa prática. Frequentemente ele aplicava o “conceito” em suas orgias públicas. Estima-se que o número de participantes destes eventos chegava a 30 pessoas ou mais.

sábado, 15 de junho de 2024

BAJULAÇÃO PARAIBANA

 POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

Para melhor entendimento do texto por parte dos homens puros e das moças donzelas recatadas, devo esclarecer que o termo "maranhão" (em alguns recantos do nordeste brasileiro) assim como "caralho-de-asas" (em todo Brasil), dizem respeito ao órgão reprodutor masculino, ou seja, o pênis.

Isto posto, vamos aos fatos:


Contam que José Maranhão, ex-governador da Paraíba, conhecia um pouco de aviação uma vez que tinha sido piloto de avião. E foi graças aos seus conhecimentos aeronáuticos que ele conseguiu evitar um superfaturamento de 80% em um serviço mecânico realizado no avião do governo do estado, quando, pessoalmente, fiscalizou a execução dos serviços.
A Secretaria de Imprensa do governo paraibano tratou de logo de alardear, aos quatro cantos, a atitude do governador, dando ares de heroísmo e austeridade administrativa, procurando passar essa imagem do governador para todo o Brasil.
Depois disto, os bajuladores de plantão, aonde quer que fosse o governador, passaram a cumprimentá-lo sempre associando a sua pessoa ao tema "Aeronáutica".
Durante uma visita ao sertão paraibano, o governador foi recebido por várias autoridades da região, que foram cumprimentá-lo. E, como sempre acontece, um bebum, "enxerido", também estava presente e fazia questão de também apertar a mão do honesto governador.
Começa a sessão de beija-mão, onde cada um dos "lambe-botas", saúda o governador à sua maneira:
- Governador Maranhão, o senhor é a verdadeira "Águia da austeridade"!
- Governador Maranhão, o senhor é um verdadeiro "Santos Dumont da aviação"!
- Governador Maranhão, o senhor é um verdadeiro "Falcão voador"!
- Governador Maranhão, o senhor é um verdadeiro "Condor dos ares"!
Ao ouvir tanta baboseira de políticos, querendo agradar ao governador para conseguir "uma boquinha nas tetas do estado", o bêbado grita, para todo mundo ouvir:
- Governador, o senhor já não é mais nenhum "maranhão"; o senhor é um verdadeiro "carai-de-asa"!