domingo, 21 de dezembro de 2014

MONÓLOGO DO NATAL

AUTORIA: ALDEMAR PAIVA
Eu não gosto de você, Papai Noel!
Também não gosto desse seu papel de vender ilusões à burguesia. Se os garotos humildes da cidade soubessem do seu ódio à humildade, jogavam pedra nessa fantasia.
Você talvez nem se recorde mais... Cresci depressa, me tornei rapaz, sem esquecer, no entanto, o que passou:
Fiz-lhe um bilhete, pedindo um presente e a noite inteira eu esperei, contente, chegou o sol e você não chegou.
Dias depois, meu pobre pai, cansado, trouxe um trenzinho feio, empoeirado, que me entregou com certa excitação. Fechou os olhos e balbuciou:
- É pra você, Papai Noel mandou...
E se esquivou, contendo a emoção.
Alegre e inocente nesse caso, eu pensei que meu bilhete com atraso, chegara às suas mãos, no fim do mês.
Limpei o trem, dei corda, ele partiu dando muitas voltas...
Meu pai me sorriu e me abraçou pela última vez. O resto eu só pude compreender quando cresci e comecei a ver todas as coisas com realidade. Meu pai chegou um dia e disse, a seco:
- Onde é que está aquele seu brinquedo? Eu vou trocar por outro, na cidade...
Dei-lhe o trenzinho, quase a soluçar e, como quem não quer abandonar um mimo que nos deu, quem nos quer bem, disse medroso:
- O senhor vai trocar ele? Eu não quero outro brinquedo, eu quero aquele. E por favor, não vá levar meu trem.
Meu pai calou-se e pelo rosto veio descendo um pranto que, eu ainda creio, tanto e tão santo, só Jesus chorou! Bateu a porta com muito ruído, mamãe gritou; ele não deu ouvidos, saiu correndo e nunca mais voltou.
Você, Papai Noel, me transformou num homem que a infância arruinou. Sem pai e sem brinquedos. Afinal, dos seus presentes, não há um que sobre para a riqueza do menino pobre que sonha o ano inteiro com o Natal.
Meu pobre pai doente, mal vestido, para não me ver assim desiludido, comprou por qualquer preço uma ilusão e, num gesto nobre, humano e decisivo, foi longe pra trazer-me um lenitivo, roubando o trem do filho do patrão.
Pensei que viajara, no entanto, depois de grande, minha mãe, em prantos, contou-me que fôra preso. E, como réu, ninguém a absolvê-lo se atrevia. Foi definhando, até que Deus, um dia, entrou na cela e o libertou pro céu.
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MENSAGEM DE NATAL

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

Parece mentira, mas essa criatura é famosa porque consegue fazer isso mesmo.
Veja como ela comemora o Natal:
video
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SIMBOLOS DO NATAL

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES


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sábado, 20 de dezembro de 2014

ELAS OBSERVAM...

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

Um canal de televisão inglês resolveu fazer uma pesquisa, filmada e oculta, para saber se a mulherada é "observadora" no homem. Para isso, simulou um cara superdotado e colocou uma minúscula câmera no nosso "lugar estratégico".
Veja no que deu:
video
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A ROUPA

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES - RECEBIDO POR E-MAIL

Sem maiores preocupações com o seu vestir, um jovem médico conversa descontraído com o enfermeiro e o motorista da ambulância, quando uma senhora elegante chega e de forma ríspida, pergunta:
- Vocês sabem onde está o médico do hospital?
 Com tranquilidade, o médico respondeu:
 - Boa tarde, senhora, em que posso ser útil?
 Ríspida, ela retorquiu:
- Será que o senhor é surdo? Não ouviu que estou à procura do médico? Mantendo-se calmo, ele contestou:
- Boa tarde, senhora, o médico sou eu, em que posso ajudá-la?!?!
- Como?! O senhor?! Com essa roupa?!
- Ah, Senhora, desculpe-me! Pensei que a senhora estivesse procurando um médico e não uma vestimenta...
- Oh! Desculpe-me, doutor. Boa tarde... É que, vestido assim, o senhor nem parece um médico...
- Veja bem as coisas como são - disse o médico - as vestes parecem não dizer muitas coisas, pois quando a vi chegando, tão bem vestida, tão elegante, pensei que a senhora fosse sorrir educadamente para todos e depois daria um simpaticíssimo “bom tarde". Como se vê, as roupas nem sempre dizem muito...
MORAL DA HISTÓRIA:
Um dos mais belos trajes da alma é a educação.
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MULHER IDEAL

AUTORIA: ARNALDO JABOR

É melhor você ter uma mulher engraçada do que linda, que sempre te acompanha nas festas, adora uma cerveja, gosta de futebol, prefere andar de chinelo e vestidinho, ou então calça jeans desbotada e camiseta básica, faz academia quando dá, come carne, é simpática, não liga pra grana, só quer uma vida tranquila e saudável, é desencanada e adora dar risada, do que ter uma mulher perfeitinha, que não curte nada, se veste feito um manequim de vitrine, nunca toma porre e só sabe contar até quinze, que é até onde chega a sequência de bíceps e tríceps.
Legal mesmo é mulher de verdade.
E daí se ela tem celulite? O senso de humor compensa.
Pode ter uns quilinhos a mais, mas é uma ótima companheira. Pode até ser meio mal educada quando você larga a cueca no meio da sala, mas e daí? Porque celulite, gordurinhas e desorganização têm solução. Mas ainda não criaram um remédio para futilidade!
E não se esqueça: mulher bonita demais e melancia grande, ninguém come sozinho. 
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DIFERENÇAS ENTRE ELES E ELAS

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

A artista chinesa Yang Liu, lançou o excelente livro "Man Meets Woman", retratando, por meio de ilustrações, as diferenças entre homens e mulheres. Vale a pena comprá-lo.
Abaixo, algumas dessas ilustrações: 













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sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

A RÃ

AUTORIA: OLIVIER CLERC - ENVIADA POR REINADO MACEDO

Imagine uma panela cheia de água fria, na qual nada, tranquilamente, uma pequena rã.
Um pequeno fogo é aceso embaixo da panela, e a água se esquenta muito lentamente. Pouco a pouco, a água fica morna, e a rã, achando isso bastante agradável, continua a nadar,
A temperatura da água continua subindo...
Agora, a água está quente mais do que a rã pode apreciar; ela se sente um pouco cansada, mas, não obstante isso, não se amedronta.
Agora, a água está realmente quente, e a rã começa a achar desagradável, mas está muito debilitada; então, suporta e não faz nada.
A temperatura continua a subir, até quando a rã acaba simplesmente cozida e morta.
Se a mesma rã tivesse sido lançada diretamente na água a 50 graus, com um golpe de pernas ela teria pulado imediatamente para fora da panela. Isto mostra que, quando uma mudança acontece de um modo suficientemente lento, escapa à consciência e não desperta, na maior parte dos casos, reação alguma, oposição alguma, ou, alguma revolta.
Se nós olharmos para o que tem acontecido em nossa sociedade desde há algumas décadas, podemos ver que nós estamos sofrendo uma lenta mudança no modo de viver, para a qual nós estamos nos acostumando.
Uma quantidade de coisas que nos teriam feito horrorizar 20, 30 ou 40 anos atrás, foram pouco a pouco banalizadas e, hoje, apenas incomodam ou deixam completamente indiferente a maior parte das pessoas.
Em nome do progresso, da ciência e do lucro, são efetuados ataques contínuos
às liberdades individuais, à dignidade, à integridade da natureza, à beleza e à alegria de viver; efetuados lentamente, mas inexoravelmente, com a constante cumplicidade das vítimas, desavisadas e, agora, incapazes de se defenderem.
As previsões para nosso futuro, em vez de despertar reações e medidas preventivas, não fazem outra coisa a não ser a de preparar psicologicamente as pessoas a aceitarem algumas condições de vida decadentes, aliás, dramáticas.
O martelar contínuo de informações, pela mídia, satura os cérebros, que não podem mais distinguir as coisas...
Quando eu falei pela primeira vez destas coisas, era para um amanhã. Agora, é para hoje!
Consciência, ou cozido, precisa escolher!
Então, se você não está como a rã, já meio cozido, dê um saudável golpe de pernas, antes que seja tarde demais.
- NÓS JÁ ESTAMOS MEIO COZIDOS OU NÃO?

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