domingo, 25 de março de 2018

AVISO AOS NAVEGANTES

Texto de Aloisio Guimarães

SIGNIFICADO DOS DIAS DA SEMANA SANTA

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

· DOMINGO DE RAMOS
Começa a Semana Santa, dia em que se comemora a entrada de Jesus em Jerusalém. Nos dias de hoje, os fiéis levam para a igreja ramos, a fim de serem abençoados, como símbolo de sua fé.

· SEGUNDA-FEIRA SANTA
Neste dia, se reflete o momento de descanso de Jesus, na casa de uma família que Lhe era muito estimada, a casa de Seu amigo Lázaro (a quem Ele havia ressuscitado), e de Marta e Maria Madalena. (Jo 12, 1-11).

· TERÇA-FEIRA SANTA
É o dia, em que com grande tristeza, Jesus anuncia a Sua morte, causando grande sofrimento aos Seus discípulos. Anuncia também a traição e indica o traidor. Judas sai possuído por Satanás, para trair o seu mestre.

· QUARTA-FEIRA SANTA
É o 4º dia da Semana Santa, no Evangelho deste dia, é-nos apresentada a traição de Judas, descrevendo-nos como este foi ter com os chefes dos sacerdotes, a quem se ofereceu para trair Jesus. Aceita assim, trinta moedas de prata como recompensa da sua traição.  (MT 26,14-25).

· QUINTA-FEIRA SANTA
É o dia da Última Ceia de Jesus Cristo com Seus Apóstolos, onde Jesus humildemente lavou os pés dos Seus 12 discípulos. É no momento do lava-pés que Judas Iscariotes sai, para entregar Jesus em troca das 30 moedas de prata (Jo 13,1-15). Foi aqui, que Nosso Senhor Jesus Cristo instituiu o Santo Sacrifício como Sua eterna memória, e em Seu último discurso, encorajou os discípulos a amarem-se uns aos outros. Depois Jesus dirigiu-se ao monte de Getsêmani, tomou Consigo três discípulos, e começou a Sua agonia nos jardins, onde foi preso pelos judeus. É nesta noite que Jesus é preso, interrogado e ao amanhecer de sexta-feira, açoitado e condenado. A Igreja inicia a vigília ao Santíssimo, relembrando os sofrimentos começados por Jesus nesta noite.

· SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO
Relembra o dia em que Nosso Senhor Jesus Cristo é crucificado (após sua prisão, Jesus é julgado e açoitado; recebe a coroa de espinhos na cabeça; é levado à presença de Pilatos, e depois de condenado, carrega a Sua própria cruz até ao monte Calvário; ao meio-dia é crucificado entre dois ladrões e por volta das três da tarde, Jesus morreu... O Seu corpo foi depois retirado da cruz e colocado num sepulcro cavado na rocha. Neste dia, é praticado o jejum e a abstinência da carne, em sinal de penitência e respeito pela morte de Jesus Cristo.

· SÁBADO DE ALELUIA
Jesus permanece no sepulcro. Na Vigília Pascal, os fiéis ainda estão à espera, na esperança da ressurreição. Neste dia, inicia-se a Vigília Pascal, ao final do dia, e termina com o amanhecer da Páscoa.

· DOMINGO DE PÁSCOA
Dia da ressurreição, onde Jesus se levanta de Sua sepultura e vence a morte. É o dia do grande milagre! O dia em que Cristo volta à vida através da Sua Ressurreição de entre os mortos. É o dia em que se celebra a Vida, o Amor e a Misericórdia de Deus.

COMO MORRERAM OS APÓSTOLOS

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

• ANDRÉ: O PESCADOR DE HOMENS
Era filho de um pescador da Galiléia, de nome Jonas e era irmão de Pedro. Vivia em Cafarnaum e foi discípulo de João Batista, antes de ser apresentado a Jesus, a quem reconheceu como sendo o Messias e foi o seu primeiro apóstolo. Depois de ouvir de João Batista, a afirmação sobre Jesus: “Eis aqui o Cordeiro de Deus”, André comunicou as boas notícias ao seu irmão Simão Pedro: “Achamos o Messias” (João 1.35-42; Mateus 10.2). André pregou na Grécia e Ásia Menor. O lugar do seu martírio foi em Acaia (província romana que, com a Macedônia, formava a Grécia). Diz a tradição que ele foi amarrado a uma cruz em forma de xis (não foi pregado) para que seu sofrimento se prolongasse. Séculos mais tarde, seus restos mortais foram levados para Escócia. O navio que os transportava naufragou em uma baía que assim foi denominado a Baía de Santo André.
• BARTOLOMEU: O VIAJANTE
Tem sido identificado com Natanael. Natural de Caná de Galiléia. Recebeu de Jesus uma palavra edificante: “Eis aqui um verdadeiro israelita, em quem não há dolo” (Mateus 10.3; João 1.45-47) Exerceu seu ministério na Anatólia, Etiópia, Armênia, Índia e Mesopotâmia, pregando e ensinando. As fontes da Igreja Primitiva são muito confusas quanto a este apóstolo. Diz a lenda que ele foi morto a chicotadas e seu corpo foi colocado num saco, atado e jogado ao mar.  Alguns dizem que ele foi esfolado vivo e crucificado de cabeça para baixo e outros dizem que teria sido golpeado até a morte.
• FILIPE - O MÍSTICO HELENISTA
Natural de Betsaida, cidade de André e Pedro. Um dos primeiros a ser chamado por Jesus, a quem trouxe seu amigo Natanael (João 1.43-46). Diz-se que pregou na Frigia e morreu como mártir em Hierápolis, enforcado de encontro a um pilar em Hierápolis (Frígia, Ásia Menor).
• JOÃO: O BEM-AMADO
O apóstolo que recebeu de Jesus a missão de cuidar de Maria. “O discípulo que Jesus amava” (João 13.23). Pescador, filho de Zebedeu (Mateus 4.21), foi o único que permaneceu perto da cruz (João 19.26-27) e o primeiro a crer na ressurreição de Cristo (João 20.1-10). A tradição relata que João residiu na região de Éfeso, onde fundou várias igrejas. Na ilha de Patmos, no mar Egeu, para onde foi desterrado, teve as visões referidas no Apocalipse (Apocalipse 1.9). Após sua libertação teria retornado a Éfeso. Foi o que viveu mais tempo. Teve morte natural com idade de 100 anos.
• JUDAS TADEU: O PRIMO DE JESUS
Primo de Jesus. Foi quem, na última ceia, perguntou a Jesus: “Senhor, por que te manifestarás a nós e não ao mundo?” (João 14:22-23). Nada se sabe da vida de Judas Tadeu depois da ascensão de Jesus. É autor de uma das cartas do Novo Testamento (Carta de Judas). Diz à tradição que pregou o Evangelho na Mesopotâmia, Edessa, Arábia, Síria e também na Pérsia, onde foi martirizado juntamente com Simão, o Zelote. Vários estudiosos das escrituras acreditam que São Judas foi decapitado por carrascos que usavam como ferramenta o machado afiado. Esta era a pena capital mais usada pelos persas na época.
• JUDAS ISCARIOTES: O TRAIDOR
Era filho de Simão e traiu a Jesus por trinta moedas de prata. Temos duas interpretações para a sua morte: que ele se enforcou (Mateus 26:14-16; 27:3-5). E, em outro relato, que ele se atirou (Atos 1:18), todavia, Judas perdeu sua vida.
• MATEUS: O PUBLICANO
Filho de Alfeu, e também chamado de Levi. Cobrador de impostos (classe muito odiada na época de Jesus, por cobrarem impostos dos judeus para serem entregues às autoridade romanas) nos domínios de Herodes Antipas, em Cafarnaum (Marcos 2.14; Mateus 9.9-13; 10.3; Atos 1.13). Percorreu a Judéia, Etiópia e Pérsia, pregando e ensinando. Há várias versões sobre a sua morte. Teria morrido à espada na cidade de Etiópia.
• PEDRO: O PRÍNCIPE DOS APÓSTOLOS
O seu nome era Simão. O Primeiro do grupo dos Apóstolos. Pescador, natural de Betsaida. Confessou que Jesus era “O Cristo, o Filho do Deus vivo” (Mateus 16.16). Foi testemunha da Transfiguração (Mateus 17.1-4). Seu primeiro sermão foi no dia de Pentecostes. Segunda a tradição, sua crucifixão verificou-se entre os anos 64 e 67, em Roma, por ordem de Nero. Pediu para ser crucificado de cabeça para baixo, por achar-se indigno de morrer na mesma posição de Cristo. Assim, morreu sufocado com seu próprio sangue.
• SIMÃO: O ZELOTE OU O CANANEU
Dos seus atos como apóstolo nada se sabe. Está incluído na lista dos doze, em Mateus 10.4, Marcos 3.18, Lucas 6.15 e Atos 1.13. Julga-se que morreu crucificado. Seu passado também é muito obscuro, mesmo durante a vida de Cristo. Existe uma teoria que, por ele ser do partido dos Zelotes e todos os partidários foram massacrados por Roma em 70 d.C., quando os Zelotes tomaram Jerusalém, julga-se que morreu crucificado.
• TIAGO: O MAIOR
Filho de Zebedeu, irmão do também apóstolo João. Natural de Betsaida da Galileia, pescador (Mateus 4.21; 10.2). Eram chamados de "Filhos do Trovão", por Jesus. Foi o primeiro dos apóstolos a morrer pela fé. Por ordem de Herodes Agripa, foi preso e decapitado em Jerusalém, entre os anos 42 e 44.
• TIAGO: O MENOR
Filho de Alfeu (Mateus 10.3). Missionário na Palestina e no Egito, onde foi martirizado, provavelmente no ano 62. Escreveu uma das Epístolas Bíblicas. Foi precipitado de um pináculo do templo de Jerusalém ao solo; a seguir, foi atacado por se recusar a denunciar os cristãos, sendo apedrejado até a morte, por ordem do sumo sacerdote Ananias.
• TOMÉ: O ASCÉTICO
Só acreditou ressurreição de Jesus depois que viu as marcas da crucificação (João 20.25). Segundo a tradição, sua obra de evangelização se estendeu à Pérsia (Pártia) e Índia. Consta que seu martírio se deu por ordem do rei de Milapura, na cidade indiana de Madras, no ano 53 da era cristã. A seita "Cristãos Malabores de São Tomé" o considera seu primeiro líder e mártir; alguns historiadores dizem que morreu a flechadas enquanto orava.
DENTRE OS APÓSTOLOS QUE NÃO CONVIVERAM COM JESUS, TEMOS:
• LUCAS
Era médico. Recolheu inúmeros relatos (principalmente dos apóstolos) e escreveu seu Evangelho. Seus relatos são mais profundos, com uma atenção especial para com a infância de Jesus. Ele também escreveu o Ato dos Apóstolos. Foi enforcado em uma oliveira na Grécia.
• MATIAS
Oficialmente, ele é o 13º apóstolo, uma vez que foi escolhido para substituir Judas Iscariotes (Atos 1.15-26). Diz-se que exerceu seu ministério na Judéia e Macedônia. Teria sido martirizado na Etiópia.
• PAULO: O APÓSTOLO DOS GENTIOS
Também chamado de Saulo, era judeu, da tribo de Benjamim (Filipenses 3.5) e natural de Tarso, na Cilícia (hoje Turquia).  Paulo (Saulo de Tarso) era um soldado romano, chefe de uma guarnição que perseguiu e matou inúmeros cristãos até que, à caminho de Damasco, Deus falou com ele. A partir deste dia sua vida mudou e seu nome passou a ser Paulo, aquele que é o menor entre todos. De perseguidor de cristãos, passou a ser pregador do evangelho e perseguido. Enfrentou uma rejeição no início, pois o viam ainda como um perseguidor. Realizou três grandes viagens missionárias e fundou várias igrejas. Seguindo a tradição, ele foi decapitado em Roma, nos tempos de Nero, no ano 67 ou 70 (Atos 8.3; 13.9; 23.6; 13-20).

sábado, 24 de março de 2018

A PAIXÃO DE CRISTO

POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES
 
Contam que o dono de um desses famosos “Circos de Lona”, um misto de circo e teatro, de passagem por uma cidadezinha do interior do Brasil, tomando conhecimento que a população local era extremamente religiosa, resolveu encenar a peça "A Paixão de Cristo", durante a Sexta-Feira Santa.
Para ter um grande público durante a apresentação da peça teatral e com isto ganhar mais dinheiro, claro,  resolveu escolher parte do elenco entre os habitantes local. Usando de esperteza, procurou agradar à mulherada e logo convidou para o papel principal, o de "Jesus Cristo", lógico, o cara mais “gato” da cidade.
Escolhido o elenco, começaram, “a todo vapor”, os ensaios para a apresentação da peça...
Acontece que, dias antes do evento, o dono do circo soube que “Jesus” estava "comendo" a sua mulher.
Embora bastante furioso, o "corno-empresário" chegou à conclusão que não podia fazer nenhum escândalo, caso contrário, acabaria com a peça e perderia todo o dinheiro que já tinha investido na montagem do espetáculo. Mas, mesmo assim, ele tinha que arranjar uma maneira de se vingar. Pensou, pensou, pensou... Na véspera da estreia, ele reuniu o elenco e comunicou que também iria atuar na peça, fazendo o papel do "centurião" que açoita Jesus .
- Mas como? - reclamaram todos - Você não ensaiou nada!
- Não é preciso ensaiar porque o centurião não fala - respondeu o chifrudo.
Mesmo sem gostar, o elenco teve que aceitar; porque, afinal, o cara era o dono do show.
Chegou o grande dia...  
A cidade, em peso e em suspense, estava na pracinha da Igreja... No momento mais solene da peça, a plateia, chorosa e em profundo silêncio, assistia "Jesus" carregando a pesada cruz, sofrendo muito e pagando os nossos pecados... Então, o “centurião” começa a dar-lhe as famosas chicotadas... Só que, agora, chicotadas verdadeiras!
- Porra, cara, tá me machucando... - reclamou ”Jesus”, em voz baixa.
- É para dar mais veracidade à cena... - respondeu o “centurião”.
E tome mais chicotadas: leptleptlept... Era o “chicote véio” comendo solto no lombo de "Jesus", até o momento em que “Jesus”, que já reclamara bastante, enfureceu-se de vez, largou a cruz no chão, puxou uma faca-peixeira, partiu pra cima do “centurião” e começou a gritar:
- Vem, seu desgraçado! Vem cá, que eu vou te ensinar a não bater num indefeso!
O “centurião” saiu correndo e “Jesus”, com a peixeira na mão, correndo atrás dele... Então, a plateia, toda em delírio, começou a gritar:
- É isso aí, Jesus! Fura o bucho desse "fio da peste", Jesus! Mata ele, Jesus! Mostra para esse “cabra de pêia” que aqui não é Jerusalém não!
Haja religiosidade!