sexta-feira, 31 de outubro de 2014
terça-feira, 28 de outubro de 2014
CALMA, MINHA GENTE...
POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES
Tão logo saiu o resultado das urnas das eleições 2014,
onde a presidente Dilma Rousseff foi reeleita, com certa dificuldade, a vereadora Eleika Bezerra
(PSDC), 71 anos, professora aposentada da UFRN, Natal, Rio Grande do Norte, apresentou sua proposta para a nova divisão territorial do Brasil, tomando por base o resultado do pleito eleitoral.
Na sua proposta, o nosso país seria
dividido em dois: "NOVA CUBA", formado pelos estados do Norte e
Nordeste, as mais "pobres" do país, onde o programa Bolsa Família influiu
decisivamente no resultado das eleições (a presidente reeleita ganhou em todos
os estados) e o "BRASIL", formado pelos demais estados, com exceção
de Minas Gerais, que seria implodido para dar lugar a um lago. Ressalte-se que
Minas Gerais é o estado do candidato Aécio Neves, derrotado nas eleições e também no seu estado.
Calma, gente. Não é assim que vamos resolver nossos problemas. A polêmica é evidente.
quarta-feira, 22 de outubro de 2014
ENTROU PELO CANO
POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES
Em Concepción,
no Chile, uma dupla de ladrões foi flagrada tentando roubar a bolsa de uma
passageira de um ônibus, mas se deram mal: um deles conseguiu fugir, mas o
outro foi preso, na porta do ônibus, e espancado pelo motorista. Nessa hora,
acabou a valentia do bandido: o vagabundo caiu no choro, até a polícia
chegar, e levá-lo para a cadeia.
terça-feira, 21 de outubro de 2014
QUEM É?!
POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES
Então, foi-lhes
questionado:
- Quais de vocês ainda amam
os seus maridos?
Todas levantaram a mão. Em
seguida foram inquiridas sobre qual a última vez que teriam dito aos seus
maridos que o amavam. Algumas responderam
- Hoje.
Outras:
- Ontem.
Mas a maioria não se
recordava. Por fim fizeram um teste e pediram que todas pegassem seus celulares
e enviassem um SMS aos seus maridos dizendo “Te amo muito,
querido.”.
Depois foi pedido que
mostrassem as respostas dos respectivos maridos. Estas foram algumas das
respostas:
- Você está bem?
- Que foi? Bateu com o
carro outra vez?
- O que você fez agora?
- O que é que você quer
dizer?
- Não fala com rodeios, me
diz logo de quanto você precisa!
- Estou sonhando?
- Se não me disser para
quem era este SMS, eu juro que te mato!
E a melhor de todas:
- Quem é?!
sábado, 18 de outubro de 2014
COMO CACHORRINHOS
POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES
Um casal resolveu dar uma transadinha
dentro d'água em uma das praias de Porto San Giorgio, Itália e se deu mal: eles
acabaram no hospital, nus, após ficaram presos um ao outro pelos seus órgãos
sexuais, devido à sucção.
Segundo o jornal "Il Mattino",
a vergonha não foi maior porque eles chamaram a atenção de uma mulher na praia,
que lhes cedeu uma toalha.
Uma ambulância foi chamada e, no
hospital, foi dada uma injeção para a mulher usada para dilatar o colo do útero
de grávidas, permitindo que eles fossem desengatados.
O PENTA
Texto de Carlito
Lima
É notório e crescente o
número de homossexuais nos tempos atuais. Essa explosão demográfica homo, por
conta da modernidade, deu coragem e ânimo aos meninos saírem do armário,
antigamente nós sabíamos de cada caso.

Existia no bairro do Farol,
perto de onde hoje é a TV Gazeta, uma pensão muito especial, Zeiga, o mais
famoso hóspede, Ramona, chegado à mágica, mandrake, adorava fazer desaparecer
coisas, era o líder, tornou-se o mais conhecido da cidade.
Certa vez aportou em
Maceió, um pintor baiano de nome Sandoval Duarte. Fez o primeiro “vernissage”
concorrido e badalado. As moças solteiras, as “socialites” da época, ficaram
encantadas com o charme daquele artista espirituoso e bonito, parecia um galã
de filmes americanos.
Ao revelar-se a opção
sexual do grande SANDUARTE, houve “frisson” na sociedade alagoana. O pintor
apaixonou-se por um jovem de família tradicional, teve um tórrido e escandaloso
caso com o bonito rapaz, também coqueluche das meninas. Hoje, senhor respeitado
e temido, exercendo alto cargo cheio de poderes.
Em noite de Baile de
Máscara do Clube Fênix, um forte rapaz fez sucesso com luxuosíssima fantasia
bordada de lantejoulas e paetês. Ninguém sabia se masculino ou feminino. O sexo
do folião só foi revelado durante a premiação, era homem, ganhou o concurso de
fantasia de luxo, primeiro lugar. O vencedor era meu primo, neto e homônimo de
Floriano Peixoto, o Marechal de Ferro. Nós o chamávamos, sem deboche, de Fulô.
Foi morar no Rio de Janeiro, destino de muitos que iam dar expansão à
sexualidade reprimida.
As lésbicas também eram
poucas conhecidas, ou refreadas. Hoje encontram-se aos montes, o
homossexualismo feminino está em expansão. As mulheres entraram com fervor no
caminho da revolução de costumes. Assumiram cada vez mais o “Viva Zapata”.
Desfilam com namoradas, dão preferência abertamente às mulheres, comprovam bom
gosto.
As coisas mudaram, os homos
estão saindo se revelando na maior tranquilidade. Um amigo - vou chamá-lo de
Rock, em homenagem a Rock Hudson, ator de cinema que no final da vida
revelou-se boiola - depois do terceiro casamento, mora só, num apartamento na
praia de Cruz das Almas, ama a vida de boemia e mulheres. Certa vez foi ao
Recife passar um fim de semana com a namorada, aliás, uma moça de programa
promovida à condição de noiva, assim apresentava Elizabeth aos amigos no
Recife.
Quando seu luxuoso carro
passava numa curva perto da cidade de Novo Lino, foi cruzado, fechado por uma
camionete. Saltaram quatro homens com revólveres na mão apontando, um assalto.
Um neguinho magro, cara de fuinha e voz de “foen” entrou e sentou-se no banco
traseiro, encostou o frio cano da arma na nuca de Rock. Ele apavorado obedeceu
os gritos do marginal, dirigiu o carro até um matagal.
Apareceram os outros assaltantes,
arrecadaram cartões de crédito, três mil reais, talão de cheques, jóias e
bijuterias da “noiva”. Eram quase seis da tarde, anoitecia, quando dois
bandidos levaram Beth para outro local. Nas brenhas fizeram todo tipo de
sacanagem sexual.
Enquanto isso, os outros
meliantes seguraram Rock, mandaram se despir, deixando-o nu, na posição que
Napoleão perdeu a Guerra. Nesse momento o Fuinha estuprou o apavorado
Rock. Foi doloroso, ele chorou angustiado.
Com o serviço feito, os
assaltantes deram um arranque na camionete, deixaram os dois no carro, levaram
a chave.
Passava das nove da noite,
quando Rock e Beth bateram numa casa perto de Novo Lino. Foram socorridos.
Dormiram num pequeno hotel, prestaram queixa à Polícia. Ao meio-dia do sábado
chegou de Maceió, uma chave extra do carro. Rumaram para o Recife.
O assalto deixou algumas
sequelas, foram traumáticos os primeiros dias para Rock, estuprado
violentamente pelo Fuinha.
Existe uma relação muito
forte entre a vítima e o algoz, a célebre "Síndrome de Estocolmo".
Rock não esqueceu o Fuinha, tinha sonhos eróticos sendo estuprado, ouvia a voz
foen, vinha-lhe uma excitação estranha. Resolveu consultar um psiquiatra. Com
três meses de análise, entendeu, o estupro revelou sua ambígua sexualidade.
Rock vive tranquilo,
assumiu a bissexualidade, quando dá comichão, quando a vontade chega sem
controle, ele vai à noite na orla da Avenida da Paz, escolhe um travesti para
um programa.
No maior descaramento
afirma sorrindo ser é bissexual porque só existem dois sexos, se fossem cinco
sexos, ele seria PENTA igualzinho ao Brasil no futebol.
quarta-feira, 15 de outubro de 2014
PROFISSÃO: PROFESSORA
Texto de Isvânia Marques
Professora, Escritora e Presidente da Academia Palmeirense de Letras, Ciências e Artes
Professora, Escritora e Presidente da Academia Palmeirense de Letras, Ciências e Artes

Após longos anos dedicados e resultantes da nossa vivência com a educação,
responderíamos que ser professor é ser afirmativo a todas as perguntas
elaboradas no primeiro parágrafo. Mais do que isso: é ser um profissional que
extrapola as suas funções, rompendo o que lhe é sugerido por uma tradição
milenar; atinge a versatilidade de um processo no qual ele se inclui e se questiona;
revê novas metodologias, estabelece parâmetros e possibilidades que o atualizam
dentro de um relacionamento que consiste em promover o crescimento entre mestre
e alunos.
Por meio dessa nossa vivência em sala de aula, contribuímos para a
formação de inúmeras turmas em diferentes entidades educacionais deste Estado. Médicos,
políticos, dentistas, psicólogos, promotores, advogados, contadores, bancários,
professores (e outras tendências profissionalizantes) passaram por nossas mãos,
em seus estágios nas bancas escolares do aprendizado. Compensaram-nos com o
carinho que até hoje se eterniza a cada encontro casual (ou não); com a
transferência de nossos nomes aos seus filhos, no batismo de suas identidades,
deixando neles registrada nossa marca, nossa passagem por suas vidas e, dessa maneira,
ultrapassávamos os limites de nossos compromissos na sala de aula.
É gratificante ensinar, quando este fato consiste numa realização íntima,
vivenciada pela satisfação de representar bem o seu papel, de criar textos
sugeridos pela emoção dos momentos vividos, sempre de maneira espontânea,
diversificada, rica e confiante.
Neste movimento que nos descobrimos psicólogos, analistas, amigos e
profissionais. Canalizamos todas essas tendências aguçadas e provocadas por
nós, direcionando-as à aprendizagem metódica de conteúdos programáticos da
educação, embora sem fugir às propostas do cotidiano, nem transformá-los em
seres insensíveis ao choro, nem agressivos consigo mesmos e com o mundo que
lhes rodeia.
Sinceramente, não sabemos se seríamos mais felizes se tivéssemos escolhido
outra profissão. Não sabemos se a “outra” nos daria chances a tantas
realizações; se tornaríamos esse exercício contínuo uma forma de terapia e, ao
mesmo tempo, de nossas aulas, uma ponte que conduz a verdadeiras amizades.
Possuímos muitos amigos. Dentre eles, ex-alunos que fizeram perdurar e
exceder o entrosamento iniciado na sala de aula, levando para fora dela o que
nela fora plantado. Aprendemos o cumprimento da reverência mútua, do respeito
às normas, às perdas, às diferenças e aos limites de cada um. Respeito que, em
sua noção básica, provém de seu primeiro contato social: a família. Daí então,
comungando e transferindo às outras relações: à vizinhança, à escola, aos amigos,
à sociedade e ao mundo, enfim.
Confiamos na grande parceria compreendida entre a escola e a família. Esse
envolvimento e troca de propostas e experiências engrandecem o principal
elemento e objetivo dessa união, o aluno, uma vez que é este a meta do amor a
ele depreendido pelas duas partes nele interessadas.
Ninguém mais do que a família a querer o melhor para o seu filho; ninguém
mais do que a escola para fazê-lo descobrir seu potencial e se ver como um ser
especial em sua individualidade. A família e a escola devem ser -
constantemente - uma sociedade criada dentro dos critérios que visem ao aluno
como um ser determinante, vivo, inteiro e atuante, precisando de limites
aliados ao amor; de regras aliadas à proteção e de responsabilidades comungadas
às doses de liberdade. A interação, formada pelo binômio aluno e escola, não
funciona sem a participação da família, produzindo benefícios às partes
formadas em torno do bom funcionamento educacional.
Confunde-se o bom profissional na educação com aquele que não imputa
responsabilidade ao aluno nem lhe impõe limites; ou – ainda – não lhe atribui
“não” como resposta imposta às suas exigências imaturas. É tempo de questionar,
refletir, mudar e amadurecer através de experiências convividas com o “sim” e o
“não”, oriundas de uma adversidade natural e da exigência da própria vida.
Não somos heróis. Nem sábios. Nem monstros.
Não nos crucifiquem por nossos fracassos. Nem os pais nem a sociedade. Não
nos queiram mal se somos simplesmente humanos e amantes da emoção e do
conhecimento; dos métodos e da avaliação personalizada; da nossa plateia
(alunos) e da nossa missão em permanente desempenho; da valorização do nosso
time e do entusiasmo da nossa torcida...
Não nos queiram mal, pois somos apenas professores...
sábado, 11 de outubro de 2014
O MUNDO É DELAS
POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES
Todas as mulheres reclamam
que nós, os homens, não ligamos para elas, mas vejam só:
- Qual o maior motivo para
que todo homem queira ser financeiramente bem-sucedido?
- Para pegar mulher.
- Por que os homens
investem tanto em carrões importados e conversíveis?
- Para impressionar
mulher.
- Qual a importância de o
homem combinar cintos, sapatos, meias e modelos de camisa?
- Para agradar
mulher.
- Qual a grande motivação
para o homem frequentar academias e suar como porcos nas esteiras assassinas?
- Para ver mulher.
- Por que os homens passam perfume, gel, loção pós-barba e
desodorante?
- Para se aproximar
de mulher.
- Por que os homens são sempre tão ciumentos?
- Para não perder a
mulher.
- Por que os homens são infiéis?
- Para colecionar
mulher.
- Por que os homens casam?
- Para manter a
mulher.
- Por que os homens descasam?
- Pra trocar de
mulher.
- Por que os homens trabalham?
- Para ter grana pra
sair com mulher.
Então, a única coisa que fazemos
sem estarmos pensando em mulher é tomar cerveja num botequim da vida…
E elas ainda implicam!
sexta-feira, 10 de outubro de 2014
CARTA DE FLÁVIO CAVALCANTE PARA O NETO
POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES
Pelo que você já me disse com o seu sotaque de anjo, percebo que você me
considera uma criança grandona e desajeitada, e me acha, mesmo assim, seu
melhor companheiro de brinquedos.
Pena que tenhamos tão pouco tempo para brincar, tão pouco porque só sei
brincar de passado, e você só sabe brincar de futuro. E ainda estarei brincando
de recordação quando você começar a brincar de esperança.
Mas antes que termine o nosso recreio juntos, antes que eu me torne apenas
um retrato na parede, uma referência do meu genro, ou quem sabe até uma lágrima
de minha filha, quero lhe dizer meu neto, que vale a pena.
Vale a pena crescer e estudar. Vale a pena conhecer pessoas, ter
namoradas, sofrer ingratidões, chorar algumas decepções. E, a despeito de tudo
isso, ir renovando todos os dias a sua fé e a bondade essencial da criatura
humana, e o seu deslumbramento diante da vida.
Vale a pena verificar que não há trabalho que não traga sua recompensa;
que não há livro que não traga ensinamentos; que os amigos têm mais para dar
que os inimigos para tirar; que se formos bons observadores, aprenderemos tanto
com a obra do sábio quanto com a vida do ignorante.
Vale a pena casar e ter filhos. Filhos, que nos escravizaram com o seu
amor.
Vale a pena viver nesses assombrosos tempos modernos, em que milagres
acontecem ao virar de um botão; em que se pode telefonar da Terra para a Lua;
lançar sondas espaciais, máquinas pensantes à fronteira de outros mundos, e
descobrir na humildade que toda essa maravilha tecnológica não consegue,
entretanto, atrasar ou adiantar um segundo sequer a chegada da primavera.
Vale a pena, meu neto, mesmo quando você descobrir que tudo isso que estou
tentando ensinar é de pouca valia, porque a teoria não substitui a prática, e
cada um tem que aprender por si mesmo que o fogo queima, que o vinagre amarga,
que o espinho fere, e que o pessimismo não resolve rigorosamente nada.
Vale a pena, até mesmo, envelhecer como eu e ter um neto como você, que me
devolveu a infância.
Vale a pena, ainda que eu parta cedo e a sua lembrança de mim se torne
vaga. Mas, quando os outros disserem coisas boas de seus avós, quero que você
diga de mim, simplesmente isso: “Meu avô foi aquele que me disse que valia a
pena. E não é que ele tinha razão?!”
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
terça-feira, 7 de outubro de 2014
O ETERNO APRENDIZ
Texto de Carlito
Lima
Domingo pela manhã eu saboreava um verona,
sanduíche predileto, na “Palato”, acompanhado de um efervescente “capucinno”,
quando Gerson sentou-se a meu lado na enorme mesa de casa de fazenda
ornamentando o requintado ambiente.

Um homão com seus trinta e poucos anos, mais de
1,80 metros de altura, corpo de atleta, cara bonita, xodó das meninas. Hoje
advogado brilhante, ambicioso, atuante.
Em boa conversa ele teorizava, o auge da beleza
feminina está na maturidade, sabedoria de cama e mesa. Uma mulher de quarenta,
cinquenta, sessenta anos, sabe do que o homem gosta. Discursou, como se
estivesse no Fórum, defendendo a eficiência operacional da mulher madura.
Depois de ouvir seus argumentos, concordei, as
mulheres com alguns quilômetros rodados têm prática mais apurada, sem desprezar
uma bonita menina, uma jovem de 20 aninhos é revigorante.
Gerson empolgado com o assunto, contou-me a
aventura delirante que está vivendo. Achando a vida mais bonita, mais
cor-de-rosa por um amor maduro.
Meses atrás, ele frequentava um curso com
alguns advogados, promotores, juízes, inclusive uma advogada beirando os
sessenta, senhora letrada, inteligente, de um bom humor notável. Ele teve uma
empatia instantânea por essa mulher, viúva, bela e gostosa.
Dora, três casamentos, além de casos amorosos,
foi muito poderosa nos bastidores da política. Nas brigas do poder ela metia a
mão de ferro, protegendo seus afilhados, seja no poder Executivo, Judiciário ou
Legislativo, durante o mandato de seu amante, o governador, ela era ouvida, teve
poder de decisão. Esse poder conquistou pela inteligência, firmeza e posições
tomadas, principalmente na cama.
A coroa tem ânsia de viver. O mais de meio
século não deixou marcas na jovem alma. Alegre, corpo cuidado, bem moldado nas
academias e nos cirurgiões plásticos.
Mulher de muita leitura gosta de atualizar-se,
aprender. Gerson e Dora frequentaram o curso durante três meses. Todas as
noites estudavam juntos, gostavam da companhia. Ele a via como uma irmã mais
velha, entretanto, apreciava os decotes ousados dos vestidos da bela dama.
Certa noite foram terminar um trabalho em grupo
no espaçoso apartamento de Dora na praia de Ponta Verde. Mais de duas horas de
discussão numa mesa circular, deixaram a conclusão do trabalho para outro dia.
Dora ofereceu um gostoso lanche, queijo regado a vinho e uísque. O grupo se
divertiu até tarde, ouvindo boa música, conversa inteligente. Gerson cantou
dedilhando um violão, “Dora, rainha do frevo e do maracatu...”. Recebeu um
beijo lambido no ouvido.
Foi sugerido continuar os trabalhos no sábado à
noite, no mesmo local.
Sábado cedo, Dora foi ao mercado comprou
camarão e arabaiana, o prato da noite, filé de peixe ao molho de camarão. Ligou
para todos os componentes do grupo, se desculpando, pedindo adiar o trabalho
para terça-feira. Não telefonou propositalmente para Gerson.
Quando ele, carregando livros e papéis embaixo
do braço, pontualmente tocou a campainha, Dora abriu a porta com um largo
sorriso, estava maravilhosa, vestido azul colado ao corpo. Gerson estranhou
quando sua amiga falou no trabalho adiado. Convidou-o para entrar, seria uma
companhia agradável se ficasse para jantar.
Sentaram-se na varanda com vista à praia
iluminada por uma azulada lua bonita refletida no mar e nas palhas dos
coqueiros. O uísque rolou, bons tira-gostos, Dora serviu o peixe com camarão.
Ao voltar para a varanda, colocou uma música
suave, americana, “Heaven I’am heaven...”, traduzindo, “Paraíso, estou no
paraíso”. Gerson deu-lhe a mão, saíram dançando, escorregando pela sala, ele
cantou a canção em seu ouvido, puxou seu corpo com vigor, iniciaram uma seção
de carinho e carícia, beijou-a, sussurrando ela pediu para ser levada ao
quarto. Num impulso, colocou-a nos braços como se fossem recém-casados,
empurrou a porta, soltou-a ternamente na cama. O resto é silêncio, como diria
Shakespeare.
Depois dessa noitada, os dois continuam
encontrando-se no mínimo três vezes por semana, adoram uma seção de matinê,
assistindo filmes na televisão, comendo queijos, peixes e outros quitutes.
Gerson espera ansioso os encontros, sem
preconceitos, que importa a diferença de 20 anos entre ele e a poderosa coroa?
Ela sabe tudo e ensina, ele eterno aprendiz.
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
CANTADAS DESASTRADAS
POSTAGEM: ALOISIO GUIMARÃES

CANTADA
- Então, o que você faz da vida?
- Eu sou travesti.
- Já tinha percebido! Você se esqueceu de fazer o
bigode!
CANTADA
- Linda, por você eu faria qualquer coisa.
- É mesmo?! Quero uma mansão na Eupora, 2
Lamborghinis, um jato particular e você bem longe de mim.
- Ah, não! Odeio puta cara: a gente paga caro e o
produto é sem qualidade...
CANTADA
- Quer dar uma voltinha, mocinha?
- Quero. O senhor trouxe o seu andador, vovô?
- Não precisa, a bengala já está aqui comigo.
- Enfiada aonde?
CANTADA
- Quer ser minha namorada, bela?
- Ah, não posso, eu já tenho uma.
- Nesse caso, vamos fazer uma suruba?
CANTADA
- Você é a mais bela das flores, uma rosa. Quer florescer
no meu jardim?
- Eu vou morrer de sede com o tamanho do seu
regador.
- Para quer regado A minha mangueira é muito mais eficiente. Você
sabe, né?
- Sua mão e o seu computador deve saber mais do que
eu, né?
CANTADA
- Eu quero me dar por completo pra você.
- Sinto muito, eu não aceito esmola.
- Nossa! Então é por isso que você tá toda
desarrumada, feia, suja, e descabelada no meio da rua? Isso é o que a gente
ganha por tentar ajudar os miseráveis.
CANTADA
- Se beleza desse cadeia você pegaria prisão
perpétua.
- Se feiura fosse crime, você pegaria pena de
morte.
- No Brasil não tem pena de morte, por enquanto só
cadeia mesmo...
CANTADA
- Será que eu
já não te vi em algum lugar?
- Claro! Eu sou a recepcionista da clínica de
doenças venéreas. Não se lembra?
- É isso mesmo! Você até me falou que estava
pagando o seu tratamento com trabalho!
CANTADA
- Então, o que você faz da vida?
- Eu sou travesti.
- Fez operação?
- Não.
CANTADA
- Hum... Você, para ser um anjo, só falta asas!
- E você, para ser um jumento, só falta pelos!
Peraí, já tem isso também!
- E pra você ser uma mula também.
- Mas mula não tem asas.
- Então não falta nada.
CANTADA
- A gente já não se encontrou em algum lugar antes?
- Já, e é exatamente por isso que eu não vou mais
lá.
- Eu também nunca mais voltei, naquela zona só tem
baranga.
CANTADA
- A gente vai para a sua casa ou para a minha?
- Os dois. Você vai para a sua casa e eu vou para a
minha.
- Que pena! É que minha empregada foi embora e eu
pensei que você pudesse ir lá em casa fazer uma faxina.
CANTADA
- A gente já não se encontrou em algum lugar antes?
- Já e é exatamente por isso que eu não vou mais
lá.
- Ah, eu também não vou mais. Lá só tem puta feia.
- Tome vergonha rapaz. É assim que você se refere a
sua família?
CANTADA
- Eu queria te ligar, qual é o seu telefone?
- Está na lista.
- Mas, eu não sei o seu nome.
- Também está na lista, na frente do telefone.
- Mas qual é o anuncio? Acompanhantes ou Aluguel de
tratores?
CANTADAS SEM TRÉPLICAS:
CANTADA
- Como eu queria ser esse sorvete!
- Além de ser fresco, quer ter o pau enfiado no
rabo também?
CANTADA
- Se beleza desse cadeia, você pegaria prisão
perpétua.
- Se feiura fosse crime, você pegaria pena de morte.
CANTADA
- Gata, você é linda demais, só tem um problema: a
sua boca tá muito longe da minha!
- Questão de higiene...
CANTADA
- Qual o caminho mais rápido pra chegar no seu
coração?
- Cirurgia plástica, lavagem cerebral e uns 3 meses
de malhação.
CANTADA
- Você é a mais bela das belas das flores, uma
rosa. Quer florescer no meu jardim?
- Eu vou morrer de sede com o tamanho do seu
regador.
CANTADA
- Eu não acreditava em amor a primeira vista. Mas
quando te vi mudei de ideia.
- Que coincidência! Eu não acreditava em
assombração.
CANTADA
- Você tem uma boca! Deve ter um gostinho… Posso
provar?
- Pode…
CANTADA
- Se tivesse uma mãe como você mamaria até os 30
anos.
- Se eu tivesse um filho como você mandava para
circo!
CANTADA
- Nossa! Não sabia que boneca andava!
- E eu não sabia que macaco falava!
CANTADA
- Oi, o cachorrinho tem telefone?
- Tem, por quê? Sua mãe tá no cio?
CANTADA
- Eu quero me dar por completo pra você.
- Sinto muito, eu não aceito esmola.
CANTADA
- Se eu pudesse te ver nua, eu morreria feliz.
- Se eu pudesse te ver nu, eu morreria de rir.
CANTADA
- Está procurando boa companhia?
- Estou, mas com você por perto vai ficar muito
mais difícil.
CANTADA
- Nossa como você está linda...
- A minha mãe já me disse isso...
CANTADA
- Muito prazer em te conhecer...
- O prazer é todo seu.
CANTADA
- Posso sentar nessa mesa?
- Pode. Senta bem em cima dessa garrafa de cerveja
aqui.
CANTADA
- Sozinha?
- E pretendo continuar assim.
CANTADA
- Hum... Gostei do que vi!
- Gostou? Leva tua mãe lá pra casa que meu pai faz
uma igual.
CANTADA
- Vamos lá fora tomar um arzinho, hein?
- Vamos. Posso levar meu marido?
CANTADA
- E aí, gata? Que tal um rala-e-rola?
- Tudo bem. O preço é dez mil, tá?
CANTADA
- Qual o seu nome, princesa?
- Agora é Regina; antigamente, era Paulão.
CANTADA
- Vamos pegar um cineminha hoje, meu anjo?
- Vamos. Eu pego a sessão das duas e você a sessão
das oito, ok?
CANTADA
- Vamos dançar?
- Vamos. Com quem?
CANTADA
- Você bebe?
- Bebia, agora não posso mais, por causa do
coquetel contra a AIDS.
CANTADA
- Alguém já lhe disse que você é super linda?
- Muita gente, e alguém já lhe disse que você
precisa usar um bom desodorante?
CANTADA
- Quer uma carona?
- Só se for tiver de Lamborghini ou algo melhor...
CANTADA
- Você mora por aqui, minha santa?
- Não, moro lá na Conchinchina, do outro lado do mundo, e já
estou indo pra lá.
CANTADA
- Oi, vamos tomar uma bebida?
- Vamos... Eu tomo uma cerveja e você toma um chá
de sumiço, certo?
CANTADA
- Você pode me dar o número do seu telefone,
benzinho?
- Procure na lista, pela letra N de Nunca.
CANTADA
- Tenho um carro!
- E daí? Tenho dois!
CANTADA
- Ai, eu posso te beijar, sonho meu?
- Pode, mas primeiro volta lá pra sua casa e escova
os dentes, tá?
CANTADA
- E aí, na minha casa ou na sua casa?
- Nas duas, eu na minha e você na sua.
CANTADA
- Me passa seu Face, gata?
- Claro, procura por "Só aceito idiotas"
que eu te aceito.
CANTADA
- Como eu queria ser esse sorvete...
- Além de ser fresco, quer ter o pau enfiado no
rabo?
CANTADA
- Gata, você é linda demais, só tem um problema: a
sua boca tá muito longe da minha!
- Questão de higiene.
CANTADA
- Você tem uma boca! Deve ter um gostinho... Posso
provar?
- Pode... (cospe no chão e vira de costas).
CANTADA
- Nossa não sabia que boneca andava..
- E eu não sabia que viado falava...
CANTADA
- Oi, o cachorrinho tem telefone?
- Tem, por quê? Sua mãe está no cio?
CANTADA
- Qual o caminho mais rápido pra chegar no seu coração?
- Cirurgia plástica, lavagem cerebral e uns 3 meses
de malhação.
CANTADA
- Eu não acreditava em amor a primeira vista. Mas
quando te vi mudei de ideia.
- Que coincidência! Eu também não acreditava em
assombração.
CANTADA
- Se tivesse uma mãe como você mamaria até os 30
anos.
- Se eu tivesse um filho como você mandava para o
circo!
CANTADA
- Se eu pudesse te ver nua, eu morreria feliz.
- Se eu pudesse te ver nu, eu morreria de rir.
CANTADA
- Está procurando boa companhia?
- Estou, mas com você por perto vai ficar muito
mais difícil encontrar.
CANTADA
- Já estou até imaginando como é seu beijo!
- E eu imaginando o bafo fedorento que teria que
aguentar.
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